Hospital de Base reduz casos de infecção hospitalar em 20% após reforço de medidas de segurança

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Medidas de prevenção diminuíram em 20% os casos de infecção na unidade

Brasília, 21 de maio de 2026 — Medidas adotadas pelo Hospital de Base do Distrito Federal para reforçar a proibição do uso de acessórios por profissionais de saúde contribuíram para a redução de 20% nos casos de infecções hospitalares entre 2024 e 2025. A iniciativa integra ações voltadas à segurança dos pacientes e à prevenção de contaminações dentro da unidade.

Entre as estratégias implementadas está a campanha “Adorno Zero”, que orienta profissionais das equipes assistenciais a não utilizarem acessórios durante o trabalho em áreas hospitalares, principalmente no centro cirúrgico. Segundo a unidade, itens como anéis, pulseiras, relógios, brincos e correntes podem acumular microrganismos e dificultar a higienização correta das mãos.

A ação vem sendo intensificada nesta semana no centro cirúrgico do Hospital de Base, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), devido à grande circulação de residentes e profissionais em formação.

Como o Hospital de Base recebe muitos profissionais em formação, é necessário que campanhas como a Adorno Zero sejam constantes | Fotos: Divulgação/IgesDF

De acordo com a coordenadora do centro cirúrgico, Ana Cristina Neves, o trabalho de conscientização precisa ser contínuo em razão da constante chegada de novos profissionais à unidade.

A campanha faz parte de outras estratégias preventivas adotadas pela rede, como o Programa de Redução de Infecção em Cirurgias (Prisc). Segundo a gerente de Planejamento em Saúde da Diretoria de Atenção à Saúde, Fernanda Hak, medidas simples podem gerar impactos significativos na segurança hospitalar.

O uso correto de máscaras e uniformes também deve ser verificado nos centros cirúrgicos

O médico infectologista Tazio Vanni alertou que pacientes internados e em recuperação cirúrgica estão entre os mais vulneráveis às infecções. Segundo ele, mesmo após a higienização das mãos, acessórios podem dificultar a limpeza completa e favorecer a permanência de bactérias e outros agentes infecciosos.

Além do risco de contaminação, o hospital também destaca que adornos podem causar acidentes durante procedimentos médicos ao enroscarem em equipamentos e materiais hospitalares.

Conforme a política institucional da unidade, são considerados adornos itens como anéis, alianças, pulseiras, relógios, colares, correntes, brincos, piercings expostos, gravatas e acessórios semelhantes. A única exceção permitida é o uso de óculos de grau, desde que higienizados regularmente e sem cordões ou correntes.

A anestesiologista Nadja Corrêa Graça explicou que até mesmo os crachás exigem cuidados específicos dentro do centro cirúrgico. Segundo ela, o item deve permanecer guardado dentro do pijama cirúrgico para evitar riscos de contaminação aos pacientes.

A campanha também reforça a utilização correta das máscaras de proteção, que devem cobrir nariz, boca e queixo durante todo o atendimento hospitalar.

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