Nova edição do Libertarte integra arte, cultura e economia solidária para o cuidado com a saúde mental

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(Foto: Sandro Araújo/ Agência Saúde DF)

Libertarte promove oficinas terapêuticas e formação de profissionais dos Caps

Brasília, 4 de maio de 2026 – A segunda edição do programa Libertarte foi iniciada na última quinta-feira (30), com foco na qualificação de gestores e profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) do Distrito Federal. A iniciativa integra práticas artísticas, culturais e de economia solidária ao cuidado em saúde mental.

O projeto tem como objetivo oferecer oficinas que envolvem diferentes linguagens, como pintura, música e atividades manuais, incluindo hortas. A proposta é fortalecer o cuidado em liberdade, alinhado aos princípios da reforma psiquiátrica, e estimular a participação ativa dos usuários no próprio processo terapêutico.

Segundo a coordenação do programa, as atividades contribuem para ampliar as formas de atendimento nos Caps, complementando a assistência médica tradicional com abordagens mais humanizadas e centradas na autonomia dos pacientes.

Além de beneficiar diretamente os usuários, a iniciativa também investe na formação de profissionais capacitados para conduzir oficinas terapêuticas. A expectativa é que os grupos criados durante o projeto tenham continuidade dentro das unidades, garantindo a permanência das ações após o término das atividades iniciais.

O Libertarte é resultado de parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz em Brasília e a Secretaria de Saúde do Distrito Federal. A ação conta com oficineiros responsáveis por desenvolver atividades voltadas tanto ao aspecto terapêutico quanto à geração de renda.

A proposta também busca fortalecer a inclusão social e a autonomia dos usuários, ao incentivar habilidades que podem ser aplicadas em atividades produtivas e no mercado de trabalho.

De acordo com os organizadores, a experiência já vem sendo compartilhada com outras regiões do país, ampliando o alcance das práticas desenvolvidas no Distrito Federal.

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