VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS – INFFORMA – Informação é tudo! https://infformadf.com.br Sat, 23 Aug 2025 13:04:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 Protocolo fortalece ações de resposta à violência nas escolas públicas do DF https://infformadf.com.br/protocolo-fortalece-acoes-de-resposta-a-violencia-nas-escolas-publicas-do-df/ https://infformadf.com.br/protocolo-fortalece-acoes-de-resposta-a-violencia-nas-escolas-publicas-do-df/#respond Sat, 23 Aug 2025 11:59:18 +0000 https://infformadf.com.br/?p=44332 Com orientações práticas, documento apoia unidades na tomada de decisões em situações de violência

Garantir escolas mais seguras, humanas e acolhedoras. Esse é o propósito do documento apresentado pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), nesta terça-feira (19) com orientações práticas e integradas para que as equipes gestoras estejam preparadas para agir em situações de violência. O material oferece repertório para respostas rápidas e eficazes e para a promoção da cultura de paz no ambiente escolar.

O documento, disponibilizado para toda a rede de ensino, foi elaborado de forma colaborativa entre diferentes áreas técnicas da secretaria e contou com o apoio do Batalhão Escolar da Polícia Militar do DF. O protocolo define etapas de encaminhamento e resolução de conflitos que envolvem estudantes, profissionais e a comunidade escolar, reafirmando o compromisso da educação pública com a proteção de todos e com a transformação social, caminho que passa, inevitavelmente, pela escola.

Ana Beatriz Goldstein: “A paz se aprende, se pratica e se multiplica. Quando semeada na escola, se estende ao bairro, à cidade e à sociedade” | Foto: Mary Leal/SEEDF

 

“Este documento não é meramente um manual técnico, é um instrumento de cuidado, responsabilidade e proteção”, afirmou a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da SEEDF, Ana Beatriz Goldstein. Para ela, a iniciativa é fruto da união entre diferentes atores e instituições que acreditam na paz como prática coletiva. “A paz se aprende, se pratica e se multiplica. Quando semeada na escola, se estende ao bairro, à cidade e à sociedade. Este documento é um compromisso que reafirma nossa missão de educar transformando realidades”, completou.

A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou a simbologia e o valor do ambiente escolar. “Recordo-me de quando, na minha infância, ouvíamos a expressão: ‘O chão da escola é sagrado’. Para que esse espaço se mantenha assim, é imprescindível a paz, a tranquilidade e um ambiente propício ao aprendizado”, disse. Para a gestora, a construção da educação exige cooperação e engajamento coletivo.

“A construção da educação é fruto do trabalho colaborativo, da cooperação mútua. Estamos aqui para reafirmar uma lição que norteia cada ação da Secretaria de Educação: proteger, acolher e formar vidas. A escola não é apenas um espaço de aprendizado de conteúdos; é um local de convivência, respeito e valores. É o lugar onde a esperança floresce e onde se constrói o futuro”, reforçou.

Hélvia Paranaguá: “A escola não é apenas um espaço de aprendizado de conteúdos; é um local de convivência, respeito e valores” | Foto: Mary Leal/SEEDF

 

Saúde mental e acolhimento

A secretária também ressaltou a importância de cuidar da saúde mental dos profissionais da educação. Para ela, o bem-estar dos docentes é fundamental para que a escola funcione como um ambiente seguro, acolhedor e propício ao aprendizado, fortalecendo a convivência e o desenvolvimento de estudantes e equipe escolar.

“Quando uma situação de violência acontece, é preciso acionar diferentes instâncias de proteção. Muitas vezes, o sofrimento do estudante ou de sua família está na raiz desses conflitos e precisa ser ouvido com atenção”, explicou a diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante, Larisse Cavalcante.

Ela destacou a importância de registros detalhados, comunicação imediata com os órgãos de apoio e encaminhamentos para serviços especializados, como unidades de saúde e centros de atenção psicossocial.

Prevenção aos crimes cibernéticos

Ainda nesta semana, e com foco da disseminação da cultura de paz, a SEEDF, por meio da Assessoria Especial de Cultura de Paz, iniciou o ciclo de palestras “Prevenção aos Crimes Cibernéticos contra Crianças e Adolescentes”, que será realizado entre agosto e setembro de 2025. Na última quinta-feira (21), o evento reuniu 1.200 estudantes das séries finais do ensino fundamental e do ensino médio de todas as Regionais de Ensino, no Auditório Poupex, no Setor Militar Urbano.

As duas sessões, conduzidas pelo delegado Thiago Rodrigues, da Polícia Federal, trataram dos riscos presentes no ambiente digital e das principais formas de proteção e segurança online.

A programação busca sensibilizar e orientar jovens, famílias e profissionais da educação sobre os perigos virtuais, destacando a importância da educação digital e do uso consciente das redes. Além de apresentar práticas de prevenção e aspectos legais relacionados ao tema, o ciclo reforça a necessidade de engajamento coletivo na proteção dos estudantes.

