PL da Misoginia não avançou por falta de acordo com bancadas religiosas, enquanto governo priorizou renegociação de dívidas rurais
Da Redação
A Câmara dos Deputados antecipou o recesso de meio de ano e deixou para agosto a votação de projetos importantes. Entre os temas pendentes está o PL da Misoginia, que não avançou por falta de acordo com as bancadas religiosas.
A relatora da proposta, Tabata Amaral (PSB-SP), tentou pressionar o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) para colocar o projeto em votação na quarta-feira (15/7), mas a articulação não prosperou. O governo concentrou esforços na renegociação das dívidas rurais e anunciou, na mesma semana, uma medida provisória para refinanciar R$ 100 bilhões em débitos do setor.
Outros projetos que ficaram para agosto incluem o reajuste do teto de faturamento dos MEIs e o PLP dos combustíveis. Líderes parlamentares citam a incerteza sobre o conflito no Oriente Médio como um dos motivos para adiar a votação do PLP.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou dois períodos de esforço concentrado antes das eleições: de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro. O calendário será seguido tanto pela Câmara quanto pelo Senado.





