Seca – INFFORMA – Informação é tudo! https://infformadf.com.br Tue, 26 May 2026 17:27:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 GDF lança operação de combate a incêndios florestais durante período de seca https://infformadf.com.br/gdf-lanca-operacao-de-combate-a-incendios-florestais-durante-periodo-de-seca/ https://infformadf.com.br/gdf-lanca-operacao-de-combate-a-incendios-florestais-durante-periodo-de-seca/#respond Tue, 26 May 2026 17:27:21 +0000 https://infformadf.com.br/?p=51709 Ação reforça prevenção e monitoramento ambiental em áreas de risco no Distrito Federal

Brasília, 26 de maio de 2026 — O Governo do Distrito Federal lançou, nesta terça-feira (26), a Operação Verde Vivo 2026, iniciativa coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) para reforçar as ações de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais durante o período de estiagem.

A cerimônia ocorreu em frente ao Palácio do Buriti e marcou o início das ações previstas para enfrentar os riscos ambientais agravados pela seca. O Distrito Federal está em estado de emergência ambiental desde maio deste ano, conforme decreto válido entre abril e dezembro de 2026.

“A nossa missão hoje é pedir ajuda para que as pessoas coloquem a mão na consciência e não coloquem fogo de qualquer jeito. No ano passado, sofremos com incêndios provocados pelo homem, por falta de cuidado, falta de zelo e, em alguns casos, de forma intencional, criminosa”, afirmou a governadora Celina Leão | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Durante o evento, a governadora Celina Leão destacou a importância das ações preventivas diante da previsão de formação do fenômeno El Niño no segundo semestre, condição climática que pode provocar aumento das temperaturas e redução das chuvas na região Centro-Oeste.

A operação contará com atuação diária de 170 a 200 bombeiros dedicados exclusivamente ao combate de incêndios florestais, distribuídos em 12 postos especializados, além das 33 unidades operacionais do CBMDF no DF. Em situações de grande proporção, o efetivo poderá chegar a 1,5 mil militares mobilizados por dia.

A estrutura operacional inclui até 35 viaturas exclusivas para combate em áreas de vegetação, além de equipamentos como sopradores, mochilas costais, abafadores, motobombas e ferramentas específicas para atuação em incêndios florestais. O apoio aéreo será realizado com dois aviões Air Tractor, um helicóptero e drones de monitoramento.

Segundo dados apresentados pelo CBMDF, a Operação Verde Vivo registrou, em 2025, redução de 24,07% no número de ocorrências e de 28,73% na área atingida pelo fogo em comparação com 2024.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Moisés Alves Barcelos, ressaltou que a maior parte dos incêndios registrados no DF tem origem em ações humanas, muitas vezes provocadas por queimadas irregulares ou descarte inadequado de fogo em áreas de vegetação.

O secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, reforçou a necessidade de conscientização da população e alertou que praticamente todos os focos de incêndio registrados durante o período seco no DF são causados pela ação humana.

A Operação Verde Vivo integra o Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCif), que reúne diversos órgãos do Governo do Distrito Federal. Participam da ação a Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), Brasília Ambiental, Jardim Botânico de Brasília, Defesa Civil, Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e Secretaria de Saúde (SES-DF), além do apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

As equipes atuarão prioritariamente em unidades de conservação, áreas rurais e regiões historicamente mais vulneráveis aos incêndios florestais. Entre as medidas previstas estão ações de monitoramento, campanhas educativas, abertura de aceiros e orientação a comunidades próximas às áreas de preservação ambiental.

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Tempo seco no Distrito Federal exige cuidados redobrados com as crianças https://infformadf.com.br/tempo-seco-no-distrito-federal-exige-cuidados-redobrados-com-as-criancas/ https://infformadf.com.br/tempo-seco-no-distrito-federal-exige-cuidados-redobrados-com-as-criancas/#respond Sat, 23 Aug 2025 12:47:35 +0000 https://infformadf.com.br/?p=44327 Especialistas do IgesDF reforçam atenção aos sinais de desidratação e indicam alternativas criativas para manter a saúde dos pequenos

O Distrito Federal atravessa mais um período de seca rigorosa. Nesta semana, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso alertando para a baixa umidade relativa do ar, que nos últimos dias variou entre 20% e 12%. O cenário aumenta o risco de incêndios florestais e traz impactos diretos à saúde da população. Diante desse cenário, as crianças merecem atenção especial, já que estão mais vulneráveis à desidratação, alergias, problemas respiratórios, ressecamento da pele, além de desconforto nos olhos, boca e nariz.

A pediatra da enfermaria do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Karina Guimarães, destaca algumas medidas simples que fazem a diferença no dia a dia. “É importante escolher roupas leves e arejadas para as crianças, de preferência em cores claras, que não retêm tanto calor. Peças como camisetas regatas e shorts de tecidos mais frescos ajudam a evitar a sudorese intensa e a desidratação”, recomenda.

Karina lembra também de queixas recebidas sobre ressecamento nos olhos dos pequenos. “O uso de lágrimas artificiais, que são colírios lubrificantes utilizados para tratar secura e irritação dos olhos, são uma boa alternativa, desde que sigam a indicação adequada. Outro cuidado essencial é com o umidificador, que deve ser esvaziado e higienizado a cada uso, para não acumular fungos. À noite, é uma boa opção mantê-lo no quarto, ajudando as crianças a dormirem melhor e reduzindo a tosse causada pelo ar seco”, explica.

A médica do Instituto de Gestão Estratégia de Saúde do DF, que administra o HRSM, também lembra da importância do protetor solar, já que as altas temperaturas se somam à baixa umidade. “As crianças devem usá-lo diariamente, inclusive os bebês, que podem receber protetor a partir dos seis meses de idade. O uso de guarda-sol também é indicado para evitar exposição solar excessiva”.

