Aedes Aegypti se prolifera em depósitos de água parada; população deve redobrar prevenção
Da Redação
Brasília, 9 de janeiro de 2024 – Com o início do período chuvoso no Distrito Federal, a atenção se volta para o aumento dos criadouros do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue. É crucial que a população esteja alerta para os sintomas da doença, já que seu agravamento pode acarretar consequências graves.
A dengue, uma arbovirose urbana transmitida pela picada do mosquito, possui quatro sorotipos diferentes, e ainda não há medicamentos específicos para seu combate. A prevenção por meio da eliminação de possíveis locais de reprodução do mosquito tem sido a estratégia mais eficaz até o momento.
Fernando Aires, médico da Secretaria de Saúde (SES-DF), destaca que os sintomas da dengue se diferenciam pela intensidade, especialmente a febre abrupta, dores musculares intensas e o risco de complicações graves, menos comum em outras viroses.
No ano anterior, até a última semana de 2023, foram notificados 52.864 casos suspeitos da doença, com 40.934 prováveis, conforme o Boletim Epidemiológico 47.
As regiões administrativas de Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Brazlândia e Taguatinga concentraram 41,7% dos casos prováveis de dengue no DF.
Sintomas e cuidados
Os sintomas incluem febre alta, dores no corpo e articulações, dor atrás dos olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo. Diante de febre, especialmente em áreas com alta incidência da doença, buscar orientação médica é essencial.
É recomendado retornar para avaliação médica caso haja piora dos sintomas. Sinais de alarme incluem fortes dores na barriga, vômitos persistentes, sangramentos no nariz, boca ou fezes, tonturas e/ou cansaço extremo.
Riscos e tratamento
Grupos como mulheres grávidas, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas correm maior risco de complicações. O tratamento se baseia na hidratação adequada e repouso, sendo crucial evitar automedicação, pois alguns medicamentos podem agravar o quadro da doença.
Onde buscar atendimento
Unidades básicas de saúde são a porta de entrada para o SUS; em casos graves, recomenda-se procurar UPAs e hospitais regionais.
É vital que a população mantenha medidas preventivas para evitar a proliferação do mosquito transmissor e fique atenta aos sintomas, buscando ajuda médica diante de qualquer suspeita de dengue.





