Programas ampliam renda de produtores e reforçam alimentação escolar no DF
Brasília, 12 de abril de 2026 — O Governo do Distrito Federal (GDF) destinou R$ 183,9 milhões à aquisição de alimentos da agricultura familiar entre 2019 e 2025. No período, quase 10 mil produtores participaram das compras públicas, que abastecem principalmente a rede de ensino e ações voltadas à segurança alimentar.
O principal destaque é o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), responsável pela maior parte dos investimentos, com R$ 125 milhões aplicados ao longo dos últimos anos. A partir de 2022, os aportes cresceram de forma contínua, impulsionados também por recursos locais que, em alguns casos, superam significativamente os repasses federais.
Em 2025, por exemplo, a União transferiu R$ 32,4 milhões para o programa, enquanto o GDF investiu R$ 189,1 milhões. Situação semelhante ocorreu em 2024, quando os recursos federais somaram R$ 62,7 milhões, frente a R$ 112,4 milhões de origem distrital. O cenário evidencia a prioridade dada à alimentação escolar e amplia a capacidade de aquisição de produtos da agricultura familiar.
Outros programas também contribuem para o fortalecimento do setor. O Programa de Aquisição da Produção da Agricultura do Distrito Federal (Papa-DF) movimentou R$ 44 milhões, com a compra de mais de 9,6 milhões de quilos de alimentos e participação de mais de 3,3 mil agricultores. Já o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA/TA) registrou R$ 14,8 milhões em investimentos, envolvendo cerca de 2,2 mil produtores, com destaque para os produtos orgânicos, que representaram quase 40% do total adquirido.
Nos programas Papa-DF e Pnae, a comercialização ocorre principalmente por meio de associações e cooperativas, fortalecendo a organização coletiva. Já no PAA/TA, as compras são feitas diretamente com os produtores, ampliando o acesso de agricultores que ainda não integram entidades formais.
A coordenação das aquisições é feita pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), com participação de órgãos como a Secretaria de Educação e a Secretaria de Desenvolvimento Social, responsáveis pela distribuição dos alimentos em escolas e programas assistenciais. Outros equipamentos públicos também são atendidos.
Segundo a pasta, as compras governamentais garantem maior estabilidade aos produtores, reduzindo a dependência das oscilações de mercado e permitindo planejamento da produção. A política também estimula investimentos no campo e amplia a competitividade da agricultura familiar.
Além dos hortifrutis, a lista de produtos adquiridos passou a incluir itens de maior valor agregado, como lácteos, mel e pescado, ampliando as cadeias produtivas atendidas. A previsão é de expansão desse mercado, com a inclusão de novos produtos nos próximos anos.
Na prática, os impactos já são percebidos por produtores locais. Na Comunidade da Lagoinha, em Planaltina, agricultores relatam maior segurança financeira e possibilidade de crescimento após a inserção nos programas públicos. O fornecimento regular para a merenda escolar tem garantido renda estável e incentivado a diversificação da produção.
O modelo também contribui para a oferta de alimentos mais frescos nas escolas, devido à proximidade entre produção e consumo. Além disso, reduz perdas logísticas, fortalece a economia regional e mantém a circulação de recursos dentro do próprio Distrito Federal.





