Projeto do Corpo de Bombeiros do DF forma cães-guia e apoia inclusão

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(Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília)

Iniciativa une acolhimento, treinamento e assistência a alunos com TEA e pessoas com deficiência visual

Brasília, 13 de julho de 2025 – O canil do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), localizado no Setor Policial Sul, está em clima de entusiasmo com o avanço de um projeto que une educação, inclusão social e cuidado animal. Com espaço revitalizado e capacidade para acolher até 40 cães, o local abriga atualmente oito filhotes da pastora alemã Gamboa, que serão preparados para atuar como cães-guia de pessoas com deficiência visual.

Os filhotes serão entregues em agosto a famílias cuidadoras voluntárias, atualmente selecionadas por meio de chamamento público. O processo de seleção inclui entrevistas, visitas domiciliares e acompanhamento de especialistas em treinamento e uma psicóloga voluntária. As famílias receberão suporte completo do CBMDF, com alimentação, assistência veterinária e orientações sobre socialização.

Além da formação de cães-guia, o projeto atua também em escolas cívico-militares do DF, em parceria com a Secretaria de Educação (SEEDF). No Centro de Ensino Fundamental 01 do Lago Norte (Celan), cães ajudam na acolhida e socialização de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Já no CEF 01 do Núcleo Bandeirante, alunos do 9º ano participam de um curso piloto na área de cinotecnia, aprendendo técnicas de manejo e adestramento de cães com apoio de ONGs parceiras.

Segundo o major João Gilberto Silva Cavalcanti, coordenador do projeto, os cães voltados à atuação com pessoas com deficiência passam cerca de dez meses com as famílias cuidadoras antes de retornarem ao canil para o treinamento técnico especializado, que dura em média dois anos. Já os cães que atuam com alunos com TEA participam do cotidiano escolar, promovendo acolhimento, socialização e bem-estar emocional.

O projeto é visto como uma oportunidade de transformar vidas, tanto dos alunos quanto dos futuros tutores com deficiência visual. O aposentado Justino Bastos, 53 anos, é um exemplo. Ele recebeu o cão-guia Forró por meio do Instituto Federal Goiano e destaca a autonomia proporcionada pelo animal: “Me dá mobilidade, segurança e independência para enfrentar as ruas e obstáculos. É maravilhoso”.

A expectativa do CBMDF é consolidar o Distrito Federal como referência nacional na formação de cães-guia, com novas gerações de filhotes previstas a partir de agosto, quando uma labradora deverá cruzar. O objetivo é tornar o projeto permanente, expandindo o acesso e fortalecendo as ações de inclusão no DF.

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