Doença neurodegenerativa sem cura é tema central da campanha Fevereiro Roxo
Da Redação
Brasília, 3 de fevereiro de 2024 — O mês de fevereiro é dedicado à conscientização sobre as doenças crônicas, e neste “Fevereiro Roxo”, a atenção se volta para condições sem cura, entre elas o Alzheimer. A Secretaria de Saúde ressalta a importância do diagnóstico precoce e do suporte oferecido pela rede pública de saúde.
O Alzheimer, uma doença neurodegenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, não possui cura, mas há tratamentos disponíveis na rede pública. Os pacientes suspeitos devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para receber avaliação da equipe de Saúde da Família.
Caso seja identificado um quadro de demência, o paciente entra na regulação da geriatria e inicia o acompanhamento e tratamento. Isso envolve a prescrição de medicamentos para retardar a progressão da doença, além do apoio de uma equipe multidisciplinar, que inclui fonoaudiólogos, fisioterapeutas e psicólogos. O suporte familiar e clínico é crucial, com atenção especial aos profissionais e cuidadores que também recebem orientação para lidar com a condição.
A geriatra Marcela Pandolfi, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBBG-DF), destaca que o Alzheimer afeta diversas áreas além da memória, incluindo comportamento, linguagem e capacidade de trabalho. O diagnóstico precoce é essencial para um tratamento adequado.
Além da falta de cura, é fundamental compreender os fatores de risco modificáveis e não modificáveis da doença. O envelhecimento e a genética são fatores inalteráveis, enquanto hipertensão, tabagismo, obesidade, entre outros, podem ser gerenciados para reduzir as chances de demência em até 50%.
Entre os sinais de alerta, a perda recorrente de memória, dificuldades de planejamento e resolução de problemas, além de alterações de comportamento, merecem atenção. A campanha busca conscientizar a população, combater informações equivocadas e oferecer apoio às famílias afetadas.
A sociedade é incentivada a observar sinais de demência, entendendo que nem toda condição desse tipo representa Alzheimer. A busca por orientação médica é crucial para um diagnóstico preciso e o início do tratamento adequado.






