Vigilância Epidemiológica – INFFORMA – Informação é tudo! https://infformadf.com.br Thu, 12 Mar 2026 17:41:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 Acidentes com animais peçonhentos aumentam mais de 24% no DF em 2025 https://infformadf.com.br/acidentes-com-animais-peconhentos-aumentam-mais-de-24-no-df-em-2025/ https://infformadf.com.br/acidentes-com-animais-peconhentos-aumentam-mais-de-24-no-df-em-2025/#respond Thu, 12 Mar 2026 17:41:08 +0000 https://infformadf.com.br/?p=49824 Escorpiões lideram ocorrências, que se concentram principalmente em áreas urbanas

Brasília, 12 de março de 2026 – A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) contabilizou 5.549 registros de acidentes envolvendo animais peçonhentos em 2025, número 24,55% superior ao observado no ano anterior. A grande maioria das ocorrências, mais de 90%, foi registrada em áreas urbanas.

De acordo com os dados da pasta, fatores como queimadas e o início do período chuvoso contribuem para o aumento dos casos nos últimos quatro meses do ano. Nesse intervalo, a média foi de 42,8 acidentes por semana. Os escorpiões foram responsáveis por 86,4% dos registros, enquanto serpentes, aranhas e lagartas responderam pelo restante das ocorrências.

Apesar do crescimento no número de acidentes, mais da metade dos pacientes recebeu atendimento médico em menos de uma hora após o ocorrido. O resultado é atribuído à ampla rede de atendimento composta por hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs) e unidades básicas de saúde (UBSs) distribuídas pelo Distrito Federal.

Segundo a enfermeira Geila Márcia Meneguessi, da vigilância epidemiológica da SES-DF, o acesso rápido aos serviços de saúde é essencial para evitar complicações. A rede de unidades espalhadas pelas regiões administrativas permite que a população receba assistência em curto espaço de tempo.

Entre os 5.099 casos registrados entre moradores do DF, 4.676 foram classificados como leves, o equivalente a 91,7% das ocorrências. Já 61 casos, cerca de 1,1%, foram considerados graves. Durante o ano, 328 pacientes precisaram receber soro antiveneno, disponível atualmente em dez hospitais da rede pública. Na maioria das situações, o tratamento envolve medidas de suporte para controlar sintomas como dor e febre.

Especialistas alertam que práticas inadequadas podem agravar o quadro. A bioquímica Vilma Del Lama, do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), ressalta que tentar sugar o veneno ou fazer torniquete no local da picada são erros comuns. Segundo ela, a principal falha é não procurar atendimento médico imediatamente.

O CIATox, vinculado ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), funciona 24 horas e oferece orientações a profissionais de saúde e à população por telefone. A equipe utiliza bancos de dados nacionais e internacionais para identificar o animal causador do acidente e indicar o tratamento mais adequado de acordo com os sintomas apresentados.

Animais peçonhentos são aqueles capazes de produzir veneno e inoculá-lo por meio de ferrões, presas ou espinhos, como algumas espécies de serpentes, escorpiões, aranhas e abelhas. Já animais venenosos liberam toxinas por contato ou secreção, como ocorre com certas lagartas, águas-vivas e sapos.

Os sintomas mais comuns de envenenamento incluem dor, inchaço e inflamação no local da picada. Em situações mais graves, podem ocorrer dificuldades respiratórias, alterações cardíacas, náuseas, vômitos, tremores e convulsões.

No Distrito Federal, os escorpiões são os principais responsáveis pelos acidentes, especialmente o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) e o escorpião com patas rajadas (Tityus fasciolatus). Entre as serpentes, as espécies mais associadas às ocorrências são jararacas e cascavéis. Já no caso das aranhas, destacam-se as armadeiras (Phoneutria) e a aranha-marrom (Loxosceles).

