Sistema permite resolução mais rápida de crimes e aprimora cooperação entre polícias científicas no Brasil
Brasília, 28 de junho de 2024 – Resolução de crimes de forma mais ágil, investigações mais precisas e um aumento significativo na colaboração entre as polícias científicas das 27 unidades federativas do país são alguns dos resultados notáveis do Banco Nacional de Perfis Balísticos (BNPB) e do Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab), ambos estabelecidos em 2021 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Desenvolvidos como soluções inovadoras, esses sistemas visam consolidar e integrar os laudos de microcomparação balística, produzidos diariamente pelas forças de segurança pública em todo o Brasil. O BNPB tem como objetivo apoiar ações de apuração criminal em níveis federal, estadual e distrital, cadastrando dados e registros balísticos de munições disparadas por armas de fogo envolvidas em crimes.
Cada estado recebeu equipamentos do sistema Ibis (Integrated Ballistic Identification System), que incluem dois scanners (um para projéteis e outro para cápsulas/estojos) e um computador Match Point, responsável pelas microcomparações balísticas.
Desde setembro de 2023, o BNPB opera no Distrito Federal a partir do Laboratório de Balística Forense do Instituto de Criminalística (LBF/IC/PCDF) e já conta com quase 700 amostras cadastradas. “O Banco Nacional de Perfis Balísticos é essencial para as polícias civis do país realizarem conexões interestaduais de crimes”, afirma Ana Carolina Bertollo, chefe do Laboratório de Balística Forense da PCDF.
Cada unidade de sistema Ibis está sendo gradualmente entregue aos órgãos de criminalística nos estados. Para receber o sistema automatizado de análise balística, é necessário cumprir obrigações do acordo de cooperação técnica, que exige a inserção de elementos balísticos oriundos de crimes como homicídios, latrocínios, feminicídios, e roubos no banco nacional.
“Recentemente, uma quadrilha de assalto a bancos no Pará, que também cometeu crimes no Mato Grosso, foi identificada através das análises de microcomparação balística realizadas nesses estados”, relata a perita Bertollo.
Com a implementação do BNPB e o aumento da inserção de elementos balísticos por diferentes órgãos de criminalística, cresce a possibilidade de identificar crimes cometidos com a mesma arma em diferentes estados, facilitando a comunicação entre as investigações policiais. Desde a criação do Sinab, 1.593 conexões foram confirmadas, das quais 23 envolviam crimes interestaduais, enquanto os demais eram locais.