Criatividade

Para o morador do Gama, Kamiram Lisboa, tio do pequeno Ravy, de 7 anos, a criatividade tem sido aliada para lidar com os dias de calor. “Criança não tem paciência de ficar presa em casa. Por isso, nos fins de semana, sempre buscamos alternativas ao ar livre. O pesque-pague, por exemplo, tem sido uma ótima opção. Ele se diverte, se refresca e ainda aproveita o contato com a natureza. Claro, sempre hidratado e usando protetor solar”, comenta.

O pequeno Ravy, de 7 anos, se refresca para aliviar os efeitos do tempo seco e do calor | Foto: Divulgação/IgesDF

 

Na alimentação, a hidratação também pode vir de outras formas. A nutricionista da pediatria do HRSM, Isabella Miranda, reforça que muitos pequenos resistem a tomar água, mas existem opções que ajudam a complementar. “Frutas como melancia, melão e laranja são ricas em água e devem ser oferecidas. É importante priorizar o suco natural, sem açúcar, que além da hidratação, contém fibras e contribui para a digestão. Água de coco também pode ser uma alternativa, desde que não haja restrição médica. Outra forma criativa são os picolés e geladinhos feitos com frutas, que as crianças adoram”, completa.

Karina alerta ainda para sinais que exigem atenção. “Febre, tosse, coriza ou diarreia podem indicar desidratação. E, no caso de crianças com asma, rinite ou bronquite, é fundamental manter os medicamentos de uso contínuo conforme orientação médica. Mudanças no comportamento também devem ser avaliadas por um especialista”, conclui.

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DF em alerta laranja de baixa umidade: Veja como proteger sua saúde durante a seca https://infformadf.com.br/df-em-alerta-laranja-de-baixa-umidade-veja-como-proteger-sua-saude-durante-a-seca/ https://infformadf.com.br/df-em-alerta-laranja-de-baixa-umidade-veja-como-proteger-sua-saude-durante-a-seca/#respond Thu, 14 Aug 2025 10:00:09 +0000 https://infformadf.com.br/?p=44050 De acordo com boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), umidade relativa do ar ficará em índices inferiores a 20% nos próximos dias; saiba como se proteger

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta quarta-feira (13), alerta de perigo devido ao tempo seco em seis estados e no Distrito Federal. Com umidade relativa do ar podendo chegar a 12%, especialistas de saúde apontam riscos como ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz, e recomendam a ingestão de bastante líquido e o uso de hidratante para a pele. Além disso, deve-se evitar a exposição ao sol e a prática de esportes, sobretudo nas horas mais quentes do dia.

Agência Brasília conversou com profissionais de saúde para saber quais os cuidados essenciais para evitar os problemas típicos deste período e percorreu três parques da capital para saber quais são as precauções tomadas pelos frequentadores.

Problemas respiratórios

Pneumologista do Hospital de Base do Distrito Federal, Bethânia Bertoldi Soares alerta que, nesta época do ano, além de haver maior circulação viral, o tempo é mais seco e há maior variação de temperatura com dias mais quentes e noites e início das manhãs com temperaturas mais amenas. Segundo ela, diversas patologias respiratórias podem ocorrer ou até mesmo se intensificar. “As mais frequentes incluem rinite alérgica, sinusite, asma, bronquite, faringite, laringite, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) , resfriados e gripe”, enumera.

Para os que não abrem mão da atividade física, a médica elenca uma série de cuidados: “É importante manter-se bem hidratado e, em alguns casos, pode ser indicada a reposição de sais minerais”. A pneumologista aconselha também que certos horários não são propícios à prática desportiva ao ar livre. “Prefira treinar antes das 10h ou após as 17h, quando a temperatura e a radiação solar estão mais baixas, em dias de umidade muito baixa (menos de 30%), se possível, treine em local fechado ou adie o treino intenso”, diz a médica.

Ela afirma também que é melhor diminuir a intensidade do treino quando necessário. “O ar seco aumenta o esforço respiratório. Reduza ritmo e volume de treino para evitar queda de desempenho e mal-estar.” Além disso, Bethânia aconselha os portadores de doenças crônicas que estejam atentos ao uso das medicações conforme indicado por um profissional.

A hidratação é um importante aliado contra a o período de seca

 

A pneumologista também faz uma série de recomendações para a população em geral:
⇒ Beber bastante água;
⇒ Usar umidificador ou toalhas úmidas no quarto;
⇒ Evitar exposição a fumaça e poeira;
⇒ Lavar o nariz com soro fisiológico;
⇒ Manter janelas abertas em horários menos poluídos para ventilar o ambiente;
⇒ Dar atenção à pele e aos olhos;
⇒ Usar protetor solar, óculos escuros e, se necessário, colírio lubrificante para evitar irritação.

Cuidados com a pele

Outro aspecto de saúde importante neste período é o cuidado com a pele. Segundo a médica dermatologista do Hospital de Base, Danielle Aquino, além de beber muita água, as pessoas devem sempre usar o protetor e preferir aqueles com Fator de Proteção Solar (FPS) acima de 50.

O ideal é que a pessoa passe o protetor 30 minutos antes de se expor ao sol

“O ideal é que a pessoa passe o protetor 30 minutos antes de se expor ao sol, para dar tempo de a pele absorver o produto. Também é recomendável evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 17h, quando a incidência de raios é maior e a umidade é muito baixa”, alerta. Outra dica da dermatologista é usar sabonetes umectantes e hidratantes durante o banho, e evitar a o uso de esponjas ou mesmo de buchas vegetais.

