Simulado da operação Óbidos testa resposta conjunta em Brasília
Brasília, 11 de janeiro de 2025 – A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) conduziu, na noite desta quarta-feira, mais uma simulação integrada da operação Óbidos, protocolo que orienta a atuação coordenada entre órgãos federais e distritais em situações críticas envolvendo o Complexo da Penitenciária Federal em Brasília. O exercício ocorreu na área próxima à Papuda e mobilizou diversas instituições do Sistema de Segurança Pública.
Criada para ser acionada em episódios de alta complexidade, a operação estabelece diretrizes para resposta rápida em casos de amotinamentos, tentativas de fuga, resgates de presos, incêndios e ações atribuídas ao crime organizado.
O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, destacou que o treinamento possibilita avaliar o grau de prontidão das forças envolvidas. Ele afirmou que o alinhamento institucional é essencial em eventuais crises reais, permitindo corrigir rotinas, ajustar protocolos e reforçar a integração operacional.
O foco desta edição foi o eixo Mobilidade, que inclui o bloqueio de vias estratégicas, a ocupação tática de áreas próximas ao complexo prisional e o controle do fluxo de possíveis suspeitos. Entre os pontos simulados estavam São Sebastião, o entorno da unidade federal e trechos de rodovias próximas.
Do Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), a juíza Leila Cury, que há mais de uma década atua na Vara de Execuções Penais do DF, acompanhou o simulado e ressaltou a relevância da ação conjunta no enfrentamento ao crime organizado. Para ela, a troca de informações e o trabalho interinstitucional são fundamentais para a efetividade das operações.
A atividade reuniu equipes da SSP-DF, da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF), da Secretaria de Saúde (SES-DF/Samu), das polícias Militar e Civil, do Corpo de Bombeiros, do Detran-DF e de órgãos federais como Ministério da Justiça e Segurança Pública, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional.
Segundo o subsecretário de Operações Integradas, coronel Carlos Melo, o exercício reproduziu com fidelidade o acionamento inicial de uma crise, permitindo treinar a resposta conjunta em um ambiente que simula as condições reais. O secretário de Administração Penitenciária, Wenderson Teles, reforçou que simulados como esse são essenciais para validar protocolos e aprimorar a comunicação entre instituições.
Para Enoque de Oliveira, chefe da Divisão de Segurança e Disciplina da Penitenciária Federal em Brasília, o treinamento confirma a capacidade do DF de reagir a incidentes envolvendo a unidade. O nome da operação faz alusão à cidade portuguesa de Óbidos, conhecida por suas muralhas fortificadas, em referência à proteção em torno do complexo penitenciário.





