Projeto é promovido pela Sejus-DF e Jovem de Expressão e busca inclusão e transformação social
Brasília, 12 de julho de 2025 – Jovens do sistema socioeducativo do Distrito Federal participam da 3ª edição de um campeonato de futebol que vai além das quatro linhas. Com apoio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e do programa Jovem de Expressão, a iniciativa busca promover inclusão, cultura, saúde mental e transformação social por meio do Projeto Atlas.
Mais do que uma competição, o torneio representa um espaço de reconstrução de trajetórias, fortalecimento de vínculos e valorização da juventude. Seis unidades de internação masculinas participam do campeonato, que ocorre em formato de duas chaves. Os vencedores de cada grupo avançam à final.
Graças à parceria, os jovens receberam uniformes, chuteiras, bolas, apitos, cronômetros e placares, além da presença de árbitros profissionais. “O esporte é um direito básico de toda criança e adolescente. Quando um jovem cumpre medida socioeducativa, o único direito que perde é o da liberdade. Todos os demais devem ser garantidos”, destaca Tathyana Lopes, diretora Social e Pedagógica do sistema socioeducativo da Sejus-DF.
Tathyana acredita que o futebol pode transformar vidas: “Ele ajuda o adolescente a repensar sua trajetória, desenvolver habilidades sociais e sonhar com novas possibilidades.”
Futebol, música e escuta ativa
A competição também incorpora atividades culturais e terapêuticas. Cada rodada é acompanhada por apresentações de MCs e DJs, promovidas pelo Jovem de Expressão. Antes dos jogos, os participantes passaram por rodas de conversa conduzidas pela psicóloga Yasmin Moreira, dentro do projeto Fala Jovem.
“Essa preparação nos permitiu criar vínculos e entender melhor as vivências desses meninos. Muitas histórias envolvem o futebol como símbolo de esperança e ascensão social”, relata Yasmin. Os encontros abordam temas cotidianos, afetivos e familiares, promovendo reflexões sobre convivência, sonhos e identidade.
A iniciativa também trouxe o psicólogo Guilherme Antunes, especialista em masculinidades, para atuar como figura masculina no campo do cuidado — um papel ainda pouco comum nos serviços públicos de saúde mental.
“Essa parceria entre o poder público e a sociedade civil organizada mostra o quanto podemos construir caminhos mais humanos e inclusivos. Ouvir esses jovens para além dos estigmas é fundamental”, conclui Yasmin.





