PAPA/DF – INFFORMA – Informação é tudo! https://infformadf.com.br Sun, 12 Apr 2026 16:05:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 Agricultura familiar ganha espaço na rede pública de ensino e movimenta quase R$ 184 milhões no DF https://infformadf.com.br/agricultura-familiar-ganha-espaco-na-rede-publica-de-ensino-e-movimenta-quase-r-184-milhoes-no-df/ https://infformadf.com.br/agricultura-familiar-ganha-espaco-na-rede-publica-de-ensino-e-movimenta-quase-r-184-milhoes-no-df/#respond Sun, 12 Apr 2026 16:05:24 +0000 https://infformadf.com.br/?p=50604 Programas ampliam renda de produtores e reforçam alimentação escolar no DF

Brasília, 12 de abril de 2026 — O Governo do Distrito Federal (GDF) destinou R$ 183,9 milhões à aquisição de alimentos da agricultura familiar entre 2019 e 2025. No período, quase 10 mil produtores participaram das compras públicas, que abastecem principalmente a rede de ensino e ações voltadas à segurança alimentar.

O principal destaque é o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), responsável pela maior parte dos investimentos, com R$ 125 milhões aplicados ao longo dos últimos anos. A partir de 2022, os aportes cresceram de forma contínua, impulsionados também por recursos locais que, em alguns casos, superam significativamente os repasses federais.

Em 2025, por exemplo, a União transferiu R$ 32,4 milhões para o programa, enquanto o GDF investiu R$ 189,1 milhões. Situação semelhante ocorreu em 2024, quando os recursos federais somaram R$ 62,7 milhões, frente a R$ 112,4 milhões de origem distrital. O cenário evidencia a prioridade dada à alimentação escolar e amplia a capacidade de aquisição de produtos da agricultura familiar.

Outros programas também contribuem para o fortalecimento do setor. O Programa de Aquisição da Produção da Agricultura do Distrito Federal (Papa-DF) movimentou R$ 44 milhões, com a compra de mais de 9,6 milhões de quilos de alimentos e participação de mais de 3,3 mil agricultores. Já o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA/TA) registrou R$ 14,8 milhões em investimentos, envolvendo cerca de 2,2 mil produtores, com destaque para os produtos orgânicos, que representaram quase 40% do total adquirido.

Nos programas Papa-DF e Pnae, a comercialização ocorre principalmente por meio de associações e cooperativas, fortalecendo a organização coletiva. Já no PAA/TA, as compras são feitas diretamente com os produtores, ampliando o acesso de agricultores que ainda não integram entidades formais.

A coordenação das aquisições é feita pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), com participação de órgãos como a Secretaria de Educação e a Secretaria de Desenvolvimento Social, responsáveis pela distribuição dos alimentos em escolas e programas assistenciais. Outros equipamentos públicos também são atendidos.

Segundo a pasta, as compras governamentais garantem maior estabilidade aos produtores, reduzindo a dependência das oscilações de mercado e permitindo planejamento da produção. A política também estimula investimentos no campo e amplia a competitividade da agricultura familiar.

Embora seja uma política federal, o Pnae no Distrito Federal tem forte complementação de recursos locais. Em 2025, por exemplo, o repasse da União foi de R$ 32,4 milhões, enquanto o GDF investiu R$ 189,1 milhões | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Além dos hortifrutis, a lista de produtos adquiridos passou a incluir itens de maior valor agregado, como lácteos, mel e pescado, ampliando as cadeias produtivas atendidas. A previsão é de expansão desse mercado, com a inclusão de novos produtos nos próximos anos.

Na prática, os impactos já são percebidos por produtores locais. Na Comunidade da Lagoinha, em Planaltina, agricultores relatam maior segurança financeira e possibilidade de crescimento após a inserção nos programas públicos. O fornecimento regular para a merenda escolar tem garantido renda estável e incentivado a diversificação da produção.

O modelo também contribui para a oferta de alimentos mais frescos nas escolas, devido à proximidade entre produção e consumo. Além disso, reduz perdas logísticas, fortalece a economia regional e mantém a circulação de recursos dentro do próprio Distrito Federal.

