OMS – INFFORMA – Informação é tudo! https://infformadf.com.br Sat, 12 Apr 2025 12:37:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 Como a plástica trata e aborda o Lipedema https://infformadf.com.br/como-a-plastica-trata-e-aborda-o-lipedema/ https://infformadf.com.br/como-a-plastica-trata-e-aborda-o-lipedema/#respond Sat, 12 Apr 2025 06:34:53 +0000 https://infformadf.com.br/?p=40869 A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o Lipedema como uma doença e a condição crônica foi incluída na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), considerada uma referência global para identificação da categoria

O Lipedema tem sido uma queixa bastante assídua nos consultórios, majoritariamente atinge às mulheres, e cerca de 10% delas apresenta a doença na idade adulta. Apesar de o problema também afetar a autoestima feminina, abrange muito além de demandas estéticas.

Isto se deve ao fato de quem tem a doença sofre frequentemente com acúmulo de gordura, inchaço, dor, sensação de queimação, hematomas, sensibilidade ao toque e desconforto ao apalpar a região. Existem vários estágios da doença e a condição se caracteriza pelo acúmulo anormal e progressivo de gordura em locais do corpo, sobretudo pernas e quadris, podendo se estender a áreas como glúteos e joelhos. Na maioria das vezes é bastante acentuada a desproporção entre a parte inferior e superior do corpo e, em alguns casos motiva ou acelera o surgimento de problemas emocionais graves, uma vez que pode estimular o desenvolvimento de quadros de ansiedade e depressão.  Além disso, comumente com o decorrer do tempo traz dificuldades na mobilidade física, que fica comprometida devido à intensa sensação de peso ou cansaço nas pernas, o que acarreta danos à qualidade de vida.

Geralmente é indicado um tratamento multidisciplinar que envolve desde a mudança na dieta alimentar, prática de exercícios, terapia de compressão, drenagem linfática, interrupção de terapias hormonais e procedimento cirúrgico. No entanto, é fundamental ressaltar que o Lipedema é uma doença e precisa, portanto, do acompanhamento de especialistas para o controle clínico.

O cirurgião plástico André Eyler, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica  e  da  American  Society  of Plastic  Surgeons,  explica que o Lipedema normalmente é confundido com excesso de celulite, obesidade ou linfedema. “Essa doença do tecido adiposo apresenta a proliferação e inflamação das células do tecido adiposo das extremidades superiores ou inferiores. Isto é, envolve um acúmulo patológico e gradual de células de gordura. Mas, o resultado das células de gordura é desencadeado por fatores genéticos e hormonais e, ainda associado a problemas circulatórios e retenção de líquidos. Lembrando que uma alimentação rica em carboidratos, açúcar, carne vermelha, processados e bebida alcoólica agravam mais o quadro”, afirma o médico.

De acordo com o Dr. Eyler, a lipoaspiração tumescente é o procedimento cirúrgico mais recomendado, que possibilita  retirar as células de gordura anormais.  “A lipoaspiração para tratar o Lipedema não é uma cirurgia de cunho estético, porque o objetivo central é a solução efetiva contra a dor e a tensão na articulação causada pela condição física. O compartimento com muita gordura vai acumulando linfa, o líquido que integra o sistema linfático, e o retorno venoso se torna inadequado, o que sugere que existe em alguns casos também o linfedema. Já a intervenção corrige estes pontos e melhora significativamente a mobilidade” destaca.

O especialista assinala que a lipoaspiração tumescente, técnica minimamente invasiva, é aplicada com infiltração de solução salina com anestésico e adrenalina na região com o Lipedema, que ajuda a diluir a gordura e facilita deste modo a sua remoção feita através de cânulas finas. Pode ser aplicada no estágio inicial, moderado ou avançado da doença e traz um efeito duradouro. Além de agir no tópico mais importante, ou seja, reduzir sintomas como dores, hipersensibilidade e peso nas pernas, a paciente ainda recupera o contorno corporal e permite que elas se sintam mais confortáveis e satisfeitas em suas próprias peles.

