A SES-DF recebeu o selo Prata de Boas Práticas por avanços na eliminação da transmissão do HIV da mãe para o bebê
Da Redação
Brasília, 12 de dezembro de 2023 – A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) foi agraciada pelo Ministério da Saúde (MS) com o selo Prata de Boas Práticas, um reconhecimento significativo em direção à eliminação da transmissão vertical do vírus da imunodeficiência humana (HIV). Ao celebrar esse avanço, a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, expressou gratidão às equipes de Atenção Primária e Atenção Secundária, convidando todos a refletirem sobre a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) desde o pré-natal até a saúde familiar.
Desde 2017, o Ministério da Saúde reconhece os estados que conseguem eliminar a transmissão vertical do HIV. Para a ministra da Saúde, Nísia Trindade, a construção da saúde depende da atuação coletiva e o trabalho para eliminar o HIV está em curso. Ela ressaltou a meta do Ministério de alcançar as populações mais vulneráveis e prioritárias, incluindo pessoas em situação de rua, privadas de liberdade, vivendo com HIV/Aids, imigrantes e comunidades indígenas.
A transmissão vertical ocorre quando a doença é passada da mãe para o filho durante a gestação ou parto. O início do pré-natal na 12ª semana permite que mães com HIV evitem transmitir a doença aos bebês.
Beatriz Maciel, gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da SES-DF, comemorou a conquista do selo, destacando a importância desse estímulo para o contínuo trabalho dos servidores rumo à eliminação do HIV. A manutenção da cooperação entre assistência e vigilância é crucial, conforme ressaltou Adriano de Oliveira, diretor de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, que reforçou o empenho para eliminar verticalmente o HIV e a sífilis.
Desafios e superações foram compartilhados por Janice Lilian Pisão, líder do Movimento Nacional de Cidadãs Positivas, uma pessoa com HIV. Janice destacou as dificuldades enfrentadas pelas mulheres doentes para vencer o preconceito e a discriminação. Diagnosticada aos 30 anos, ela enfatizou que o HIV não impediu a realização de seus sonhos, apostando na solidariedade e no acolhimento para empoderar outras mulheres com HIV, mesmo após 40 anos de seu diagnóstico.





