Profissionais da Defesa Civil, dos Bombeiros e da Anatel resgataram 14 sobreviventes, realizaram 90 intervenções de busca e salvamento e prestaram mais de 1,2 mil atendimentos médicos durante 15 dias de operação no país
Da Redação
As equipes brasileiras enviadas para apoiar as ações de resposta ao terremoto na Venezuela retornaram a Brasília na noite de sexta-feira (10). A missão, que durou 15 dias, integrou a força-tarefa coordenada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e envolveu profissionais da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Durante a operação, os especialistas brasileiros participaram de 90 ações de busca e salvamento, nas quais resgataram 14 pessoas com vida. Um hospital de campanha montado com 99 militares da área da saúde realizou mais de 1,2 mil atendimentos, incluindo consultas, cirurgias e exames laboratoriais, em dez dias de funcionamento.
A missão enviou ao país 60 toneladas de suprimentos e equipamentos médicos, além de 100 purificadores de água e 150 toneladas de alimentos, itens de saúde e higiene. A base de operações foi instalada na cidade de Caraballeda, uma das mais afetadas pelos tremores.
O diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Armin Braun, destacou a complexidade do trabalho. Segundo ele, as intervenções variaram de três a 50 horas, realizadas em meio a altas temperaturas e sob escombros de edifícios destruídos. Equipes brasileiras também realizaram avaliações estruturais de edificações para orientar as autoridades locais.
De acordo com o último balanço oficial divulgado pelo governo venezuelano, o terremoto deixou 4.118 mortos, 16.740 feridos e 17.907 desabrigados. Organizações da sociedade civil estimam que cerca de 30 mil pessoas ainda estejam desaparecidas.





