Ricardo Pereira, morador de São Sebastião, encontra alívio após anos de dores causadas por varizes
Da Redação
Brasília, 5 de dezembro de 2023 – Para Ricardo Pereira, 53 anos, o peso das varizes nas pernas trouxe incômodos por muito tempo. Como vigilante, lidar com a dor diária tornou-se desafiador. Desde o nascimento do neto Levi, a espera por uma cirurgia se prolongava. Entretanto, no início deste mês, Ricardo foi um dos mais de três mil pacientes beneficiados pelos contratos da Secretaria de Saúde (SES-DF) com a rede complementar.

“Incomodava, doía. Era trabalhando, era dormindo”, relata Ricardo. As varizes, veias dilatadas e deformadas, não só causavam desconforto e inchaço, mas também trouxeram problemas maiores. “No aniversário de um ano do meu neto, estava pronto para sair de casa quando a veia estourou”, recorda.
A cirurgia, realizada semanas antes de completar 54 anos, foi um alívio esperado. “Vai ser um presente adiantado, e eu agradeço”, comemora Ricardo.
A operação de Ricardo ocorreu no Hospital São Mateus, um dos seis contratados em outubro pela SES-DF para realizar mais de mil cirurgias de varizes, com um prazo de atendimento de 12 meses.
Reduzindo as Filas de Espera
A estratégia de redução das listas de espera inclui a contratação de hospitais da rede complementar para procedimentos como varizes. Em outubro de 2022, a SES-DF estabeleceu contratos para 2.384 cirurgias eletivas, abrangendo diversas áreas, como hérnias, remoção de úteros e vesículas. A segunda fase iniciou no final de maio de 2023, com 849 procedimentos.
Em julho, novos editais foram lançados para credenciar mais 7 mil procedimentos em áreas como coloproctologia, otorrinolaringologia, oftalmologia, urologia, varizes e tireoide. Desde 2022, mais de 10 mil cirurgias eletivas foram contratadas na rede complementar, com mais de três mil já realizadas.
“Os procedimentos contratados visam atender a praticamente todos os pacientes em espera. Nossa rede continuará oferecendo serviços, mas, nesse momento, esse reforço será fundamental para atender a uma demanda reprimida durante a fase crítica da pandemia de covid-19”, afirma Lucilene Florêncio, secretária de Saúde.
A porta de entrada ao serviço continua sendo as unidades básicas de saúde, onde o tratamento começa e os encaminhamentos para exames preparatórios são feitos. Pacientes de baixa e média complexidade podem ser operados pela rede complementar, enquanto casos de alta complexidade, como os oncológicos, são tratados nos hospitais da própria rede.
A SES-DF terá recursos do GDF, do Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas do governo federal e de emendas parlamentares para investir na contratação da rede complementar. Com expectativa de realizar até 25 mil cirurgias eletivas, a meta é reduzir as listas de espera em mais de 90%.





