Rede de Frio Central do DF coordena distribuição de 3 milhões de doses por ano

Unidade completa 25 anos e mantém estrutura especializada para conservar vacinas e outros imunobiológicos

Brasília, 29 de outubro de 2026 – O Distrito Federal celebra, neste ano, os 25 anos da implantação da Rede de Frio Central, unidade estratégica da Secretaria de Saúde (SES-DF) responsável pela conservação e distribuição de imunobiológicos. Atualmente, a estrutura coordena 51 tipos de vacinas e medicamentos de alta precisão, além de acompanhar a aplicação de quase 3 milhões de doses por ano.

Transformada oficialmente em gerência vinculada à Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), a unidade também elabora boletins e normas de imunização para o DF e capacita profissionais que atuam nas salas de vacina. A estrutura ainda participa de campanhas antirrábicas e da distribuição de soros, incluindo os utilizados contra venenos de animais.

Estrutura e controle de temperatura

A evolução técnica da unidade é um dos destaques de sua trajetória. A sede da Rede de Frio Central conta com 18 câmaras científicas e uma câmara frigorífica de 63 metros cúbicos, preparadas para manter temperaturas entre 2 °C e 8 °C. O local também dispõe de quatro refrigeradores científicos capazes de atingir -90 °C.

O controle rigoroso da temperatura é fundamental para preservar a qualidade dos imunobiológicos. Segundo a enfermeira Karine Araújo, esses produtos são termolábeis, ou seja, podem sofrer alterações quando expostos a condições inadequadas ou a grandes variações de temperatura.

“Por isso, temos equipamentos para garantir a preservação e planos de contingência caso o sistema falhe”, explica.

Os equipamentos possuem monitoramento digital e emitem relatórios detalhados sobre as temperaturas registradas, a abertura de portas e possíveis falhas ou picos no fornecimento de energia. A unidade também mantém rotinas de manutenção preventiva e preditiva para reduzir riscos e garantir o funcionamento da estrutura.

Equipe especializada

A Rede de Frio Central conta com 31 profissionais de diferentes áreas, incluindo motoristas, analistas de políticas públicas, médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e farmacêuticos.

O modelo integrado de gestão adotado pelo Distrito Federal já despertou o interesse do Ministério da Saúde e começa a servir de referência para estados e municípios brasileiros que buscam aprimorar a organização das políticas de vacinação.

Últimas notícias