DF registra maior taxa de pessoas desaparecidas do país, aponta Anuário de Segurança Pública

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Capital do DF apresenta taxa de 83,3 desaparecidos por 100 mil habitantes, mais que o dobro da média nacional

O Distrito Federal apresenta a maior taxa de pessoas desaparecidas por 100 mil habitantes no país, de acordo com a 17ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta quinta-feira (20). Os dados analisam casos registrados ao longo de 2022.

A capital registrou uma taxa de 83,3 desaparecidos por 100 mil habitantes, mais que o dobro da média nacional, que é de 32 por 100 mil habitantes. Em números absolutos, foram registrados 2.348 casos de desaparecimento em 2022.

Comparando com o ano anterior, houve um aumento de 11,6% no número de pessoas desaparecidas no Distrito Federal. Em 2021, foram registrados 2.089 casos.

Segundo o estudo, é importante ressaltar que esse dado não indica que há mais pessoas desaparecidas no Distrito Federal em comparação com o restante do país. O estudo destaca que a Polícia Civil do DF é a única que vincula o registro de desaparecimento ao registro de localização no próprio boletim de ocorrência, o que significa que quando uma pessoa é encontrada, seu registro de desaparecimento é removido da base de dados, resultando apenas nas estatísticas de localização. Isso proporciona um controle mais preciso sobre quem continua desaparecido, afirma o estudo.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do DF, pessoas entre 31 e 50 anos foram as que apresentaram o maior número de casos de desaparecimento em 2022, totalizando 838 ocorrências. Os dados da secretaria também mostram que 65% dos casos registrados no ano passado foram de vítimas do sexo masculino.

O estudo aponta que as causas dos desaparecimentos variam de acordo com a faixa etária. Em crianças e adolescentes, os desaparecimentos costumam ocorrer devido a conflitos familiares, violência doméstica, uso de drogas ou perda por descuido ou desorientação. Muitos alegaram ter passado apenas alguns dias na casa de amigos ou namorados. Já em adultos, além do uso de drogas, é comum que desapareçam sem avisar a família que passarão alguns dias na casa de amigos ou namorados. Há também casos de desaparecimentos involuntários, como vítimas de crimes, homicídios, acidentes ou crises psiquiátricas.

O levantamento da Secretaria mostra que a maioria das pessoas desaparecidas que foram encontradas em 2022 (27,3%) foi localizada em até 24 horas. Apenas 1,3% das vítimas ficaram mais de 181 dias sem serem encontradas.

Em todo o país, foram registrados 74.061 casos de desaparecimento em 2022, com uma média de 203 casos por dia. A região Sudeste concentra o maior número de ocorrências (46,7%), seguida pelo Sul (22,3%), Nordeste (14,8%), Centro-Oeste (9,7%) e Norte (6,5%). São Paulo lidera em números absolutos, com 20.411 casos. Apenas Goiás e Minas Gerais apresentaram queda no registro de desaparecimentos entre 2021 e 2022, enquanto as demais unidades da federação apresentaram aumento nos casos.

É importante destacar que não é necessário esperar 24 horas para comunicar o desaparecimento de alguém. Basta procurar a delegacia de polícia mais próxima e registrar um boletim de ocorrência. Também é fundamental informar as autoridades quando a pessoa desaparecida for encontrada. No caso de crianças desaparecidas, há o serviço Disque 100 em todo o Brasil, e no Distrito Federal, o serviço Disque 197 é específico para crianças desaparecidas na região.

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