“Projetos como este são fundamentais para educar nossos estudantes sobre os perigos do ambiente digital e para promover uma cultura de responsabilidade e proteção. A conscientização precoce ajuda a fortalecer o senso crítico dos jovens, capacitando-os a navegar com segurança e a preservar sua privacidade”, ressaltou Ana Beatriz Goldstein.

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Escolas do DF avançam na prevenção à violência escolar https://infformadf.com.br/escolas-do-df-avancam-na-prevencao-a-violencia-escolar/ https://infformadf.com.br/escolas-do-df-avancam-na-prevencao-a-violencia-escolar/#respond Wed, 21 May 2025 17:06:48 +0000 https://infformadf.com.br/?p=41726 Levantamento revela avanços no combate ao bullying, mas aponta desafios no acolhimento contínuo

Brasília, 21 de maio de 2025 – O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) lançou, nesta quarta-feira (21), o estudo Bullying no ambiente escolar do Distrito Federal: percepções e implicações práticas, que oferece um panorama detalhado sobre a presença da violência escolar nas instituições públicas da capital. A pesquisa indica avanços nas ações de combate ao bullying, mas também revela lacunas no apoio às vítimas e à formação de educadores.

Segundo o levantamento, 87,2% dos gestores escolares promovem atividades com os alunos sobre o tema, e 88,1% realizam orientações às famílias. Entre os professores, 58% promovem atividades educativas e 56,1% participam de ações voltadas aos familiares. Os dados mostram um esforço crescente para combater o problema com campanhas educativas, formação continuada e diálogo com a comunidade escolar.

Para a diretora de Estudos e Políticas Sociais do IPEDF, Marcela Machado, os resultados reforçam o papel estratégico da pesquisa na formulação de políticas públicas. “Estamos entregando uma ferramenta que transforma dados em ação. Ouvimos as escolas e buscamos contribuir para decisões de governo mais efetivas”, afirmou.

O evento de apresentação contou com a presença de representantes da Secretaria de Educação (SEEDF), da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), da Polícia Militar (por meio do Batalhão Escolar) e do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDCA).

A pesquisa identificou que 76,4% dos professores e 91,7% dos gestores já vivenciaram episódios de bullying em suas escolas. As formas mais recorrentes envolvem preconceitos como racismo, homofobia e discriminação por aparência física. Os impactos se manifestam em sintomas como isolamento, baixo rendimento escolar e ausência às aulas — 38,3% dos alunos vítimas já deixaram de ir à escola por causa de agressões.

Apesar da mobilização crescente, apenas 27,5% dos gestores e 26,1% dos professores afirmaram que suas escolas possuem programas contínuos de mentoria ou acolhimento para vítimas ou autores de bullying. O dado expõe a necessidade de ações mais estruturadas no acompanhamento dos envolvidos.

Mapeamento nacional aponta protagonismo do DF

Além da pesquisa de campo, o IPEDF também divulgou um mapeamento de ações governamentais de combate ao bullying realizadas entre 2000 e 2024 no Brasil. O Distrito Federal aparece em terceiro lugar no ranking nacional, com 60 iniciativas, das quais cerca de 70% são normas, leis ou guias.

Marcela Machado destacou que o fenômeno é nacional e exige articulação entre diferentes esferas de governo. “A mobilização dos estados revela que o bullying é um desafio compartilhado. Os dados indicam a importância de políticas de prevenção contínuas e integradas.”

O mapeamento também mostra que 90% das ações têm caráter orientador, sendo voltadas majoritariamente à sociedade civil. No entanto, ainda há escassez de medidas focadas especificamente na capacitação de professores, o que aponta para um campo estratégico de atuação.

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Zero violência nas escolas cívico-militares https://infformadf.com.br/zero-violencia-nas-escolas-civico-militares/ https://infformadf.com.br/zero-violencia-nas-escolas-civico-militares/#respond Sun, 17 Apr 2022 11:13:20 +0000 https://infformadf.com.br/?p=16964

De acordo com as secretarias de Educação e de Segurança Pública, a gestão compartilhada tem sido efetiva na prevenção de casos de agressão no ambiente escolar

As drogas e a violência eram situações corriqueiras na realidade do Centro Educacional 1 do Itapoã, que atende 2.414 alunos do 6º ano ao ensino médio. No entanto, isso mudou em 2019, quando a comunidade escolar aprovou a inserção no projeto Escolas de Gestão Compartilhada (EGCs). O CED 1 do Itapoã está entre as 15 escolas do Distrito Federal que integram o programa. Desde o início do ano letivo em 2022, nenhuma das unidades registrou qualquer situação de violência.

O Centro Educacional 1 do Itapoã passou a integrar o projeto Escolas de Gestão Compartilhada (EGCs) em 2019 | Fotos: Renato Araújo/Agência Brasília

“Como existem nas escolas os profissionais da segurança pública, eles sabem identificar os sinais das crianças que estão passando por dificuldades. E, se tiver alguma situação de violência, saberão dar o encaminhamento”– Coronel Alexandre Ferro, subsecretário das Escolas de Gestão Compartilhadas

As EGCs são uma parceria entre as secretarias de Educação e de Segurança Pública, em que as pastas dividem as atribuições: a parte pedagógica fica a cargo dos profissionais da educação e a área disciplinar, da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros. Das 15 escolas, 11 são geridas pela Secretaria de Educação em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública e as demais – quatro ao todo – são de uma parceria do Ministério da Educação com as Forças Armadas.

