Levantamento interno dos dois partidos mostra que as campanhas têm intensificado o uso de medidas judiciais contra conteúdos com inteligência artificial, propaganda antecipada negativa e acusações sem comprovação envolvendo os principais pré-candidatos à Presidência da República
Da Redação
O PT e o PL já acumulam quase 120 ações e representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionadas a publicações nas redes sociais na corrida presidencial de 2026. Segundo levantamentos internos das duas siglas, o PT registrou cerca de 60 medidas até meados de junho, enquanto o PL apresentou aproximadamente 58 representações no mesmo período.
As ações do PT têm como principal alvo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o próprio PL e perfis aliados. Entre os principais motivos estão a divulgação de conteúdos produzidos com inteligência artificial, impulsionamento irregular de publicações e propaganda eleitoral antecipada negativa. Há também representações contra postagens que associam o presidente Lula ao crime organizado, ao Banco Master e às fraudes no INSS.
Por outro lado, o PL tem concentrado suas medidas contra o presidente Lula, o PT e perfis ligados ao partido. As representações buscam a remoção de conteúdos considerados irregulares e a responsabilização de autores e plataformas digitais.
Nos últimos dias, a ministra Estela Aranha, relatora de ações de propaganda eleitoral no TSE, determinou a retirada de publicações que associavam tanto Flávio Bolsonaro quanto Lula ao crime organizado. As decisões reforçam o entendimento da Corte de que acusações sem lastro em fatos concretos podem configurar propaganda eleitoral antecipada negativa.
Nos bastidores das duas campanhas, a avaliação é de que essa judicialização deve se intensificar até o início oficial da campanha, em agosto. Ambos os partidos passaram a atuar de forma mais ágil para retirar conteúdos do ar e limitar a estratégia digital do adversário.





