Brasília e ao menos 8 capitais têm protestos contra o governo no 7 de Setembro

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Ato ocorreu no Setor Bancário Sul enquanto desfile cívico-militar era realizado na Esplanada dos Ministérios

Brasília, 7 de setembro de 2026 – Grupos de manifestantes realizaram protestos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nesta segunda-feira (7), feriado da Independência do Brasil. Os atos ocorreram em diferentes cidades, incluindo Brasília, São Paulo, Goiânia, Salvador, Florianópolis, Belo Horizonte, Maceió, Natal e Recife.

Na capital federal, os manifestantes se concentraram no Setor Bancário Sul, na região central. Ao mesmo tempo, a Esplanada dos Ministérios recebia o desfile cívico-militar de 7 de Setembro, que contou com a presença de Lula, ministros do governo, do presidente do STF, Edson Fachin, e dos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre.

Neste ano, o governo federal destacou a defesa da soberania nacional durante as celebrações e também homenageou atletas pioneiras do futebol feminino brasileiro.

Em São Paulo, o protesto foi realizado na Avenida Paulista e teve a participação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. Um cartaz exposto em um dos prédios da avenida fazia referência a Alexandre de Moraes com a frase “chega de intocáveis”.

No início da tarde, expressões como “fora Moraes”, “fora Lula” e “bolsonaristas” estavam entre os assuntos mais comentados nas redes sociais.

Críticas a Alexandre de Moraes

As manifestações contra o ministro ocorrem em meio a uma crise institucional no STF relacionada ao caso do Banco Master. A tensão aumentou após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do banco.

Segundo as investigações mencionadas no caso, Vorcaro teria procurado Moraes para obter informações e tentar conter ou retardar medidas relacionadas às apurações sobre o Banco Master.

Após a decisão de Mendonça, Alexandre de Moraes encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, um pedido de investigação contra o colega. O ministro apontou possíveis indícios de abuso de autoridade, improbidade administrativa e outras irregularidades.