A autoestima também está nas mamas ‌

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A vaidade feminina faz parte da autoestima de toda mulher. Da cabeça aos pés, ela faz questão de cuidar para que todo o corpo esbanja beleza. Mas a região dos seios ainda é pelo menos uma das que mais atraem sua atenção. Pelo menos nas estatísticas da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), reveladas pela Pesquisa Global 2022 sobre procedimentos estéticos/cosméticos.

A busca por procedimentos estéticos, segundo o relatório, cresceu 41,3% nos últimos quatro anos, com destaque para a prótese mamária. Só em 2022, foram realizadas 2,2 milhões de cirurgias em todo o mundo, o que significa um aumento de 29% em relação a 2021. Esses números dizem respeito somente à colocação de próteses, mas quando se computa todas as intervenções nas mamas, a quantidade de procedimentos aumenta para 4,4 milhões.

O Brasil ocupa um lugar bastante relevante nesse ranking, que ainda segue com os Estados Unidos na liderança. Por aqui, foram realizadas 542.970 cirurgias mamárias, sendo a maior parte delas o aumento das mamas, com 243.923 procedimentos (44,9% do total). Em seguida vêm a elevação das mamas (143.065 cirurgias), seguida de redução (91.909) e remoção de implante mamário (29.417 casos). Números que também revelam o quanto o índice de arrependimento pode ser considerado baixo entre as mulheres.

Não por acaso, o histórico em torno da quantidade de implantes de próteses mamárias é de constante elevação, não apenas pelo grau de segurança da cirurgia, que avançou muito na última década, como também pelo que os resultados oferecem para a autoestima das pacientes. Há diversas pesquisas publicadas no Brasil e no exterior, como a do Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia (EUA), apontando que o impacto na vida pessoal entre as que fizeram o procedimento chega a 85%.

Em boa parte dessas pesquisas, há uma forte identificação de que a mamoplastia de aumento tem efeitos positivos diretos na vida social e sexual da mulher, o que ajuda a explicar em parte por que esse tipo de cirurgia vem crescendo. A maior parte dos aumentos dos seios, também informam os dados coletados pela Isaps, apontam para pacientes com idades entre 18 e 34 anos (54,6%), seguida pela população de 35 a 50 anos (35,6%).

Ou seja, há um cenário evidente, e podemos transportar essa interpretação para o Brasil, de que há uma busca cada vez mais sólida de pessoas que buscam por cirurgias estéticas mamárias mais prematuramente. O que não é um problema, desde que se tenha convicção das mudanças desejadas e que as realizem numa clínica séria, com anos de experiência e com alta qualificação profissional. O resultado tende a ser positivo, desde que a preocupação primordial com a segurança da própria saúde também seja.

 

O autor é o Dr. Felipe Villaça, cirurgião plástico da FVG Cirurgia Plástica

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