Governadora determina investigação imediata após morte de homem em situação de rua na UPA do Recanto das Emas e reforça que o atendimento público deve ser prestado com responsabilidade, independentemente da condição social do paciente
A governadora em exercício Celina Leão (PP) agiu com a seriedade que o caso exige. Ao ser informada da morte de um homem de 49 anos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, ela determinou, de forma imediata, uma apuração rigorosa pela Polícia Civil e uma auditoria interna pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF).
A postura da governadora contrasta com a omissão que, historicamente, marcou muitos casos envolvendo pessoas em situação de rua no Distrito Federal.
Segundo relatos dos funcionários da unidade, o homem era frequentador assíduo da UPA, onde buscava água e usava o local como abrigo. Ainda que essa condição não justifique a ausência de atendimento, Celina Leão foi clara ao afirmar que ninguém pode ser negligenciado por estar em situação de vulnerabilidade.
“Não é porque é uma pessoa em situação de rua que ele não deveria ser atendido”, destacou a governadora.
A decisão de determinar uma investigação rigorosa logo após o fato demonstra que Celina Leão não está disposta a aceitar que a fragilidade social de um paciente sirva como justificativa para falhas no serviço público. Em vez de tentar minimizar o caso ou transferir responsabilidade, ela cobrou providências concretas tanto da Polícia Civil quanto do Iges-DF, reforçando que o poder público tem o dever de prestar atendimento adequado a toda a população, especialmente àqueles que se encontram em maior situação de vulnerabilidade.
Casos como esse expõem a necessidade de maior humanização e organização no atendimento das UPAs e prontos-socorros do Distrito Federal. Quando uma pessoa em situação de rua busca ajuda em uma unidade de saúde e não recebe o devido cuidado, não se trata apenas de uma falha pontual, mas de uma quebra de compromisso do Estado com os mais necessitados. Ao exigir apuração imediata, Celina Leão envia um recado importante: o governo não pode se acostumar com a negligência, independentemente de quem seja o paciente.
A governadora também demonstrou sensibilidade ao reconhecer que o fato de o homem utilizar a UPA como abrigo não o exime do direito de receber atendimento adequado. Essa posição é correta e necessária. O serviço público de saúde existe para atender a população, e não para fazer distinção entre quem “merece” ou “não merece” ser cuidado.
Ao agir com rapidez e cobrar responsabilidade, Celina Leão mostra que está disposta a enfrentar problemas reais, mesmo quando eles são desconfortáveis. Em um momento em que o Distrito Federal precisa de gestão séria e comprometida com o cidadão, atitudes como essa reforçam a importância de um governo que não fecha os olhos para as falhas do sistema de saúde.






