Grupo antitabagismo da UBS 1 de Santa Maria transforma vidas e histórias de superação

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( Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF)

Iniciativa da rede pública ajuda pacientes a vencer o vício e recuperar qualidade de vida

Brasília, 10 de novembro de 2025 — “Aprendi que a necessidade de parar de fumar deve ser maior que o desejo.” A frase é do segurança Waughn Carneiro, 54 anos, que fumou por mais de três décadas e encontrou no grupo antitabagismo da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Santa Maria o apoio necessário para abandonar o cigarro. Após sofrer um AVC, ele decidiu mudar de vida e, hoje, comemora um ano livre do tabaco.

“O sono melhorou, voltei a treinar e a disposição física retornou. Fazer parte da comunidade da UBS 1 me ajudou a entender que fumar não alivia a ansiedade, mas parar exige consciência, apoio e vontade”, afirma Waughn.

Criado em maio de 2024, o grupo é aberto à população de Santa Maria e do Gama. As reuniões ocorrem todas as quintas-feiras, às 9h30, e reúnem de 15 a 20 participantes. O espaço oferece orientação, escuta e acompanhamento profissional de forma gratuita.

Segundo o farmacêutico e coordenador do grupo, Alan Cristian Nóbrega, o trabalho vai além da entrega de medicamentos, como adesivos de nicotina. “Trabalhamos de forma coletiva a identificação de gatilhos, os aspectos sociais e emocionais envolvidos com o tabagismo, e estimulamos a mudança de hábitos de vida”, explica.

O residente em saúde coletiva Jefferson Santos, entre o médico de família Pedro Ruas e o farmacêutico Alan Cristian Nóbrega: “É gratificante ver a evolução dos pacientes. A pele melhora, a voz muda, o cheiro do cigarro desaparece”

As discussões abordam temas como alimentação, finanças e impactos sociais do fumo, com o apoio de profissionais das áreas de farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, saúde coletiva e terapia ocupacional, além de residentes do programa Multiprofissional em Saúde da Família.

“É gratificante ver a evolução dos pacientes”, relata o residente Jefferson Santos. “A pele melhora, a voz muda, o cheiro do cigarro desaparece. São transformações que elevam a autoestima e reforçam o quanto vale a pena continuar.”

Cada conquista é celebrada com medalhas simbólicas de seis meses, nove meses, um ano e dois anos sem fumar. Francinete Gomes, 61 anos, aposentada, já recebeu três. Há um ano e três meses longe do cigarro, ela comemora: “Essas medalhas são o meu troféu, que não troco por nada. O grupo foi minha salvação. Desde então, a tosse sumiu, minha pele está melhor e a minha energia voltou.”

De acordo com o médico de família e comunidade Pedro Ruas, o tabagismo continua sendo a principal causa de morte evitável no mundo. “A nicotina causa dependência e prejudica todo o organismo. Aumenta o risco de AVC, infartos e diversos tipos de câncer, além de comprometer a estética e a saúde bucal”, alerta.

Atualmente, o Distrito Federal conta com 78 unidades de tratamento para o tabagismo, distribuídas por todas as regiões de saúde. Os interessados devem procurar a UBS de referência mais próxima para receber informações e iniciar o acompanhamento.

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