Candidato do PSD classifica administração federal durante evento em Brasília e apresenta propostas de reforma administrativa e contenção de despesas
Da Redação
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) voltou a criticar o governo federal nesta terça-feira (18) e classificou a atual gestão como um “governo de ladrões”. Ao abordar a política fiscal do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Caiado afirmou que a administração federal estaria transferindo para a população o custo de dívidas públicas. “É um governo de ladrões, em que se enfia a mão no bolso das pessoas para pagar a dívida que eles contraíram.”
Caiado também acusou o governo de utilizar medidas econômicas para, segundo ele, “enganar e anestesiar” a população às vésperas das eleições. As declarações ocorreram durante o evento “O Brasil em Debate com os Presidenciáveis – Ambiente de Negócios, Competitividade e Desenvolvimento Econômico”, realizado em Brasília.
Promovido pela Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios, pelo Instituto Unidos Brasil, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e pelo Ranking dos Políticos, o encontro reuniu o presidenciável para discutir propostas voltadas à economia e ao ambiente de negócios.
Na sequência, Caiado classificou a situação como “abominável” e defendeu uma reação da sociedade. “É abominável e deveria haver uma repulsa dura de toda a sociedade brasileira.” Durante o evento, o candidato também foi questionado sobre a possibilidade de cortes de gastos e sobre uma eventual reforma administrativa em um futuro governo.
Caiado afirmou que não seria possível detalhar, neste momento, quais áreas sofreriam os maiores cortes sem antes conhecer a situação fiscal do país. Segundo o presidenciável, a dimensão do desequilíbrio nas contas públicas ainda não estaria suficientemente clara. “Ninguém sabe qual é o verdadeiro buraco do governo.”
Caiado, porém, antecipou que pretende promover mudanças na estrutura administrativa e discutir a redução de despesas também com os demais Poderes. “Vai haver cortes na reforma administrativa e também um avanço no debate com os outros poderes para diminuir os gastos.”
O candidato ponderou que ainda não é possível indicar onde seriam concentradas as reduções. O controle das contas públicas é um dos principais eixos econômicos do plano de governo apresentado por Caiado para o período de 2027 a 2030. Com 100 páginas e propostas distribuídas por 26 áreas, o documento defende um ajuste fiscal sem aumento sucessivo de impostos ou cortes generalizados.
Entre as medidas previstas estão a revisão de subsídios e benefícios tributários, a contenção do crescimento das despesas obrigatórias e o combate aos chamados supersalários. O programa também propõe um “Orçamento da Verdade”, com o objetivo de ampliar o controle sobre as contas públicas.



