Redução da mortalidade por tuberculose no DF

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(Foto: Breno Esaki)

Dados revelam índices abaixo da média nacional, mas registros têm aumentado nos últimos anos

Da Redação

Brasília, 13 de dezembro de 2023 – O Distrito Federal apresenta um dos menores índices de mortalidade por tuberculose no país. Dados do Ministério da Saúde apontam uma taxa de 0,9 óbitos anuais a cada 100 mil habitantes, enquanto a média nacional é de 2,71. Contudo, os números absolutos evidenciam uma preocupação: 18 óbitos em 2022 e 12 até novembro de 2023.

Por trás desse cenário positivo está uma rede de atenção em saúde capacitada, desde unidades básicas até casos mais graves encaminhados ao Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin). As 175 UBSs da capital estão aptas para diagnósticos e tratamentos iniciais.

Kenia de Oliveira, gerente de Vigilância das Doenças Transmissíveis da SES-DF, destaca a importância do diagnóstico precoce e do tratamento. Sintomas como tosse persistente, cansaço excessivo, febre, entre outros, devem ser investigados nas UBSs, com a possibilidade do “teste do escarro” para confirmação.

O tratamento, que dura cerca de seis meses, pode apresentar efeitos colaterais. A interrupção é um desafio, alerta a médica infectologista Denise Arakaki, do Cedin, ressaltando o retorno da doença de forma mais severa nesses casos.

O HIV aumenta a vulnerabilidade, sendo 19 vezes mais propenso a desenvolver tuberculose. Populações carcerárias e em situação de rua também apresentam maiores chances. Em 2023, houve um aumento nos registros da doença, apesar dos índices estarem abaixo da média, fator atribuído à busca por serviços de saúde além dos testes de COVID-19.

Detectar e tratar eficientemente a tuberculose é crucial, não apenas para o paciente, mas também para evitar a disseminação, conclui Denise Arakaki.

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