Fiesp critica governo Lula e afirma que retaliação comercial poderia ter sido evitada com condução técnica e pragmática das negociações
Da Redação
Entidades representativas da indústria brasileira manifestaram preocupação com a nova sobretaxa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que a medida agrava a queda das exportações para o mercado americano, que já recuaram 13% desde a adoção de tarifas no ano passado.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) foi mais dura na crítica ao governo federal. A entidade, presidida por Paulo Skaf, afirmou que a decisão americana poderia ter sido evitada com uma condução “técnica e pragmática” das negociações e responsabilizou o governo Lula pelos “ruídos diplomáticos desnecessários” e críticas pessoais ao presidente Donald Trump.
A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) destacou que a tarifa altera as condições de acesso ao mercado americano e pode gerar perda de competitividade frente a fornecedores de outros países. A entidade defendeu maior clareza sobre os produtos atingidos e a manutenção de negociações para proteger contratos em andamento.
Mais de 2.100 códigos tarifários ficaram isentos da nova taxa, incluindo carnes, café, suco de laranja, insumos farmacêuticos e componentes aeroespaciais. Já etanol, máquinas agrícolas, calçados, têxteis e produtos químicos foram mantidos na lista de produtos sobretaxados.
A medida entra em vigor em 22 de julho de 2026.





