Mais de 8,6 mil pacientes buscaram assistência durante o mês de maio
Brasília, 11 de junho de 2026 – As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Distrito Federal realizaram mais de 8,6 mil atendimentos relacionados a sintomas respiratórios durante o mês de maio. O número representa um crescimento de 11,7% em comparação com abril, acompanhando o aumento dos casos de doenças respiratórias característicos deste período do ano.
Entre os grupos que mais procuraram assistência médica estão crianças de 1 a 4 anos e adultos na faixa etária de 20 a 29 anos. A maior incidência entre os pequenos reforça a vulnerabilidade desse público às enfermidades sazonais.
A auxiliar administrativa Ana Paula Figueiredo, de 32 anos, buscou atendimento para a filha de dois anos após perceber o agravamento dos sintomas. Segundo ela, a orientação recebida na unidade trouxe mais segurança para acompanhar a recuperação da criança.
Atualmente, o atendimento pediátrico está disponível nas UPAs de Sobradinho, São Sebastião, Recanto das Emas e Ceilândia. As unidades de Sobradinho e Recanto das Emas concentraram o maior volume de atendimentos por problemas respiratórios em maio, com mais de 1,2 mil registros cada.
De acordo com especialistas, os quadros mais frequentes envolvem infecções leves das vias aéreas superiores, com sintomas como tosse, coriza, febre baixa e congestão nasal. Em bebês menores de seis meses, também são observadas dificuldades na alimentação e redução da ingestão de leite.
Os profissionais alertam para sinais que exigem avaliação médica imediata, como febre persistente, dificuldade respiratória, desidratação, recusa alimentar e alterações importantes no comportamento da criança. Em recém-nascidos e bebês de até três meses, qualquer episódio de febre deve ser investigado.
Além das infecções respiratórias, o período de baixa umidade favorece o agravamento de alergias, crises asmáticas, rinite e sinusite, aumentando a demanda pelos serviços de urgência.
Apesar da alta procura, a maioria dos atendimentos foi classificada como de baixa gravidade. Dados do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) apontam que 53% dos pacientes receberam classificação verde, destinada a casos pouco urgentes. Outros 34% foram enquadrados na categoria amarela, enquanto os quadros mais graves representaram pouco mais de 9% dos registros.
A classificação de risco realizada na chegada às unidades determina a prioridade do atendimento. O processo considera fatores como sinais vitais, histórico de saúde e possibilidade de agravamento do quadro clínico, garantindo assistência mais rápida aos pacientes em situação de maior risco.
Para reduzir complicações, especialistas recomendam manter a vacinação em dia, ingerir bastante água, realizar lavagem nasal com soro fisiológico e evitar ambientes fechados ou com pouca circulação de ar. Também orientam procurar atendimento médico diante dos primeiros sinais de piora dos sintomas.