“Elas retiram a camada de gordura da pele e a deixam  mais ressecada”, explica. “Também recomendo que a água do banho seja morna ou fria, nunca muito quente. Além disso, é aconselhável que a pessoa use um creme hidratante após o banho”, afirma.

Danielle adverte também sobre a importância da boa alimentação para a saúde da pele. “Prefira alimentos leves e ricos em vitaminas e sais minerais. As frutas são ótimas opções. O importante é passar longe dos ultraprocessados como embutidos e refrigerantes”, aponta a médica. “Minha dica são alimentos de feira, ou seja, naturais”, acrescenta. “Outra coisa: os sucos são gostosos e refrescantes, mas prefira comer a fruta. Se você pode comer a fruta, não beba ela”, aconselha.

A médica diz ainda que aqueles que perceberem problemas que persistem na pele devem procurar um dermatologista. “Caso o ressecamento persista, ou haja continuidade dos sintomas, é interessante procurar um médico especialista.”

Atividades ao ar livre

A gestora de RH Shimeny Sabino come muita fruta e procura estar sempre hidratada: “Água é vida”

 

De acordo com o meteorologista do Inmet Mércio Aranha, a condição do tempo segue sem mudanças significativas nos próximos dias.“Os dias seguem com temperaturas amenas nas primeiras horas do dia, e com temperaturas em elevação no período da tarde”, afirma. “A umidade relativa continua baixa nos próximos dias, principalmente no período da tarde, com índices inferiores aos 20%”, alerta.

A gestora de RH Shimeny Sabino costuma correr no Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek de duas a três vezes por semana. Ela conta que alterna os treinos entre o início da manhã e fim da tarde para evitar o período mais quente do dia. “Nesse período seco o ideal é se hidratar, passar o protetor solar, e comer frutas. As frutas costumam hidratar também bastante. Além disso, beber muita água. Água é vida”, pontua.

Shimeny relata que costuma beber pelo menos 4 litros de água por dia e fica atenta às roupas mais adequadas para a prática desportiva sob o sol:  “No quesito roupas, costumo usar [peças] com proteção UVA [tipo de radiação ultravioleta emitida pelo sol] . As roupas são fundamentais para esse período”.

Thiago Rezende notou diferença quando trocou a litorânea Florianópolis pela capital federal

 

Outro frequentador do Parque da Cidade é o empresário do ramo fitness Thiago Rezende. Ele afirma que com o clima seco desta época do ano a hidratação é fundamental. “A hidratação tem que ser bem-feita, senão acaba prejudicando bastante o rendimento dos atletas, dos alunos”, diz Rezende, que presta consultoria para pessoas que praticam a corrida. Natural de Florianópolis (SC), o empresário conta que teve dificuldade de adaptação ao se mudar, há 12 anos, de uma cidade litorânea para Brasília. “Vim para cá em 2012. Eu não estava acostumado com o clima. Tive alergia de pele nos três primeiros anos, mas depois fui me acostumando”, lembra.

A professora Evelyn Silva treina corrida com Thiago. Ela ressalta alguns cuidados ao usar o protetor solar. “Não saio de casa sem protetor solar. Passo no pescoço, nas orelhas, que muitas vezes são negligenciadas, e nas pálpebras, além do resto do corpo para que a gente não fique exposta ao sol e corra risco aí de pegar aí alguma doença, como um câncer de pele”, alerta.

Alexandre Cardoso prefere se exercitar cedo e não abre mão do uso de umidificador em casa

 

O auditor do TCU Alexandre Cardoso pratica musculação quatro vezes por semana e corre nos outros dois dias no Parque Asa Delta, no Lago Sul. “Só descanso um dia por semana, porque estou me aproximando dos 60 [anos]“, conta. Ele afirma que, neste período do ano, é comum sofrer de alergias que causam rinite. Cardoso prefere se exercitar mais cedo para evitar o calor.
“Logo depois eu tomo água de coco, ou algum isotônico, para suprir a perda de sais minerais, além de muita água”, comenta. Mesmo sob o sol mais ameno do início da manhã, Cardoso não se descuida do protetor solar. “Passo protetor solar, não só no rosto, mas no corpo todo. Apesar de ter a pele morena, passo protetor solar no rosto até para trabalhar por causa da radiação da tela [do computador]”, afirma. “Em casa, também costumo umidificar os ambientes”, arremata.
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Ar seco agrava problemas respiratórios e exige atenção redobrada com olhos, nariz e boca https://infformadf.com.br/ar-seco-agrava-problemas-respiratorios-e-exige-atencao-redobrada-com-olhos-nariz-e-boca/ https://infformadf.com.br/ar-seco-agrava-problemas-respiratorios-e-exige-atencao-redobrada-com-olhos-nariz-e-boca/#respond Fri, 01 Aug 2025 11:45:51 +0000 https://infformadf.com.br/?p=43697 Baixa umidade pode comprometer a saúde; saiba cuidados essenciais para este período do ano

Nesta última semana de julho, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo de perigo potencial para Brasília e outras cidades do Distrito Federal, destacando o risco de incêndios florestais e danos à saúde.

O tempo seco e a baixa umidade do ar, comuns na região nesta época do ano, preocupam médicos e especialistas. Quando os índices de umidade caem abaixo de 25%, nível considerado de alerta pelo Ministério da Saúde, o organismo sofre, especialmente nas mucosas que revestem olhos, boca e nariz. As consequências podem ir de desconfortos leves e infecções respiratórias até o agravamento de doenças crônicas.

