Cachorro resgatado transforma ambiente terapêutico e conquista corações no Riacho Fundo
Brasília, 22 de julho de 2024 – Impossível não sorrir ao conhecer Caramelo, o cachorro de 5 anos que se tornou uma presença constante e transformadora nas sessões de terapia do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II do Riacho Fundo desde abril. Mais do que um mascote, Caramelo se tornou um símbolo de amor e cuidado, demonstrando que, muitas vezes, um amigo de quatro patas pode ser o melhor remédio.
Caramelo chegou ao Caps graças a uma funcionária da limpeza que o encontrou debaixo de um viaduto, magro e maltratado. Foi acolhido por Cássia Garcia, técnica em enfermagem, terapeuta comunitária e coordenadora de oficinas no Caps. Ela logo incorporou o cachorro às atividades terapêuticas e reuniões técnicas.
A presença de Caramelo no Caps II teve um impacto inegável. Participando ativamente das atividades, ele rapidamente conquistou o carinho e o respeito de todos. “Sua presença trouxe alegria e um tipo especial de terapia que palavras não conseguem descrever”, destaca Cássia.

Hoje, Caramelo está saudável e é conhecido por quase todos na unidade de saúde. “Agora usa coleira, não é mais um cachorro de rua. Ele foi criando respeito, afinal, é parte da nossa equipe”, explica Cássia. “Estamos buscando o certificado de cão-terapeuta para ele”.
A Terapia Assistida por Animais (TAA), ou pet terapia, visa promover o bem-estar físico, emocional, social e cognitivo dos pacientes. A TAA é recomendada para diversas situações, incluindo o tratamento de pessoas acamadas, hospitalizadas, com deficiências físicas ou intelectuais, e pacientes com doenças psiquiátricas.
A diretora de Serviços de Saúde Mental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES), Fernanda Falcomer, acredita que a iniciativa é positiva. “Os animais têm uma habilidade especial de compreender e suavizar situações difíceis, ajudando as pessoas a superar seus próprios limites”, explica.
Saúde mental no DF
A Secretaria de Saúde está fortalecendo a rede de saúde mental no Distrito Federal. Além da contratação de residências terapêuticas, está planejada a implantação de mais cinco unidades do Caps até o início de 2026. Dois serão destinados ao público infantojuvenil (Capsi) no Recanto das Emas e em Ceilândia, e outros dois ao tratamento em tempo integral de distúrbios causados pelo abuso de álcool e outras drogas (Caps III AD) no Guará e em Taguatinga. A quinta unidade será implementada no Gama, com atendimento previsto para começar em 2025 e funcionamento 24 horas.
O serviço de saúde mental também conta com a rede de 176 unidades básicas de saúde como porta de entrada para os pacientes.






