Estudantes do CEF 213 de Santa Maria criam solução tecnológica para colega com paralisia cerebral

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(Foto: André Amendoeira/ SEEDF)

Iniciativa permite que Ana Vitória Soares Oliveira, aluna do 7º ano, se comunique com mais facilidade na escola

Brasília, 28 de junho de 2024 – No Centro de Ensino Fundamental (CEF) 213 de Santa Maria, estudantes do 7º ano se uniram para ajudar uma colega com paralisia cerebral a superar suas dificuldades de comunicação. O projeto “A Voz da Ana” foi criado para permitir que Ana Vitória Soares Oliveira se comunique com os colegas e professores de maneira mais eficiente. Essa iniciativa surgiu da colaboração entre o projeto Roboticraft, da própria escola, e o M²CE, da Universidade de Brasília (UnB), que incentiva a participação de meninas e mulheres nas ciências exatas.

A ideia nasceu quando o professor William Vieira de Araújo, ao adaptar as atividades para Ana Vitória, percebeu sua habilidade notável com a leitura e a escrita, apesar das limitações na mobilidade e fala. “Ao trazer o tablet para a Ana, percebi a habilidade que ela tinha em escrever e ler rapidamente com o programa”, relata o professor. Com esse insight, as alunas do projeto se mobilizaram para encontrar uma solução que facilitasse a comunicação da colega.

Reunindo 11 alunas da escola, o projeto utilizou o programa Scratch como base para desenvolver um sistema de comunicação. O dispositivo criado incluiu um teclado e uma interface inicial com respostas pré-programadas, permitindo que Ana digitasse ou selecionasse opções rapidamente. Inicialmente feito de papelão, o equipamento passou por melhorias à medida que as alunas aprimoraram suas habilidades em programação e engenharia.

A introdução da “caixa robótica” transformou a dinâmica da sala de aula para Ana. “Quando nós apresentamos o equipamento, ela rapidamente começou a digitar e escrever coisas que estavam na cabecinha dela. Ela começou a interagir em sala de aula, conversar com os professores, falar o nome dos colegas e ajudar a fazer a chamada”, destaca o professor Araújo.

O impacto do projeto vai além do ambiente escolar, servindo como um exemplo poderoso de inclusão e o potencial da tecnologia e colaboração em transformar vidas. A vice-diretora da escola, Raquel Antunes, emocionou-se com a iniciativa: “Quando vi a caixa que as meninas fizeram, comecei a chorar”.

O projeto “A Voz da Ana” é um testemunho do poder da inovação e da empatia, mostrando como a comunidade escolar pode se unir para criar soluções significativas e inclusivas, promovendo um ambiente educacional mais acolhedor e participativo.

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