“Era um desejo meu [fazer parte da gestão compartilhada], tendo em vista a nossa dificuldade, principalmente, com as drogas e a violência na escola. Para nós fez grande diferença, mudou completamente o nosso cenário. Não temos mais problemas com drogas e traficantes e a violência também diminuiu”, conta a diretora do CED 1 do Itapoã, Liesi Beatriz Maciel de Sousa.

“Nossa presença aqui fez com que houvesse mais controle, uma calma, um sentimento de segurança”, avalia o capitão Souza Matos

Além disso, o formato de gestão dá mais autonomia para que os profissionais se dediquem à parte educacional. “Eu não tinha tempo para me preocupar com a parte pedagógica. Agora tenho um diretor disciplinar, com isso tenho mais tempo para me debruçar. É um grande ganho”, completa.

Para o subsecretário das Escolas de Gestão Compartilhada, coronel Alexandre Ferro, essa diferença de realidade se deve à presença da segurança na escola. “Como existem nas escolas os profissionais da segurança pública, eles sabem identificar os sinais das crianças que estão passando por dificuldades. E se tiver alguma situação de violência, saberão dar o encaminhamento”, explica. O encaminhamento pode ser tanto no sentido disciplinar, dentro da própria escola, como na condução até a Delegacia da Criança e do Adolescente.

Meire Cristina da Silva, mãe do aluno João Pedro Paz, diz que a segurança foi determinante para a decisão de matricular o filho na escola

“Há um trabalho preventivo. Os militares se aproximam das crianças, fazem parte de um ciclo de amizade e, quando existe uma propensão, as próprias crianças informam”, explica o ponto focal das escolas cívico-militares da Secretaria de Educação no DF, Wagner Santana.

É o que confirma a adolescente Raquel Alves, 13 anos, do 8º ano do CED 1 do Itapoã: “Eu me sinto mais segura. Podemos contar com eles [os policiais]. A gente se sente mais à vontade para contar coisas desse tipo [violência e bullying], porque vamos ter uma defesa maior”. Por conta da segurança, Raquel diz que a mãe está tentando uma vaga também para a irmã dela. “Meus pais gostam muito. Estão tentando trazer minha irmã mais nova para cá também”, acrescenta.

O subsecretário das Escolas de Gestão Compartilhada, coronel Alexandre Ferro, e a diretora do CED 1 do Itapoã, Liesi Beatriz Maciel de Sousa: programa investe em ações culturais, como a banda sinfônica

Mãe de João Pedro Paz, de 14 anos, Meire Cristina da Silva, diz que a segurança foi um dos fatores essenciais para colocar o filho na escola. “Optei por trazer ele para cá e ele está adorando. É bem-organizado e ele se sente mais seguro aqui, até em relação a pegar o ônibus. A parada é próxima e os policiais sempre ficam olhando eles irem embora. Acho mais seguro, fico mais tranquila”, revela.

Policiais levaram para a escola mais atividades físicas

Esporte como escape

O diretor disciplinar do CED 1, capitão Souza Matos, diz que a equipe identificou que os alunos voltaram com uma carga excessiva de energia, o que pode ter relação com o maior número de casos de violência no ambiente escolar em todo o país. “Nesse sentido, temos observado que eles estão mais energéticos. Mas a nossa presença aqui fez com que houvesse mais controle, uma calma, um sentimento de segurança”, afirma.

Para enfrentar este momento, os policiais levaram para a escola mais atividades físicas, a exemplo do pilates e de algumas artes marciais. Também faz parte do programa investir em ações culturais, como a banda sinfônica, e esportivas, a exemplo da iniciativa Escola de Campeões, que oferece futebol, handebol, atletismo, voleibol, basquete e xadrez.

“São atividades oferecidas no contraturno para que essa criança possa sair do ambiente de vulnerabilidade e de violência, ficando protegida na escola. É um modelo que já trouxe muitos ganhos na parte pedagógica que podem ser conferidos nos indicadores da educação básica e na diminuição dos índices de reprovação e evasão escolar”, defende o coronel Ferro, também citando que o formato ajuda a combater ainda o ambiente de violência vivenciado pelos alunos fora da escola.

Combate à violência

Com a onda de casos de violência nas escolas, o governo lançou o Plano de Urgência pela Paz nas Unidades Escolares do Distrito Federal. O pacote de iniciativas integra 126 escolas nas quais foi detectado o maior número de casos de brigas e agressões entre os alunos. Além das secretarias de Educação, que coordena a comissão, e de Segurança Pública, o grupo tem participação das pastas da Saúde, Esportes, Juventude e Justiça. Também foi divulgado o Caderno de Convivência Escolar e Cultura de Paz.

 

 

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