Transporte público funciona normalmente nesta segunda no DF

Acordo fechado na noite de domingo prevê reajuste de 8% nos salários e de 10% no tíquete-refeição e na cesta básica

Da Redação

Os ônibus do transporte público coletivo do Distrito Federal circulam normalmente na manhã desta segunda-feira (28), após os rodoviários suspenderem a greve que estava prevista para começar à 0h.

A paralisação foi cancelada depois de uma negociação realizada na noite de domingo (27), envolvendo representantes dos trabalhadores, empresas de ônibus e a Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob).

O entendimento prevê reajuste de 8% nos salários e de 10% no tíquete-refeição e na cesta básica.

Passageiros ouvidos nesta manhã relataram movimento menor de usuários em alguns pontos do sistema. Não há, até o momento, indicação de redução programada da operação em razão do movimento dos rodoviários.

Uma nova reunião entre as partes está prevista para esta segunda-feira para definir as cláusulas do acordo.

Categoria havia rejeitado proposta anterior

Antes do entendimento, os rodoviários haviam rejeitado uma proposta apresentada pelas concessionárias no sábado (26).

A oferta previa reajuste de 6% nos salários, 7% no tíquete-refeição e na cesta básica e 11,88% no auxílio-saúde e no plano odontológico. O seguro de vida também passaria de aproximadamente R$ 24 mil para R$ 48 mil.

A categoria reivindicava aumento de 8% nos salários, 10% nos benefícios de alimentação e 12% no plano de saúde.

Após a nova rodada de negociação na noite de domingo, empresas e trabalhadores chegaram ao percentual de 8% para os salários e 10% para os benefícios de alimentação.

Até a manhã desta segunda-feira, não havia sido divulgado se a reivindicação referente ao plano de saúde foi incluída no acordo definitivo.

Os trabalhadores cobravam reajustes relacionados à data-base de 1º de agosto de 2026.

Justiça havia determinado operação mínima

Horas antes do acordo, a Justiça do Trabalho estabeleceu regras para garantir o funcionamento do transporte público caso a greve fosse iniciada.

O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) determinou a manutenção de pelo menos 80% da operação nos horários de pico e 50% nos demais períodos.

A decisão também previa operação integral nos períodos relacionados ao primeiro e ao eventual segundo turno das eleições.

Em caso de descumprimento, havia previsão de multa de R$ 100 mil por hora, podendo chegar a R$ 200 mil por hora em caso de reincidência.

Com o acordo firmado e a suspensão do movimento, as restrições estabelecidas para uma eventual paralisação não precisaram ser aplicadas nesta segunda-feira.

Detalhes do acordo serão definidos

Apesar da normalização do transporte, a negociação ainda terá uma nova etapa nesta segunda.

Representantes dos trabalhadores e das concessionárias devem se reunir para acertar os detalhes das cláusulas e as condições para aplicação dos reajustes.

Também deverá ser esclarecido quando os novos valores passarão a ser pagos aos rodoviários.

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