Esse cenário acende um sinal de alerta também para a população, que precisa reforçar os cuidados com a saúde, adotando medidas de prevenção para enfrentar o período de estiagem com mais segurança.

O médico otorrinolaringologista do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), João Henrique Zanotelli dos Santos, explica que o clima seco afeta diretamente o sistema respiratório do nariz aos pulmões, aumentando a sensibilidade a bactérias e poluentes. “A baixa umidade resseca a mucosa nasal, altera a qualidade do muco e compromete a filtragem do ar. Isso favorece infecções e crises respiratórias”, alerta.

A baixa umidade do ar prejudica a função de defesa dos olhos, nariz e garganta, que normalmente agem como filtros contra agentes externos. “O nariz possui milhares de cílios microscópicos, responsáveis por movimentar o muco e expulsar impurezas. O ressecamento da mucosa afeta esse mecanismo de limpeza, favorecendo o acúmulo de agentes irritantes”, detalha o especialista.

Quando o corpo sente

Arte: IgesDF

Moradora do Guará, Adna Alencar Oliveira, de 42 anos, conta que a sensação de clima seco este ano, para ela, tem sido mais intensa do que nos anos anteriores. Os olhos avermelhados, o nariz ressecado e o constante sentimento de garganta irritada a fizeram redobrar os cuidados com a saúde.

“Meu médico pediu que eu aumentasse a hidratação, usasse colírio várias vezes ao dia e aplicasse soro fisiológico no nariz o tempo todo. Mesmo assim, ainda sinto os efeitos do clima, especialmente à noite. Parece que o corpo inteiro fica mais sensível”, relata.

Mais atendimentos

Nesta época do ano, também aumentam os atendimentos por rinite, sinusite e as internações por asma e bronquiolite, especialmente entre as crianças. O problema se agrava com as temperaturas mais baixas e as oscilações térmicas entre o dia e a noite.

“Além da baixa umidade, há o aumento da poeira, das queimadas e a permanência em ambientes fechados, o que favorece a disseminação de doenças respiratórias”

João Henrique Zanotelli dos Santos, médico otorrinolaringologista

“As infecções são mais comuns porque alguns vírus circulam com maior frequência nesse período. Além da baixa umidade, há o aumento da poeira, das queimadas e a permanência em ambientes fechados, o que favorece a disseminação de doenças respiratórias”, destaca Zanotelli.

O alergologista do IgesDF, Victor Pinheiro, faz um alerta quanto ao uso dos umidificadores. “Apesar de úteis, se não forem limpos com regularidade, podem favorecer a proliferação de fungos. Como alternativa, é possível espalhar recipientes com água pela casa ou usar toalhas úmidas penduradas para aumentar a umidade do ambiente”, lembra.

Confira dicas para aliviar o desconforto e proteger as mucosas

⇒ Beber bastante água ao longo do dia (para adultos pelo menos 2 litros de água livre, ou seja, sucos, leites e bebidas artificiais não contam)
⇒ Utilizar soro fisiológico nasal com frequência
⇒ Aplicar colírios lubrificantes nos olhos
⇒ Usar cremes hidratantes na pele
⇒ Manter ambientes limpos e arejados
⇒ Evitar aglomerações quando estiver doente para evitar a transmissão de vírus
⇒ Utilizar umidificador de ar, especialmente no período noturno

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Período de seca no DF exige maior cuidado com a saúde ocular https://infformadf.com.br/periodo-de-seca-no-df-exige-maior-cuidado-com-a-saude-ocular/ https://infformadf.com.br/periodo-de-seca-no-df-exige-maior-cuidado-com-a-saude-ocular/#respond Tue, 22 Jul 2025 13:56:51 +0000 https://infformadf.com.br/?p=43398 Uso de produtos com lágrimas artificiais é recomendado para prevenir irritações e complicações na visão devido à baixa umidade

Durante os meses de estiagem no Distrito Federal, é comum o aumento das queixas relacionadas à saúde dos olhos. O clima seco, somado ao aumento da poeira e dos ventos mais intensos, compromete a lubrificação natural da superfície ocular. O resultado é ardência, coceira, vermelhidão, sensação de areia nos olhos e até mesmo visão embaçada. Essa condição é conhecida como síndrome do olho seco e exige atenção, especialmente nesta época do ano.

De acordo com o oftalmologista Frederico Loss, da Secretaria de Saúde (SES-DF), a diminuição da umidade relativa do ar prejudica a formação e a estabilidade do filme lacrimal — uma camada fina de proteção que recobre os olhos. Sem essa proteção, a superfície ocular fica mais vulnerável a irritações, inflamações e infecções.

“Um sintoma frequente e que costuma confundir muitas pessoas é o lacrimejamento excessivo. Apesar de parecer um sinal de hidratação, na verdade, é uma resposta do organismo à secura ocular: são lágrimas reflexas que não cumprem a função protetora do filme lacrimal”, explica o médico.

Público mais suscetível

Alguns grupos são mais vulneráveis aos efeitos do clima seco sobre os olhos. Idosos, por exemplo, já produzem menos lágrimas naturalmente. Usuários de lentes de contato estão entre os mais afetados, assim como pessoas que permanecem longos períodos em ambientes com ar-condicionado ou nas telas (como computadores e celulares), além de pacientes com doenças autoimunes. Crianças e pessoas com alergias respiratórias também tendem a apresentar mais sintomas durante o período da seca.

Para aliviar os desconfortos, a principal orientação é o uso de produtos com lágrimas artificiais, que podem ser adquiridos em farmácias sem a necessidade de prescrição médica. “Essa é a recomendação mais importante que podemos dar à população. Para a maioria dos pacientes, esse cuidado simples já traz grande alívio e previne complicações”, destaca Loss.

