Crianças hemofílicas entram com jogadores futebol no Estádio Mané Garrincha

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(Fotos: Divulgação/Fundação Hemocentro de Brasília)

Pacientes do Hemocentro de Brasília entram em campo com jogadores para incentivar a prática esportiva

Brasília, 17 de julho de 2024 – Um grupo de dez pacientes com hemofilia, atendidos no ambulatório de coagulopatias hereditárias da Fundação Hemocentro de Brasília, teve a oportunidade de entrar em campo de mãos dadas com jogadores de futebol nesta terça-feira (16). As crianças, com idades entre 3 e 13 anos, participaram da partida entre Atlético Mineiro e Juventude, válida pelo campeonato brasileiro, realizada no Estádio Mané Garrincha.

O objetivo da ação foi proporcionar um momento especial aos pacientes hemofílicos e incentivar a prática esportiva. A hemofilia é uma doença congênita e hereditária que afeta a coagulação do sangue, causando sangramentos excessivos, internos ou externos, em caso de ferimentos.

A hematopediatra e diretora de ambulatórios do Hemocentro de Brasília, Melina Swain, destacou os benefícios do esporte para esses pacientes: “Em conjunto com o tratamento, o esporte e a atividade física em geral ajudam a fortalecer a musculatura, a estabilizar as articulações e a evitar sangramentos”.

Ao lado do pai, José, o menino Lewis Bermudes estava radiante depois do jogo: “Foi muito legal ver os jogadores de perto e entrar em um lugar tão grande e cheio de gente”

No início da partida, por volta das 19h, as crianças entraram acompanhadas do time do Juventude, enquanto os pais as assistiam das arquibancadas. Entre os pacientes estava Lewis Bermudes, de 11 anos, que se mudou da Venezuela para Brasília com a família para tratar a doença. Empolgado com a experiência, Lewis comentou: “Eu nem dormi direito à noite só pensando no jogo. Foi muito legal ver os jogadores de perto e entrar em um lugar tão grande e cheio de gente”.

Atendimento a pacientes hemofílicos

Inaugurado em 2012, o ambulatório de coagulopatias hereditárias do Hemocentro de Brasília atende 303 pacientes com hemofilia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A equipe multiprofissional, composta por médicos, enfermeiros, farmacêuticos, odontólogos, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais, oferece diagnóstico, avaliação periódica e administração do fator de coagulação necessário para o tratamento contínuo dos pacientes.

“No nosso ambulatório, os pacientes hemofílicos recebem o diagnóstico, são avaliados periodicamente e recebem o fator de coagulação específico para o tratamento. É um acompanhamento feito ao longo de toda a vida”, explicou Melina Swain.

A iniciativa de levar as crianças ao jogo demonstra o compromisso do Hemocentro de Brasília em melhorar a qualidade de vida dos pacientes hemofílicos por meio da integração social e da promoção de atividades físicas.

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