Produção de pescados no DF atinge recorde histórico, com 2 mil toneladas em 2023
Brasília, 20 de maio de 2024 – A piscicultura, prática agropecuária milenar, está em expansão no Distrito Federal, que agora se destaca como o terceiro maior mercado consumidor de pescados no Brasil. O apoio do Governo do Distrito Federal (GDF) tem sido crucial para novos produtores rurais que buscam se firmar nesse setor em crescimento.
De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater), a produção de pescados no DF superou 2 mil toneladas em 2023, um recorde histórico que representa um aumento de quase 25% em relação a 2019. Esse crescimento significativo reflete o potencial e a atratividade da piscicultura na região.
O número de piscicultores também cresceu 47,3% nos últimos cinco anos, passando de 624 em 2019 para 919 em 2023. Esse aumento é resultado do apoio da Emater, que oferece capacitação, suporte técnico e orientação para novos e já estabelecidos produtores.

“A Emater ajuda os produtores a obterem licenciamento ambiental e outorga de água,” explica Adalmyr Morais Borges, coordenador do programa de aquicultura. “Além disso, incentivamos a adoção de tecnologias sustentáveis, como energia fotovoltaica e métodos que reduzem o consumo de água.”
Cerca de 100 criadores vendem regularmente sua produção, enquanto os demais produzem para subsistência ou comércio informal. A formalização desses pequenos piscicultores é um dos desafios da Emater. “Queremos incentivar a agroindústria de pequeno porte e formalizar esses produtores para inseri-los no mercado formal,” afirma Cleison Duval, presidente da Emater.
Gama lidera produção de pescados
O Gama é a região administrativa que mais produz pescados no DF, com 555 mil kg em 2023, representando mais de um quarto da produção total. Um destaque é Éber Maia, da Terra Mare Pescados, o único exportador de peixes para outros estados. Maia se especializa na criação de tilápias juvenis, vendendo cerca de 240 mil peixes por mês.
“A Emater nos apoia continuamente, com visitas técnicas periódicas,” diz Maia. Ele fornece peixes juvenis para pesque-pagues e empresas de engorda como a Piscicultura Olimpo, também no Gama. Guilherme Gonçalves, proprietário da Olimpo, afirma que a parceria com Maia tem sido fundamental para a ampliação de sua produção.
“Nós criamos nossos juvenis e também compramos de produtores como o Maia. Nossa produção está em constante crescimento devido à alta demanda,” explica Gonçalves. Sua empresa alimenta peixes juvenis por seis meses em viveiros naturais, vendendo peixes gordos para frigoríficos e restaurantes.
Consumidores apreciam a qualidade dos pescados locais
A comerciante Rayane Araújo, que compra regularmente tilápias da Piscicultura Olimpo, destaca a qualidade e o preço acessível dos produtos locais. “Compramos tilápias frescas semanalmente. A qualidade e o preço são incomparáveis, e a tilápia frita é um dos pratos mais vendidos em nosso restaurante,” comenta Araújo.
O setor de piscicultura no Distrito Federal está em plena expansão, impulsionando a economia local, gerando empregos e proporcionando produtos frescos e de qualidade para os consumidores da região. Com o apoio contínuo do GDF e da Emater, espera-se que esse crescimento continue, consolidando Brasília não apenas como um grande consumidor, mas também como um grande produtor de pescados.