Não use soro nos olhos

O médico da SES-DF reforça ainda sobre a utilização do soro fisiológico, prática comum, mas inadequada, para lubrificar os olhos. O soro, depois de aberto, é facilmente contaminado por fungos e bactérias e deve ser descartado no mesmo dia. Além disso, não tem a viscosidade ideal para manter a hidratação da superfície ocular.

Caso os sintomas persistam mesmo com o uso de colírios lubrificantes, é fundamental procurar um oftalmologista. A negligência no tratamento pode levar a complicações mais sérias, como lesões na córnea, infecções e perda de acuidade visual, comprometendo a qualidade de vida e o desempenho nas atividades diárias.

Na rede pública do DF, o primeiro contato e avaliação são feitos na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. Para descobrir qual é a sua, basta clicar neste link e colocar o CEP da residência.

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Seca e baixa umidade impactam a saúde de animais de estimação https://infformadf.com.br/seca-e-baixa-umidade-impactam-a-saude-de-animais-de-estimacao/ https://infformadf.com.br/seca-e-baixa-umidade-impactam-a-saude-de-animais-de-estimacao/#respond Sun, 15 Sep 2024 17:16:36 +0000 https://infformadf.com.br/?p=35987

Veterinários alertam para problemas respiratórios e de pele em cães e gatos durante o tempo seco

Brasília, 15 de setembro de 2024 – A seca e a baixa umidade podem comprometer seriamente a saúde de animais de estimação, como cães e gatos. O tempo seco irrita as vias respiratórias dos pets, provocando desconforto e, em casos mais graves, complicações respiratórias. Por isso, é crucial que tutores estejam atentos aos sinais de alerta e adotem cuidados preventivos para garantir o bem-estar dos seus animais.

Especialmente durante a seca, é preciso redobrar os cuidados com cães, gatos e demais animais domésticos, que podem ser diretamente afetados pela baixa umidade do ar | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Mariana Rezende, veterinária da Secretaria do Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema-DF), destaca que a baixa umidade resseca as mucosas das vias aéreas dos pets, aumentando o risco de infecções respiratórias. Além disso, o calor e o ar seco podem agravar problemas preexistentes e causar irritações na pele dos animais.

Uma das principais recomendações é o uso de umidificadores, que ajudam a manter a umidade do ar em níveis adequados, reduzindo o ressecamento das vias respiratórias.

“É importante aspirar o ambiente com frequência e passar um pano úmido nas superfícies para reduzir a poeira”, aconselha Mariana. “Também é fundamental evitar fumaça e produtos de limpeza agressivos, além de manter uma temperatura ambiente confortável.”

Entre os sintomas mais comuns de problemas respiratórios em pets estão tosse persistente, espirros frequentes, dificuldade para respirar e narinas irritadas. Quanto à pele, os animais podem apresentar coceira intensa, pele seca e escamosa, além de lesões cutâneas, especialmente em períodos de seca. Além do uso de umidificadores, Mariana sugere manter a pele dos animais hidratada com xampus específicos e produtos de cuidado dermatológico, sem a necessidade de aumentar a frequência dos banhos.

Alimentação e hidratação

Em relação à alimentação, frutas ricas em água, como melancia e maçã, são boas opções para ajudar a refrescar os pets, com o cuidado de evitar frutas tóxicas como uvas e abacate. Caso os animais tenham intolerância à lactose, o iogurte deve ser evitado, e alternativas como frutas congeladas ou água são recomendadas. Mariana ainda ressalta a importância de oferecer ração úmida e manter água fresca disponível o tempo todo, além de utilizar cubos de gelo ou caldos sem sal para tornar a água mais atraente.

Atendimento veterinário gratuito

Hvep tem atendimento veterinário gratuito | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Para garantir a saúde dos pets, o Hospital Veterinário Público (Hvep) em Taguatinga, Distrito Federal, oferece atendimento gratuito, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h.

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Medidas preventivas e de conscientização do GDF para a temporada de seca e incêndios https://infformadf.com.br/medidas-preventivas-e-de-conscientizacao-do-gdf-para-a-temporada-de-seca-e-incendios/ https://infformadf.com.br/medidas-preventivas-e-de-conscientizacao-do-gdf-para-a-temporada-de-seca-e-incendios/#respond Sun, 26 May 2024 18:53:25 +0000 https://infformadf.com.br/?p=33449 Em 2023, a área destruída pelo fogo no DF diminuiu 70% em comparação com o ano anterior, um reflexo da eficácia das ações implantadas pelos órgãos ambientais e forças de segurança

Brasília, 25 de maio de 2024 – Com a chegada da temporada de seca, o Distrito Federal enfrenta um risco aumentado de incêndios florestais. Para proteger a biodiversidade e mitigar os danos causados por queimadas, o Governo do Distrito Federal (GDF) implementou uma série de medidas preventivas e ações de conscientização.

A Secretaria do Meio Ambiente e Proteção Ambiental (Sema-DF) intensificou suas ações desde o início do ano, investindo na contratação de 150 brigadistas e promovendo educação ambiental junto à comunidade. Em 2023, esses esforços resultaram em uma redução de 70% na área destruída por incêndios comparado ao ano anterior. O secretário Gutemberg Gomes atribui essa melhoria às ações governamentais e ao papel ativo da população no combate às queimadas.

“Blitze educativas são essenciais para aumentar a conscientização ambiental e promover um impacto positivo duradouro na prevenção dos incêndios florestais. Essas ações fortalecem a comunidade na luta contra as queimadas,” afirmou Gomes.

