Novembro Roxo: campanha joga luz sobre a saúde dos bebês prematuros

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(Foto: Mariana Raphael)

Campanha Novembro Roxo destaca importância dos cuidados especializados para gestantes e recém-nascidos

Brasília, 17 de novembro de 2025 – O Dia Mundial da Prematuridade, celebrado nesta segunda-feira (17), marca o ponto alto da campanha Novembro Roxo, dedicada à conscientização sobre os cuidados essenciais a gestantes e bebês prematuros. Em 2024, o Distrito Federal registrou 4,2 mil partos pré-termo — aqueles ocorridos antes de 37 semanas de gestação —, número que corresponde a 12,83% dos nascimentos.

Entre esses casos está o da pequena Mavie, filha de Raynara Andrade, 23 anos. Nascida em 13 de dezembro de 2024, com apenas 24 semanas e dois dias, ela se tornou o bebê mais prematuro já atendido no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Desde o nascimento, precisou de cuidados intensivos. “Ela já foi para a UTI neonatal assim que nasceu. As primeiras semanas foram muito difíceis. Foram quatro paradas cardiopulmonares e um sangramento na cabeça”, recorda Raynara. “Eu me sentia desesperada, sem saber se ela viria para casa comigo… Mas nunca perdi a fé.”

Após 120 dias de internação, Mavie recebeu alta, e o momento marcou um alívio para a família. Hoje, às vésperas de completar um ano de vida, a criança apresenta plena evolução. “Ela está outra criança! Antes tinha hipersensibilidade ao toque, e hoje vive sorridente, conversa, grita… É minha ‘espoleta’”, relata a mãe. A menina segue em acompanhamento, em processo de desmame da sonda de oxigênio devido à displasia broncopulmonar, condição decorrente da prematuridade.

Cuidados especializados garantem melhores desfechos

A gerente de Serviços de Enfermagem Obstétrica e Neonatal da Secretaria de Saúde (SES-DF), Gabrielle Medeiros, destaca que o atendimento ao bebê prematuro exige intervenção imediata e altamente especializada. “Estabilização adequada, controle térmico, suporte respiratório precoce, nutrição segura e monitoramento contínuo são fundamentais para reduzir complicações. Cada etapa precisa ser conduzida de forma precisa por equipes treinadas”, afirma.

Ela reforça que o cuidado humanizado também é decisivo para a recuperação. Acolhimento, mínimo de manipulação, contato pele a pele e um ambiente adequado ao desenvolvimento são medidas que impactam diretamente a saúde do recém-nascido. “Humanizar é qualificar o cuidado. Para as famílias, isso significa informação clara, apoio emocional e participação ativa nas decisões, mesmo em momentos de fragilidade”, conclui.

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