Estudo de julho de 2025 indica que 83% das iniciativas no Supremo contra parlamentares tinham como réus nomes ligados à oposição, com crescimento no ano eleitoral de 2026
Da Redação
Desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro de 2023, a Polícia Federal (PF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF) têm concentrado grande parte de suas ações e operações contra parlamentares de direita. Um levantamento divulgado em julho de 2025 mostrou que, das 61 ações em tramitação no STF envolvendo deputados federais, 51 tinham como réus políticos de direita, contra apenas cinco de esquerda — o equivalente a 83% do total.
O documento destaca que iniciativas contra parlamentares de esquerda, como a Operação Compliance Zero que atingiu o senador Jaques Wagner (PT-BA), são consideradas pontuais. No caso do Partido Liberal (PL), o partido foi alvo em 64% das investigações em determinado período, com a PF deflagrando diversas operações, entre elas a Lesa Pátria, que chegou a 29 fases até 2024.
O material chama atenção para o fato de que condenações, prisões preventivas, restrições de contato e inelegibilidades no STF recaem majoritariamente sobre a oposição ao governo federal. Segundo o levantamento, essa concentração numérica se intensificou no ano eleitoral de 2026, embora ainda não exista um balanço atualizado e consolidado sobre o período.
O texto conclui que o padrão observado nas investigações e nas medidas judiciais levanta questionamentos sobre possível seletividade no uso das instituições contra adversários políticos do governo.