Dados sobre incêndios e resposta rápida

Em 2023, 54 das 86 unidades de conservação e parques administrados pelo Instituto Brasília Ambiental registraram incêndios. No entanto, apenas 4,5% da área total dessas unidades foram afetadas, evidenciando a eficiência da brigada ambiental. Até maio de 2024, foram registradas 38 ocorrências de incêndios, destruindo 124 hectares.

O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, destacou a importância de valorizar os profissionais na linha de frente. “Os brigadistas florestais são essenciais para a preparação e resposta eficiente durante a temporada de seca. Em 2023, a contratação antecipada foi crucial para reduzir as queimadas, e estamos otimistas para este ano.”

Engajamento da população e corpo de bombeiros

A população desempenha um papel fundamental na prevenção de incêndios, adotando cuidados simples que podem fazer a diferença. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) tem realizado rondas em áreas de preservação e capacitado comunidades rurais para identificar e combater pequenos focos de incêndio. Até agora, 150 pessoas foram treinadas em regiões como Planaltina, Sobradinho, Brazlândia, Gama e Jardim Botânico.

Nos próximos meses, 50 novos combatentes florestais passarão por um curso de especialização para estarem preparados para a temporada de incêndios. O Comandante-Geral do CBMDF, coronel Sandro Gomes, enfatiza a importância do apoio da população. “É crucial que a população evite queimadas sem o devido apoio do CBMDF, protegendo nossa fauna, flora, vidas e bens patrimoniais.”

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Defesa Civil alerta sobre a baixa umidade do ar no DF https://infformadf.com.br/defesa-civil-alerta-sobre-a-baixa-umidade-do-ar-no-df/ https://infformadf.com.br/defesa-civil-alerta-sobre-a-baixa-umidade-do-ar-no-df/#respond Thu, 08 Jul 2021 20:48:07 +0000 https://infformadf.com.br/?p=10258 É preciso reforçar os cuidados durante o período para minimizar os efeitos da seca

O Distrito Federal está em estado de alerta devido à baixa umidade do ar. O aviso é da Defesa Civil do DF, feito em função do monitoramento realizado pelo órgão. Isso significa que o ar já está mais seco, o sol brilha intensamente e as chuvas não dão as caras, um pacote que favorece o aparecimento de doenças respiratórias.

Essa é uma condição climática que os brasilienses conhecem bem. E que muitos temem com ardor. Sim, porque, entre o inverno e o início da primavera, a capital do país sofre com este período especialmente delicado e a população sente no corpo o rigor do tempo.

“Nesse período, aumenta o risco do aparecimento de doenças respiratórias, como rinite e sinusite, além de crise de asmas. Também aumentam as crises de dermatites, a pele fica mais seca e os olhos, ressecados”, explica o médico Rafael Melo de Deus, pneumologista do Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

“As pessoas também não devem fazer nenhum tipo de queimada, pois a fumaça gerada pode piorar as condições do ar e causar mais transtornos para a população”Coronel Alan Araújo, subsecretário do Sistema de Defesa Civil

O pneumologista é enfático. As pessoas não devem se medicar por conta própria. Ao sentir as manifestações das doenças, devem procurar um especialista. “O medicamento deve ser prescrito pelo médico”, adverte Rafael Melo de Deus.

A economista Vilma Guimarães, 57 anos, empresária no ramo de perícia judicial, vive em Brasília há 32 anos. Quando a umidade do ar baixa, o nariz sangra, o cansaço aumenta e os cuidados redobram. “O que mais sinto é a questão do nariz, que ainda sangra. Tenho que ter cuidado. Essa semana mesmo ele sangrou um pouco. Também sinto mais cansaço”, explica.

Residente em Águas Claras com a família, Vilma redobra a atenção neste período do ano, começando pelo aumento no consumo diário de água. A lista de cuidados, no entanto, inclui outras alternativas para minimizar a situação. “Procuramos comer comidas mais leves, como frutas, e evitamos fazer exercícios físicos nos horários de pico. Também usamos o umidificador para ajudar a refrescar e, quando está muito seco, deixamos toalhas molhadas pela casa. Além disso, evitamos tomar banho esfregando o corpo”, relata a empresária.

Cartilha

Os cuidados de Vilma poderiam ser inseridos em uma cartilha de conselhos úteis para quem não quer sofrer muito com a baixa umidade do ar. Como bem pode ser atestado pela Defesa Civil do DF que, por sua vez, faz algumas recomendações para a população, em função do alerta emitido.

As recomendações incluem o aumento da ingestão de líquidos, principalmente pelos mais jovens e os mais idosos, que são os grupos da população que mais sofrem com a baixa umidade do ar.

O subsecretário do Sistema de Defesa Civil, coronel Alan Araújo, atenta sobre a necessidade de se evitar a exposição excessiva ao sol, no período compreendido entre 10h e 16h. “Se tiver que sair nesse horário, use protetor solar e roupas leves, que vão poder regular a temperatura interna, com a transpiração”, explica.

“As pessoas também não devem fazer nenhum tipo de queimada, pois a fumaça gerada pode piorar as condições do ar e causar mais transtornos para a população”, aconselha o subsecretário do Sistema de Defesa Civil.

