Com cursos gratuitos e presença de PCDs, iniciativa do DF promove inclusão e sensibilidade no setor cultural
Brasília, 6 de julho de 2025 – A Jornada da Acessibilidade, projeto apoiado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e executado com recursos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), ultrapassou os limites do Distrito Federal e alcançou 13 estados brasileiros com cursos gratuitos voltados à inclusão de pessoas com deficiência (PCDs) na cultura.
A iniciativa ofereceu formações online e presenciais nas áreas de Acessibilidade Cultural, Audiodescrição e Braille, com foco não apenas em recursos técnicos, mas também no fortalecimento de uma abordagem afetiva e sensível ao tema. “Queríamos promover uma mudança de percepção. A acessibilidade não deve ser vista apenas como obrigação, mas como possibilidade de ampliação da experiência sensorial para todos”, afirmou a diretora do projeto, Cássia Lemes.
Durante o primeiro semestre, a Jornada registrou 359 inscrições, com 140 alunos matriculados. Os cursos contaram com a participação direta de PCDs como consultores e palestrantes, reforçando a representatividade e o protagonismo dessas vozes nas discussões.
Entre os participantes, 76% eram mulheres e 32% se autodeclararam pessoas com deficiência. As formações reuniram agentes culturais de estados como Amapá, Bahia, São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Pará, evidenciando o alcance nacional do projeto.
“Ficamos muito felizes com os resultados. Conseguimos mostrar como Brasília está na vanguarda quando se trata de acessibilidade cultural. Queremos agora dar continuidade e buscar novos recursos para ampliar ainda mais o projeto”, destacou Cássia.
A Jornada da Acessibilidade nasceu da própria experiência da diretora, que enfrentou desafios ao buscar formação na área. “Tive que aprender muita coisa sozinha, conversando com pessoas com deficiência e pesquisando. Percebi a ausência de espaços formativos e decidi criar esse projeto para encurtar o caminho de outros agentes culturais e promover uma abordagem mais humana e sensível”, explicou.






