Protocolos rígidos garantem segurança alimentar nas escolas do Distrito Federal

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(Fotos: André Amendoeira/ SEEDF)

Medidas rigorosas são adotadas para assegurar qualidade e segurança dos alimentos servidos nas instituições de ensino

Brasília, 14 de maio de 2024 – O manejo cuidadoso dos alimentos é fundamental para garantir a segurança e qualidade das refeições nas escolas do Distrito Federal. Rigorosos protocolos são seguidos no recebimento, armazenamento e distribuição tanto dos alimentos perecíveis quanto dos não perecíveis.

Uma prática comum é a entrega semanal porta a porta dos alimentos perecíveis diretamente nas unidades escolares pelos fornecedores. Isso garante a frescura e integridade dos produtos, evitando contaminações durante o transporte, conforme explica Juliene Moura, diretora de alimentação escolar da Secretaria de Educação do DF (SES-DF).

Já os alimentos não perecíveis passam por um processo logístico diferente, sendo entregues no depósito central, onde são submetidos a um controle de qualidade rigoroso. Após essa fase, são distribuídos para as escolas uma vez por mês.

Essas práticas são respaldadas pelo Manual de Alimentação Escolar do DF, que detalha os procedimentos desde o recebimento dos alimentos até a distribuição nas escolas. Normas rígidas de boas práticas de fabricação também são seguidas na produção e distribuição das refeições.

Nutricionistas realizam visitas regulares às escolas, elaborando manuais específicos de Boas Práticas de Produção e disponibilizando Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) para garantir a correta execução das normas. A responsabilidade da direção da escola é verificar os alimentos no momento da entrega, recusando aqueles inadequados para consumo.

Atualmente, existem 34 POPs que devem ser rigorosamente seguidos pelas unidades escolares, abrangendo desde o armazenamento adequado dos alimentos até a higienização dos utensílios e equipamentos utilizados na preparação das refeições.

“A implementação rigorosa de protocolos é fundamental para garantir uma boa alimentação escolar para nossos estudantes, orientando boas práticas no tratamento dos alimentos e assegurando uma qualidade padrão nas unidades de ensino,” destaca a diretora de alimentação escolar.

Higienização e controle de qualidade

A higienização das mãos é primordial para evitar contaminações cruzadas, com protocolos detalhados desde a aplicação do sabonete até a secagem com papel toalha descartável.

Frutas e hortaliças passam por rigorosos processos de higienização, incluindo remoção de partes deterioradas, lavagem individual sob água potável corrente e desinfecção com solução clorada.

O armazenamento e refrigeração dos alimentos são organizados para evitar contaminações. Itens como balança, bancadas e carrinho de transporte são higienizados diariamente, enquanto equipamentos como coifa e exaustor passam por limpeza profunda a cada quinze dias.

Segurança alimentar nas escolas

A coleta de amostras de todos os alimentos é realizada com procedimentos padronizados para garantir rastreabilidade e segurança. O controle de qualidade é priorizado para assegurar que apenas alimentos adequados sejam fornecidos aos estudantes.

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) desempenha um papel fundamental na promoção da alimentação adequada e saudável no Brasil, coordenado no DF pela Secretaria de Educação (SEEDF) em conformidade com legislação federal e resoluções específicas do programa.

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