Instituto Brasília Ambiental encerra sessões de conversas no Parque Ecológico Sucupira

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Projeto Reconexão Cerrado encerra atividades com plantio de colônia e destilação de plantas medicinais

Da Redação

Brasília, 9 de dezembro de 2023 – O Instituto Brasília Ambiental finalizou, nesta sexta-feira (8), uma série de sessões de troca de conhecimentos no Parque Ecológico Sucupira, em Planaltina, encerrando as atividades do Projeto Reconexão Cerrado para este ano. A ação, realizada mensalmente, é fruto de uma parceria entre o instituto, a Secretaria de Saúde, a Superintendência Regional de Saúde Norte, a Diretoria Regional de Atenção Primária à Saúde e o Centro de Referência de Práticas Interativas em Saúde (Cerpis), e tem como público-alvo a comunidade de Planaltina e servidores dos órgãos envolvidos.

O encerramento das atividades contou com a manutenção do canteiro medicinal do parque e o plantio da colônia (Alpínia zerumbet), uma planta medicinal reconhecida por suas propriedades terapêuticas e ornamentais. Além de seu uso na medicina, a colônia é valorizada como planta ornamental, sendo conhecida por seus efeitos hipotensores e antifúngicos, auxiliando no controle da pressão arterial e no alívio da ansiedade, geralmente consumida em chás.

Webert Ferreira, membro da Comissão Executora do projeto pelo Brasília Ambiental, explicou que a escolha da colônia para fechar as atividades do ano se deu pelo fato de que o Parque Sucupira ainda não possuía essa planta. “O cultivo é simples e ela se reproduz facilmente através dos rizomas. As matrizes vieram do Cerpis. Foi muito gratificante!”, comemorou.

Durante o encerramento, também ocorreu a poda da planta Alecrim Pimenta (Lippia sidoides Cham), conhecida por suas fortes propriedades antimicrobianas e antifúngicas. Ferreira destacou que, com o Alecrim Pimenta, o projeto Farmácia Viva do Cerpis desenvolveu um novo fitoterápico para o combate às dores de garganta, já disponível em 17 unidades básicas de saúde (UBSs).

O projeto Reconexão Cerrado busca divulgar o uso de plantas medicinais por meio de encontros mensais, com o intuito de integrar práticas de saúde e meio ambiente. Para o próximo ano, a iniciativa planeja reduzir o número de encontros para aprimorá-los, ampliando seu alcance por meio de uma divulgação mais abrangente.

Webert Ferreira explicou: “Estamos buscando fortalecer essas práticas, trazendo uma conexão mais profunda entre saúde e natureza. Nosso objetivo é explorar as Unidades de Conservação, que possuem um potencial curativo imenso devido à sua biodiversidade. Queremos menos eventos, mas mais distribuídos e participativos, aprofundando os temas e envolvendo mais as comunidades”.

O Projeto Reconexão Cerrado envolve a produção e plantio de mudas, criação de jardins terapêuticos e apoio ao desenvolvimento de práticas integrativas de saúde, conectando a comunidade com saberes ancestrais e as potencialidades das espécies nativas do Cerrado para usos medicinais e terapêuticos.

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