Empreendedorismo feminino: 4 tendências que podem atrapalhar seu negócio

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Especialista defende que mulheres precisam de movimento e autoconhecimento para empreender.

Celebrado todo dia 19 de novembro, o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014 a fim de destacar, evidenciar e valorizar o papel da mulher no ambiente empreendedor.

O Brasil soma aproximadamente 30 milhões de empresárias e, de acordo com a Global Gender Gap Report 2022, do Fórum Econômico Mundial, houve um aumento de 41% no surgimento de negócios próprios femininos em 2020. Além disso, segundo o estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), 49% das empreendedoras são chefes de família.

Para a mulher, principalmente no pós pandemia, empreender é uma maneira de conquistar a tão desejada autonomia.

“As mulheres veem no empreendedorismo uma oportunidade de liberdade, não apenas financeira, mas de tempo, flexibilidade geográfica e de jornada de trabalho”, explica a especialista em negócios femininos Isabele Moreira.

Estar à frente da própria empresa não é uma tarefa fácil e requer tempo, estudo e dedicação. Para algumas mulheres, lidar com o negócio e todas as outras responsabilidades pode desencadear tendências que podem atrapalhar a relação com a própria empresa. “Os quatro tipos de empreendedoras sentem culpa, medo e cansaço”, alerta a especialista. Confira quais são elas:

Empreendedora Yang: é a mulher que empreende de forma patriarcal. “Entre as características estão a autocobrança, competitividade, comparação tóxica e ansiedade… Ela  é um trator”, define Isabele.

Empreendedora Menina: essa não se sente segura e forte emocionalmente como a Yang. “Como o apoio nunca é considerado o suficiente, essa empreendedora tem uma grande fragilidade e medo, não conseguindo manter-se constante e consistente sem sofrer”, argumenta.

Empreendedora Mãe do Mundo: a centralizadora e acumuladora das funções da família, dos filhos e do negócio. Para Isabele, “essa mulher quer ajudar todo mundo, montar trabalhos sociais e vender por um preço acessível para quem não tem renda, mas não sabe gerar o dinheiro que financiaria tudo isso”.

Empreendedora Adolescente: sente raiva e se vitimiza, colocando a culpa no mercado, na vida, no mentor e no marido. Além disso, tem rompantes de humor, que oscilam entre ficar rica e desistir. “Esse perfil também é imediatista, ou seja, se o resultado não vier rápido, ela desanima”, completa.

Para Isabele é importante que as mulheres testem e se percebam no meio do caminho, onde de fato acontece a vida criativa da mulher de negócios. “Empreender criativamente de maneira feminina requer movimento e autoconhecimento. É possível refazer rota e desistir, desde que haja coerência entre a mulher que essa empreendedora é e a vida que ela deseja viver”, finaliza.

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