UPA de Brazlândia disponibiliza fisioterapia ao ar livre e potencializa recuperação de pacientes

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(Fotos: Alberto Ruy/IgesDF)

Atividade traz bem-estar físico e emocional, estimulando autonomia e acelerando altas médicas

Brasília, 9 de novembro de 2025 — A busca por um cuidado mais humanizado tem transformado o cotidiano dos pacientes na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Brazlândia, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF). A unidade passou a adotar a fisioterapia ao ar livre como estratégia terapêutica, levando pacientes para sessões em ambientes externos que estimulam a mobilidade, o convívio social e o bem-estar.

Segundo a fisioterapeuta Franciele Chaves, responsável pela iniciativa, o diferencial está em “tirar o paciente do leito e levá-lo para o espaço externo”, proporcionando uma nova perspectiva durante a recuperação. As atividades em grupo são realizadas, em média, a cada 15 dias, com acompanhamento de duas fisioterapeutas por plantão, garantindo segurança e suporte individualizado.

Franciele explica que o método vai além dos exercícios físicos: ele une movimento e ludicidade. “Buscamos promover interação, equilíbrio e força. Em muitos casos, percebemos melhora clínica, principalmente em pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), o que facilita o desmame do oxigênio e pode antecipar a alta hospitalar”, relata.

As sessões incluem caminhadas assistidas, jogos e exercícios em duplas ou grupos pequenos, sempre com pacientes clinicamente estáveis. Em média, sete pessoas da sala amarela participam, e, com autorização médica, pacientes da sala vermelha também podem integrar as atividades.

A fisioterapia ao ar livre passou a ser adotada como estratégia de cuidado, promovendo mais conforto, estímulo e bem-estar aos pacientes

A gerente da unidade, Célia Maria Gonçalves, destaca o impacto positivo da ação. “Quando o paciente vai para o ar livre, é outra sensação. Ele se esquece que está internado e se sente mais leve. Isso melhora o ânimo e acelera a recuperação”, afirma.

O benefício é percebido também pelos pacientes. Eliane Rocha, 50 anos, internada há uma semana devido a uma crise renal, conta que a experiência foi transformadora. “Foi libertador! Poder respirar ar puro, conversar e ver o sol muda tudo. Dormi melhor e as dores diminuíram. A equipe é acolhedora demais”, disse.

A iniciativa reforça o compromisso do IgesDF com um atendimento mais humano, que alia técnica, empatia e qualidade de vida aos cuidados hospitalares.

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