Unidade se consolida como referência em urgência e emergência no Distrito Federal
Brasília, 23 de janeiro de 2026 – Quatro anos após a inauguração, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Riacho Fundo II registra uma média de 140 atendimentos diários, totalizando cerca de 4 mil por mês. A unidade atende não apenas moradores da região administrativa, mas também pacientes de localidades vizinhas, como Samambaia e Riacho Fundo, contribuindo para desafogar outras UPAs de porte semelhante, como as do Recanto das Emas e do Núcleo Bandeirante.
A demanda crescente evidencia o papel estratégico da unidade na rede de urgência e emergência do Distrito Federal. Muitos pacientes recorrem à UPA do Riacho Fundo II em busca de atendimento ágil, o que tem garantido suporte eficiente a moradores de diversas regiões do DF.
Segundo a gerente da unidade, Carolina Gomes, um dos principais avanços registrados no último ano foi a consolidação de uma equipe médica fixa, o que favorece a continuidade do cuidado e agiliza o desfecho clínico e a alta dos pacientes. Ela também destaca a localização da UPA, inserida no interior da cidade e cercada por áreas residenciais, fator que aproxima o serviço da comunidade.
De acordo com a gestora, o funcionamento ininterrupto, com equipe médica 24 horas, garante acesso rápido e descomplicado ao atendimento, além de contribuir para reduzir a sobrecarga dos hospitais, já que muitos casos são resolvidos diretamente na UPA.
Inaugurada em novembro de 2021, a UPA do Riacho Fundo II conta com 220 profissionais celetistas do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) e terceirizados. Assim como as demais unidades entregues na atual gestão, localizadas em Ceilândia, Paranoá e Gama, a estrutura dispõe de exames laboratoriais de urgência, eletrocardiograma e raio-X, serviços que vão além do exigido pelo Ministério da Saúde.
Para a coordenadora multidisciplinar da unidade, Márcia Juliana de Andrade, esses recursos ampliam a resolutividade do atendimento, permitindo regulações e encaminhamentos adequados quando necessário. Segundo ela, a estrutura possibilita um padrão de atendimento comparável ao da rede privada, com apoio do Hospital de Santa Maria para exames complementares, quando necessário.
A coordenadora também ressalta a agilidade na liberação dos resultados. Embora o prazo padrão seja de até duas horas, muitos exames ficam prontos em cerca de 40 minutos. Recentemente, a unidade implantou um painel eletrônico que informa o paciente assim que o resultado está disponível, otimizando ainda mais o fluxo de atendimento.
A UPA atende casos de urgência e emergência em clínica médica, como hipertensão, febre alta, sintomas respiratórios graves, convulsões, desmaios, infecções agudas, dores abdominais e complicações cardiológicas e neurológicas, como infarto e AVC.
A médica Camila Negreiro explica que a unidade é destinada a situações que exigem atendimento imediato, enquanto casos que demandam acompanhamento contínuo devem ser direcionados às unidades básicas de saúde. Ela destaca o esforço da equipe para manter um padrão elevado de cuidado, mesmo com o fluxo intenso de pacientes.
Usuários relatam experiências positivas com o atendimento. A paciente Anna Carla Lira, de 38 anos, afirma que encontrou na UPA uma solução após dificuldades na rede privada e elogia a estrutura e o acolhimento recebido. Já o motorista Anderson Soltu, de 48 anos, relata rapidez no atendimento à mãe e afirma que a unidade passou a ser sua principal referência em situações de urgência.
Além da estrutura física e dos serviços presenciais, a UPA do Riacho Fundo II conta com suporte da rede por meio de teleconsultas com especialistas em áreas como psiquiatria, hematologia, nefrologia, cirurgia vascular e endocrinologia, garantindo um atendimento mais completo à população.