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Casos de hanseníase caem no Distrito Federal nos últimos anos https://infformadf.com.br/casos-de-hanseniase-caem-no-distrito-federal-nos-ultimos-anos/ https://infformadf.com.br/casos-de-hanseniase-caem-no-distrito-federal-nos-ultimos-anos/#respond Tue, 13 Jan 2026 17:35:46 +0000 https://infformadf.com.br/?p=48334 Redução é de quase 30% desde 2022, aponta boletim epidemiológico da Saúde

Brasília, 13 de janeiro de 2026 – Dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) mostram que o número de casos de hanseníase apresentou queda nos últimos três anos na capital. Em 2024, foram registradas 113 ocorrências da doença, volume 28,5% inferior aos 158 casos contabilizados em 2022. Entre 2020 e 2024, o DF somou 1.018 notificações, conforme informações do Informativo Epidemiológico da Hanseníase.

Atualmente, o Distrito Federal registra uma taxa de detecção de 3,53 casos a cada 100 mil habitantes, índice que o enquadra em um patamar de média endemicidade, segundo critérios técnicos adotados pelo Ministério da Saúde. O levantamento também aponta que os homens concentram metade das novas notificações, e a maior incidência ocorre na faixa etária entre 50 e 59 anos.

Apesar do avanço local, o cenário nacional ainda inspira atenção. O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de casos de hanseníase, ficando atrás apenas da Índia.

A SES-DF segue executando o Plano de Enfrentamento da Hanseníase 2023–2030, que orienta as ações de vigilância, diagnóstico e tratamento com o objetivo de eliminar a transmissão da doença no território distrital. De acordo com a referência técnica distrital em dermatologia da secretaria, Ana Carolina Igreja, a identificação tardia da enfermidade ainda representa um desafio importante.

Segundo a especialista, os sintomas iniciais costumam ser confundidos com outras doenças ou ignorados. Entre os sinais mais frequentes estão manchas na pele com alteração de sensibilidade, além de nódulos avermelhados, redução do suor em determinadas áreas e perda de pelos.

Embora a hanseníase tenha cura e o tratamento seja oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a adesão completa à medicação é essencial. Em 2022, a taxa de abandono do tratamento no DF chegou a 22%, o que compromete a recuperação dos pacientes, favorece a resistência bacteriana e mantém a transmissão ativa na comunidade.

O diagnóstico tardio também impacta diretamente a qualidade de vida. Em 2020, foram registrados no DF diversos casos com grau 2 de incapacidade física, indicando que muitos pacientes chegaram aos serviços de saúde já com sequelas físicas ou danos neurológicos aparentes.

Para reduzir esses índices, a Gerência de Vigilância das Doenças Transmissíveis tem intensificado a busca ativa por meio dos agentes comunitários de saúde, além de ampliar a testagem de pessoas que convivem com pacientes diagnosticados. As unidades básicas de saúde são a principal porta de entrada para o atendimento, com encaminhamento aos centros de referência quando necessário.

Casos que demandam acompanhamento especializado são atendidos no Centro Especializado de Doenças Infecciosas (Cedin), no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e no Hospital Universitário de Brasília (HUB). Na Região de Saúde Norte, a unidade de infectologia de Planaltina atua como referência para doenças infectocontagiosas, incluindo hanseníase, realizando cerca de 500 atendimentos mensais.

A hanseníase é transmitida principalmente pelo contato prolongado com pessoas não tratadas. O tratamento segue o protocolo do Ministério da Saúde, com a poliquimioterapia única, que combina três antimicrobianos por um período de seis a 12 meses, conforme a forma clínica da doença. A SES-DF orienta que, ao identificar manchas suspeitas, a população procure a unidade básica de saúde mais próxima.