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GDF distribui cestas verdes para ampliar segurança alimentar e fortalecer agricultura familiar https://infformadf.com.br/gdf-distribui-cestas-verdes-para-ampliar-seguranca-alimentar-e-fortalecer-agricultura-familiar/ https://infformadf.com.br/gdf-distribui-cestas-verdes-para-ampliar-seguranca-alimentar-e-fortalecer-agricultura-familiar/#respond Sun, 14 Jul 2024 18:32:50 +0000 https://infformadf.com.br/?p=34694

Programa beneficia famílias em vulnerabilidade com frutas e legumes frescos, gerando emprego e renda para pequenos produtores

Brasília, 14 de julho de 2024 – Com o objetivo de ampliar a segurança alimentar e fortalecer a agricultura familiar, o Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), a distribuição de cestas verdes contendo frutas e legumes in natura para famílias em situação de vulnerabilidade social. Este benefício complementa os programas Cartão Prato Cheio e Cesta Emergencial, garantindo alimentos com maior valor nutricional para quem mais precisa.

Desde 2019, o GDF distribuiu mais de 356,1 mil cestas verdes, investindo mais de R$ 12,3 milhões. Cada cesta pesa no mínimo 13 kg e contém produtos adquiridos pelo Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF), vinculado à Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri). A iniciativa não apenas assegura alimentos frescos e saudáveis para famílias em risco de insegurança alimentar, mas também fortalece a agricultura familiar local, gerando emprego e renda para pequenos produtores. “É uma relação em que todos ganham”, afirma Vanderléa Cremonini, subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes.

Todos os meses, cerca de 10 mil cestas são adquiridas para beneficiários do Cartão Prato Cheio. “Quando você concede o benefício de R$ 250 para a aquisição de alimentos, a pessoa tem a autonomia de escolha e algumas acabam priorizando alimentos industrializados e ultraprocessados, que são mais baratos. Com a cesta verde, o governo garante acesso a alimentos com maior valor nutricional”, explica Cremonini.

Todas as cestas distribuídas pelo GDF são entregues na residência dos beneficiários, em data e horário marcados | Foto: Arquivo/Agência Brasília

A Sedes mantém sete contratos ativos com cooperativas de produtores rurais por meio do Papa-DF. “Fizemos dessa forma para atingir o maior número de agricultores em diferentes localidades, distribuindo melhor a renda”, detalha Cremonini. As cestas são entregues diretamente na residência dos beneficiários por empresas transportadoras parceiras da Sedes, uma vez durante o período de recebimento das nove parcelas do Cartão Prato Cheio ou da Cesta Emergencial.

Atualmente, 100 mil famílias dependem do Cartão Prato Cheio, como a de Ildaci Jones, 53 anos, moradora do Recanto das Emas. Desempregada e cuidando de sua mãe doente, Ildaci relata que o apoio do governo foi crucial para sua sobrevivência. “Se não fosse a ajuda do governo com o Prato Cheio e a cesta verde, eu não sei o que seria da gente”, conta.

Relatos similares ecoam entre os beneficiários, como Adriana da Silva Gomes, 36 anos, que elogiou a qualidade dos alimentos recebidos. “Era muita coisa: abóbora, abacate, banana, mandioca, chuchu – tudo enorme e fresquinho”, diz.

Para solicitar os benefícios sociais do GDF, é necessário ir ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo. Os servidores do Serviço de Atendimento e Proteção Integral às Famílias (Paif) avaliam as necessidades e implementam as medidas necessárias para assegurar a proteção básica. Além do Paif, o Cras oferece serviços como Cartão Creche, Cartão Material Escolar, Cartão Prato Cheio, Cartão Gás, Benefício de Prestação Continuada, Carteira de Idoso, Cesta de Alimentos Emergencial e benefícios eventuais.

Atualmente, o Distrito Federal conta com 44 unidades do Cras e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). Desde 2019, reformas foram realizadas em vários equipamentos públicos, resultando em 640 mil atendimentos.

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