Tropa de choque de Lula, Leila e Kokay recebem críticas por atuação na CPMI do Roubo dos Aposentados

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Senadora e deputada federal, alinhadas ao governo Lula, enfrentam críticas por suposta proteção a envolvidos no esquema que lesou aposentados e pensionistas do INSS

Da Redação

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Roubo dos Aposentados, instalada no Congresso Nacional em julho de 2025, investiga um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que causou prejuízos estimados em R$ 6,3 bilhões entre 2023 e 2024, afetando milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários. O caso, considerado um dos maiores desvios de recursos públicos na história recente do Brasil, envolve concessões irregulares de benefícios, como auxílios e revisões de aposentadorias, com indícios de participação de entidades ligadas a sindicatos e figuras próximas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Parlamentares do Distrito Federal, como a senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) e a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), são acusadas de atuar como “tropa de choque” para dificultar a investigação e proteger envolvidos, incluindo o irmão do presidente, Frei Chico, mencionado em depoimentos como possível beneficiário indireto de irregularidades.

A CPMI ouviu na segunda-feira (8) o ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi, aliado de Lula, que esteve à frente da pasta nos anos de pico do esquema. Lupi, que negou conhecimento das fraudes, foi questionado sobre o aumento de 300% nas concessões irregulares durante o governo Lula, comparado ao período anterior, conforme dados do Tribunal de Contas da União (TCU). O senador Girão, em vídeo publicado em suas redes sociais, destacou que o rombo lesou “milhões de aposentados e pensionistas que contribuíram para uma velhice digna”, e acusou o governo de omissão. Deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) reforça que Lupi “sabia dos roubos, foi avisado e nada fez”.

Leila do Vôlei e Erika Kokay, ambas da base aliada de Lula, participaram de sessões da CPMI e foram criticadas por tentarem obstruir o andamento das investigações. Em uma sessão de 6 de setembro, Leila questionou a legalidade de depoimentos de testemunhas ligadas a entidades sindicais, enquanto Erika defendeu a necessidade de “foco em fatos comprovados” e criticou o que chamou de “perseguição política”. O senador Jorge Seif Junior (PL-SC) ligou Frei Chico, irmão de Lula, a um suposto desvio de R$ 300 milhões, citando histórico de denúncias desde 2011, e acusou a CPMI de ser “destroçada por narrativas fraudulentas da esquerda”.

O esquema, revelado por auditorias do TCU e da Controladoria-Geral da União (CGU), envolveu fraudes em benefícios assistenciais e revisões de aposentadorias, com vítimas principalmente idosos e pessoas de baixa renda. O Ministério Público Federal (MPF) já abriu ações contra 15 entidades sindicais. A CPMI, que deve concluir seus trabalhos em outubro, busca responsabilizar autoridades do INSS e aliados do governo, mas enfrenta resistências da base petista, que alega que as fraudes ocorreram majoritariamente em governos anteriores.

Eleitores do Distrito Federal expressaram decepção com o desempenho de Leila e Erika, segundo postagens nas redes sociais e pesquisas locais. A senadora Leila e a deputada Erika Kokay são vistas por críticos como priorizando a defesa do governo em detrimento da transparência. Analistas políticos preveem que essa postura possa prejudicar suas reeleições em 2026, especialmente com a desaprovação de Lula no DF em 59,7%, conforme Paraná Pesquisas de agosto. A CPMI continua com audiências, incluindo o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, marcado para 11 de setembro.

 

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