Evento reúne especialistas e autoridades para fortalecer a rede de acolhimento familiar
Brasília, 25 de outubro de 2024 – Nesta quinta-feira (24), a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) participou do seminário “Acolhimento Familiar: Interseccionalidades com o Sistema de Garantia de Direitos no Distrito Federal”. O evento, promovido no auditório do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), aborda os progressos e dificuldades do serviço de acolhimento familiar para crianças na primeira infância.
O seminário, fruto da cooperação entre o MPDFT, o programa Família Acolhedora, a Sedes, o Instituto Aconchego e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), contou com a presença de especialistas e autoridades da área. Durante dois dias de discussões, das 9h às 18h, o objetivo é sensibilizar a sociedade sobre a importância da expansão da rede de acolhimento familiar e o papel do serviço na desinstitucionalização, visando especialmente o desenvolvimento de crianças afastadas do lar por medidas judiciais.
Para a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, o acolhimento familiar é prioridade na atual gestão: “A criança deve ser prioridade, e o governador Ibaneis Rocha nos dá liberdade para trabalhar por ela”, declarou. Já o subsecretário de Assistência Social, Coracy Chavante, pontuou que o Distrito Federal tem obtido avanços no acolhimento institucional, fortalecendo a convivência comunitária e familiar para crianças e adolescentes.
No segundo dia do evento, nesta sexta-feira (25), especialistas da Sedes compartilham experiências e práticas que integram a rede de proteção socioassistencial do DF, enquanto ressaltam a importância do programa Família Acolhedora. Este serviço, executado pela Sedes em parceria com a organização Aconchego, oferece acolhimento temporário para crianças de até seis anos afastadas judicialmente de seus núcleos familiares devido a violações de direitos. A prioridade do programa é o retorno da criança à família de origem ou, quando isso não é possível, encaminhá-la para adoção.
Daniela do Nascimento, uma voluntária cadastrada no programa, expressou sua experiência ao acolher crianças em situação de vulnerabilidade. “Vi uma reportagem sobre o programa e me inscrevi junto com meu marido. Em quatro anos, acolhi seis crianças, a maioria bebês. Vivenciei realidades diferentes e me comovi com a situação desses pequenos”, relatou.
Para se cadastrar como família acolhedora, os interessados devem residir no DF, ter condições afetivas e emocionais, contar com a concordância de todos os membros da família, não ter cadastro no Cadastro Nacional de Adoção, possuir histórico criminal limpo, apresentar estabilidade para cuidar de crianças e comprovar renda. Após o cadastro, os voluntários passam por um processo de capacitação e avaliação psicossocial, conduzido pelo Grupo Aconchego, que analisa as motivações e a disposição da família para o acolhimento.