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Governo de Goiás apresenta medidas para garantir segurança hídrica durante estiagem https://infformadf.com.br/governo-de-goias-apresenta-medidas-para-garantir-seguranca-hidrica-durante-estiagem/ https://infformadf.com.br/governo-de-goias-apresenta-medidas-para-garantir-seguranca-hidrica-durante-estiagem/#respond Thu, 27 May 2021 03:03:18 +0000 https://infformadf.com.br/?p=9260 O governador Ronaldo Caiado durante apresentação das medidas que buscam garantir o abastecimento de água durante o período de seca: “Combatemos duramente o desperdício e nossos rios estão sendo cuidados para que possam respirar

Decreto prepara Estado para período sem chuvas e busca evitar racionamento nas regiões metropolitanas de Goiânia e de Anápolis. Documento detalha ações voltadas para preservação das bacias hidrográficas dos Rio Meia Ponte e Piancó, bem como prioriza captação para consumo humano e hidratação de animais

O governador Ronaldo Caiado apresentou, nesta quarta-feira (26/05), as ações de enfrentamento da estiagem nas bacias hidrográficas dos Rio Meia Ponte, na Grande Goiânia, e do Ribeirão Piancó, no município de Anápolis. As medidas definem regras para o fornecimento de água e tem o objetivo de evitar qualquer tipo de racionamento. “O decreto de segurança hídrica é para que solicitemos a toda população que, por favor, tenham consciência na utilização da água”, disse ele.

“Teremos uma estiagem de pelo menos cinco meses, o que aumenta nossa responsabilidade”, afirmou o governador. “Corta no coração ver pessoas com a mangueira aberta, jogando água na calçada ou ao lavar o carro. São os cuidados nos quais pedimos a participação da população”, continuou, ao enumerar diversas ações do Estado voltadas para o uso racional e preservação de rios e suas nascentes. “Combatemos duramente o desperdício e nossos rios estão sendo cuidados para que eles possam respirar. O Meia Ponte, por exemplo, era um rio que não sobrevivia mais. Estava pedindo pelo amor de Deus”, ressaltou.

No decreto, a captação de água no Alto Rio Meia Ponte, em Goiânia, e no Ribeirão Piancó, em Anápolis, tem prioridade para o consumo humano e a hidratação de animais. Neste último há um levantamento dos reservatórios e poços artesianos existentes, bem como identificação das pessoas que utilizam água destes rios. “Ninguém quer impedir as pessoas que produzem, mas sim buscar o momento de uso da água que seja compatível para que não haja sobrecarga durante um período único”, explicou Caiado.

O uso das bacias pode ficar restrito para atividade agropecuária, industrial, comercial, de lazer e outros usos. “O importante é o compromisso de se criar nos 246 municípios uma cultura de fazendas e áreas de produção de água, bem como nascentes e cabeceiras. É um trabalho que tem sido intenso por parte da Saneago, Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, argumentou o governador.

Desde o início da gestão, o governo implementa ações que preparam Goiás para os períodos de estiagem. A titular da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Andréa Vulcanis, explica que, a exemplo das ações de 2019 e 2020, a Pasta elevará o diálogo com os usuários por meio do sistema de monitoramento telemétrico das vazões captadas. A medida vai permitir uma análise profunda da vazão dos afluentes e servirá como termômetro para adoção de iniciativas mais restritivas. O decreto passa a vigorar até o fim do período de seca.

Vulcanis alerta que o cenário deste ano é pior que 2020, mas é um quadro dentro da média dos últimos oito anos, em termos de disponibilidade de lençol freático. “Mas estamos com o plano pronto e, do ponto de vista de organização de toda estrutura e gestão, absolutamente preparados para o decreto”, disse a secretária. “Todos nossos parceiros nas bacias já estão mobilizados, além de 70 motobombas monitoradas eletronicamente, o que significa que os dados chegam na Semad em tempo real, o que é uma novidade. Isso vai permitir o monitoramento de 80% do consumo de água da bacia”, afirmou.

Ações em eixos

O plano de ações foi dividido em três eixos principais. O primeiro, sob responsabilidade da Semad, fará a gestão da crise, definindo critérios de restrição de outorga, captação e suspensão do abastecimento. Também cabe à Secretaria de Meio Ambiente o monitoramento telemétrico e a comunicação com a sociedade sobre o cumprimento de medidas. “O uso inteligente e consciente da água é uma responsabilidade social de todos nós”, destacou a secretária Andréa Vulcani. Os usuários da bacia já têm isso de forma consiste e agora a população das cidades precisa ser avisada. O decreto estabelece parceria entre várias secretarias”, completou.

O segundo eixo, sob comando da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) tem a função de implementar medidas de apoio aos agricultores, para que façam o uso e manejo da água de forma racional. “As chuvas têm se mantido fortes, escassas e ela escoa mais do que infiltra. Esta dificuldade de infiltração é que temos que evitar”, explica o gerente de Agricultura Irrigada, Vitor Hugo Antunes, representante do titular da Seapa, Tiago Freitas de Mendonça. Também cabe à pasta orientar os produtores rurais na execução de ações de recuperação de pastagens degradadas nas bacias, conservação de solos e ações de estímulo à produção sustentável.

O terceiro eixo traz as ações realizadas pela Saneago, que incluem a redução das perdas físicas de água na rede de distribuição, apoio às medições telemétricas feitas em pontos de captação de água e o apoio a implementação de mecanismos hidráulicos em barragens. Além de campanhas de educação e conscientização da população para economia de água.

“Goiás é o estado com a menor média de perdas de água do País. Estamos cerca de 10% abaixo da média”, pontuou Ricardo Soavinski. De acordo com o presidente da companhia, em 2019 esse índice era 29,18% e já está em 27,96%, contra 38% da média nacional. Goiânia, que estava sempre entre a primeira e segunda capitais em perda, passou a ser a menor de todas. “Isso é muito importante. É uma água tratada, na época de seca, escassa, que estava sendo perdida”, frisou Soavinski.