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DF registrou redução de 96% nos casos prováveis de dengue em 2025 https://infformadf.com.br/df-registrou-reducao-de-96-nos-casos-provaveis-de-dengue-em-2025/ https://infformadf.com.br/df-registrou-reducao-de-96-nos-casos-provaveis-de-dengue-em-2025/#respond Mon, 12 Jan 2026 09:01:23 +0000 https://infformadf.com.br/?p=48285 Boletim da Secretaria de Saúde registra 11.108 casos prováveis em 2025, contra 278.019 em 2024, ano de alta circulação do vírus no país

O Distrito Federal fechou o ano epidemiológico de 2025 com uma queda de 96% nos casos prováveis de dengue, conforme aponta o boletim epidemiológico mensal nº 52, divulgado pela Secretaria de Saúde (SES-DF). Os dados consideram as notificações registradas ao longo de todo o ano.

Ao longo de 2025, foram registradas 24.759 notificações suspeitas de dengue no Distrito Federal. Desse total, 11.875 casos foram classificados como prováveis, dos quais 11.108 ocorreram entre moradores do DF.

A comparação com 2024 — ano marcado por um cenário epidemiológico atípico, com alta circulação do vírus em diversas regiões do país — evidencia um quadro mais controlado em 2025. No ano anterior, haviam sido registrados 278.019 casos prováveis entre residentes no Distrito Federal, número significativamente superior ao observado neste ano.

Segundo a diretora da Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Maria Alves Siqueira Malta, os indicadores relacionados à dengue são acompanhados de forma contínua pelas equipes técnicas. “Isso nos permite identificar tanto o aumento dos atendimentos quanto a mudança na predominância dos sorotipos em circulação”, explica.

Ela acrescenta que, diante desse cenário, a secretaria vem fortalecendo a resposta para a nova sazonalidade, com a atualização do plano de contingência para dengue, chikungunya e zika, além da melhoria da qualidade dos dados de notificação e da reformulação do informe epidemiológico semanal. “Essas ações ampliam a capacidade de resposta do sistema de saúde e contribuem para a prevenção de casos graves”, conclui.

A redução foi observada em todas as regiões de saúde do DF, indicando um comportamento mais uniforme da doença no território. O boletim também mostra que, em 2025, a maior parte dos registros ocorreu entre adultos jovens, especialmente na faixa etária de 20 a 29 anos, informação que contribui para direcionar as ações de prevenção e orientação à população.

Os resultados refletem o trabalho permanente desenvolvido pela Secretaria de Saúde, com atuação contínua na Vigilância Epidemiológica, no monitoramento dos casos e nas ações da Vigilância Ambiental voltadas ao controle do mosquito transmissor. As iniciativas são realizadas ao longo de todo o ano, de forma integrada, envolvendo diferentes áreas da rede pública de saúde.

Apesar do cenário positivo, a SES-DF reforça a importância da manutenção dos cuidados, principalmente durante o verão. A dengue apresenta comportamento sazonal e tende a registrar maior ocorrência nos períodos mais quentes e chuvosos, quando aumentam as condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Equipes da SES-DF visitaram mais de 1,8 milhão de residências em 2025

Mesmo com a redução dos casos de dengue em 2025, a Secretaria de Saúde manteve ações contínuas de prevenção em todo o Distrito Federal. Ao longo do ano, 362 servidores da Vigilância Ambiental em Saúde visitaram mais de 1,8 milhão de residências, além de atuar em locais públicos e áreas com maior circulação de pessoas.

As ações envolveram diferentes estratégias de controle e monitoramento do mosquito transmissor. Entre elas, a aplicação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em pontos estratégicos, a instalação de mais de 3,2 mil estações disseminadoras de larvicidas e o uso de 3,8 mil ovitrampas para acompanhamento da presença do Aedes aegypti.

O trabalho de campo contou ainda com o apoio de drones, utilizados no mapeamento de áreas consideradas prioritárias. A tecnologia permitiu a varredura de 22 regiões administrativas, com mais de 2,1 mil hectares analisados e a identificação de milhares de possíveis focos. Outra frente adotada foi o uso dos mosquitos com a bactéria Wolbachia, estratégia que contribui para reduzir a transmissão das arboviroses ao longo do tempo.

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