Arquitetura de Brasília inspira construção de novas escolas públicas

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(Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília)

Projetos valorizam integração, acessibilidade e convivência na rede de ensino

Brasília, 20 de abril de 2026 — As linhas marcantes da capital federal, que completa 66 anos nesta terça-feira (21), seguem influenciando não apenas a paisagem urbana, mas também a construção de novas escolas públicas no Distrito Federal. Idealizada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, Brasília se consolidou como referência mundial em urbanismo e arquitetura, com monumentos como a Catedral Metropolitana de Brasília e o Congresso Nacional simbolizando esse legado.

Inspirada por esse modelo, a Secretaria de Educação do Distrito Federal tem adotado novos conceitos no planejamento das unidades escolares, priorizando espaços mais modernos, acessíveis e que estimulem a convivência e o desenvolvimento integral dos estudantes. A proposta amplia a função da escola, que passa a ser vista como um ambiente de aprendizagem que vai além da sala de aula.

De acordo com a secretária interina de Educação, Iêdes Braga, a arquitetura passa a integrar o processo educacional, com ambientes planejados para incentivar a colaboração entre alunos e promover saúde e bem-estar. A criação de espaços esportivos também faz parte dessa estratégia.

Iêdes Braga, secretária de Educação interina: “A arquitetura passa a fazer parte da aprendizagem, com ambientes integrados, acessíveis e que incentivam a colaboração” | Foto: André Amendoeira/SEEDF

Os princípios urbanísticos e arquitetônicos dos criadores da capital seguem presentes nos projetos atuais. Segundo o diretor de Arquitetura da pasta, Tiago Reges da Silva, a organização integrada dos espaços remete ao pensamento de Lúcio Costa, enquanto a criatividade e a experiência estética são influências diretas de Oscar Niemeyer, adaptadas às demandas contemporâneas.

A integração entre ambientes internos e externos é um dos principais pilares das novas construções. Pátios cobertos e descobertos ampliam o uso dos espaços e favorecem a convivência, enquanto elementos como os cobogós garantem ventilação e iluminação natural, além de reforçarem a identidade arquitetônica local.

Um exemplo desse conceito é o Centro Educacional Jardins Mangueiral, que conta com áreas integradas e soluções de acessibilidade, como rampas com inclinação suave. O projeto também valoriza a entrada de luz natural e a ventilação, criando ambientes mais confortáveis e funcionais.

Nos últimos anos, a rede pública do DF foi ampliada com 17 novas unidades escolares, incluindo construções, reformas e reconstruções em regiões como Itapoã, Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Gama e Riacho Fundo. Destaque também para escolas técnicas e a ampliação da educação infantil, com a entrega de 28 unidades do Centro de Educação da Primeira Infância.

A arquitetura escolar do Distrito Federal também é tema da exposição “Projetando Saberes”, em cartaz no Espaço Neusa França. A mostra destaca o papel dos espaços físicos no processo educacional e como eles contribuem para o bem-estar e a aprendizagem dos estudantes.

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