O trabalho de apoio à recuperação de nascentes e mata ciliar também está no escopo de atuação da Saneago, com participação de vários parceiros. “O decreto também traz o desafio de adquirir e apoiar municípios e outras entidades com 300 km de cercamento. Essa aquisição está licitada e com contrato assinado e já estamos apoiando as primeiras propriedades”, alegou o presidente da Saneago.

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Defesa Civil alerta para cuidados no período de estiagem https://infformadf.com.br/defesa-civil-alerta-para-cuidados-no-periodo-de-estiagem/ https://infformadf.com.br/defesa-civil-alerta-para-cuidados-no-periodo-de-estiagem/#respond Tue, 18 May 2021 13:04:32 +0000 https://infformadf.com.br/?p=9054 O órgão envia mensagens, por SMS, à população destacando a importância de tomar os devidos cuidados nesta época

Com umidade marcando 30%, como ocorreu nas horas mais quentes no último final de semana, a Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil, da Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF), chama atenção para os cuidados com a saúde e o meio ambiente neste período.

O Distrito Federal ainda não atingiu os níveis mais críticos do período de estiagem, mas a baixa quantidade de chuvas neste mês de maio, de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), é um alerta para os próximos meses, a partir de junho até meados de outubro, quando a massa de ar seco se estabelece no centro do país.

A Defesa Civil classifica os níveis de umidade em três tipos: estado de atenção, quando a umidade fica entre 20% e 30% por cinco dias consecutivos; estado de alerta, com umidade entre 12% e 20% por três dias consecutivos e o estado de emergência, que é declarado quando a umidade fica abaixo dos 12% por, no mínimo, dois dias consecutivos | Foto: Divulgação / Brasília Ambiental

“Ainda não estamos registrando temperaturas muito altas, mas os cuidados, principalmente com crianças e idosos, devem ser redobrados”, avalia o subsecretário do Sistema de Defesa Civil, coronel Alan Araújo.

De acordo com o subsecretário, é essencial que a população adote medidas para amenizar as sensações causadas pelo período de estiagem. “O mais importante é ingerir bastante água durante todo o dia. Os exercícios físicos também já podem ser evitados no horário entre 10h e 16h. O Distrito Federal não se encontra no período crítico da seca, quando a umidade relativa do ar fica abaixo de 30% por no mínimo três dias consecutivos, mas que os cuidados já podem entrar na rotina dos brasilienses”.

Para receber os alertas da Defesa Civil é necessário fazer um cadastro prévio, enviando o CEP para o número 40199

A Defesa Civil classifica os níveis de umidade em três tipos: estado de atenção, quando a umidade fica entre 20% e 30% por cinco dias consecutivos; estado de alerta, com umidade entre 12% e 20% por três dias consecutivos e o estado de emergência, que é declarado quando a umidade fica abaixo dos 12% por, no mínimo, dois dias consecutivos.

É indicado utilizar vaporizadores, toalhas molhadas e recipientes com água para umidificar os ambientes e ficar atento aos alertas da Defesa Civil. “É importante ter cuidado com as bacias de água e colocá-las em locais adequados, evitando assim um acidente. Pois o morador pode não se atentar. No período da noite é melhor optar pelos umidificadores”, completa o subsecretário.

A Defesa Civil envia mensagens, por SMS, à população destacando a importância de tomar os devidos cuidados neste período. Para receber os alertas é necessário fazer um cadastro prévio, enviando o CEP para o número 40199.

Orientações importantes

➯ Procure manter o corpo sempre bem hidratado. Portanto, beba bastante água, mesmo sem sentir sede. Na hora do lanche ou da sobremesa, dê preferência a frutas ricas em líquidos, como melancia, melão e laranja, por exemplo. Em especial, fique atento à hidratação das crianças, idosos e dos doentes;
➯ Aplique soro fisiológico no nariz e nos olhos para evitar o ressecamento;
➯ Evite a prática de exercícios físicos ao ar livre entre 10h e 17h;
➯ Use produtos para hidratar a pele do rosto e do corpo, pelo menos depois do banho e na hora de deitar;
➯ Coloque chapéus e óculos escuros para proteger-se do sol;
➯ Aproveite o vapor produzido pela água durante o banho para lubrificar as narinas
➯ Coloque toalhas molhadas, recipientes com água ou vaporizadores nos quartos de dormir;
➯ Evite aglomerações e a permanência prolongada em ambientes fechados ou com ar condicionado, pois o ressecamento das mucosas aumenta o risco de infecções das vias aéreas;
➯ Mantenha a casa sempre limpa e arejada. O tempo seco aumenta a concentração de ácaros, fungos e da poeira em móveis cortinas e carpetes;
➯ Procure não usar vassouras que levantam o pó por onde passam. Dê preferência para aspiradores ou panos úmidos;
➯ Ligue ventiladores de teto no modo “exaustor”, com ar direcionado para cima. Ligados para baixo, no modo “ventilação”, levantam a poeira que se mistura no ar;
➯ Lave as mãos com frequência e evite colocá-las na boca e no nariz. Não esqueça de usar máscara de proteção individual, importante neste período para evitar o contágio pelo novo coronavírus.

Os cuidados para evitar incêndios florestais também devem ser lembrados neste período. “Não utilize fogo para limpar terrenos ou pastagens. Caso queira fazer algum aceiro, procure a orientação do CBMDF. Sempre que avistar alguma fumaça ou incêndio na vegetação, ligue 193 e informe o endereço do local e um ponto de referência”, explica o Comandante do Grupamento de Proteção Ambiental (Gpram), Tenente-Coronel Hugo Aritomo Sette Silva. Outro canal para informar sobre a ocorrência de incêndios florestais é o telefone do Grupamento, o 3901-2930.

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