“O uso também de infiltração anestésica tem ação em proporcionar menor perda de sangue e menos trauma. A resposta endócrino-metabólica ao trauma cirúrgico é baixa, especialmente pelo bloqueio de transmissão da dor para o cérebro, assim como o anestésico age como um importante antiinflamatório. Tudo isso resulta em menos edema, dor e desgaste do organismo”, acrescenta.

O diagnóstico do Lipedema para a comprovação médica precisa de uma avaliação clínica, exame físico e o histórico detalhado do paciente e dos sintomas. “Os exames de ultrassom, ressonância magnética e testes de função linfática completam  o  diagnóstico e  a  gravidade  da condição crônica”, finaliza o cirurgião plástico.

Serviço:

Instagram @dr.andreeyler

]]>
https://infformadf.com.br/como-a-plastica-trata-e-aborda-o-lipedema/feed/ 0
Ômicron representa risco global “muito alto”, diz OMS https://infformadf.com.br/omicron-representa-risco-global-muito-alto-diz-oms/ https://infformadf.com.br/omicron-representa-risco-global-muito-alto-diz-oms/#respond Mon, 13 Dec 2021 14:55:19 +0000 https://infformadf.com.br/?p=14057 Dados sobre gravidade, no entanto, são limitados

A variante Ômicron, do coronavirus, já detectada em mais de 60 países, representa risco global “muito alto”, com evidências de que foge à proteção vacinal, mas os dados clínicos sobre sua gravidade continuam limitados, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Ômicron está rodeada de incertezas consideráveis. Detectada pela primeira vez no mês passado na África do Sul e em Hong Kong, ela tem mutações que podem levar à maior transmissibilidade e a mais casos de covid-19, informou a OMS em resumo técnico divulgado nesse domingo (12).

“O risco geral relacionado à nova variante de preocupação Ômicron permanece muito alto por uma série de razões”, disse a entidade, reiterando a avaliação inicial que fez da cepa em 29 de novembro.

“E, em segundo lugar, as evidências preliminares sugerem potencial fuga imunológica humoral contra infecções e altas taxas de transmissão, o que poderia levar a novos surtos com graves conseqüências”, acrescentou a organização, referindo-se à potencial capacidade do vírus de escapar da imunidade proporcionada pelos anticorpos.

A OMS citou algumas evidências preliminares de que o número de pessoas sendo reinfectadas com o vírus aumentou na África do Sul.

Embora as descobertas preliminares na África do Sul sugiram que a Ômicron pode ser menos grave que a variante Delta – atualmente dominante em todo o mundo – e todos os casos relatados na região da Europa tenham sido leves ou assintomáticos, ainda não está claro até que ponto a Ômicron pode ser inerentemente menos virulenta, disse a OMS.

“São necessários mais dados para entender o perfil de gravidade. Mesmo que a gravidade seja potencialmente menor do que para a variante Delta, é esperado que as hospitalizações aumentem como resultado do aumento da transmissão. Mais hospitalizações podem representar um fardo para os sistemas de saúde e levar a mais mortes.”

Mais informações sobre a nova variante são esperadas para as próximas semanas, afirmou a OMS.

]]>
https://infformadf.com.br/omicron-representa-risco-global-muito-alto-diz-oms/feed/ 0
OMS diz que proteção de vacinas contra covid-19 é de seis meses https://infformadf.com.br/oms-diz-que-protecao-de-vacinas-contra-covid-19-e-de-seis-meses/ https://infformadf.com.br/oms-diz-que-protecao-de-vacinas-contra-covid-19-e-de-seis-meses/#respond Thu, 09 Dec 2021 18:35:59 +0000 https://infformadf.com.br/?p=14003 Estimativa foi feita com base em vários estudos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirma que a duração da imunização dada pelas vacinas contra a covid-19 é de seis meses. A estimativa foi por meio do cruzamento de vários estudos já realizados.

Kate o’bryan, especialista em vacinas da OMS, explica que a proteção de até seis meses não desaparece completamente depois desse período. Mas durante meio ano, o risco de doença grave, internação ou morte diminui drasticamente.

As informações de Kate foram dadas hoje (9), em entrevista coletiva.

A OMS indica que o risco de infecção por covid-19 é baixo durante seis meses após a aplicação da vacina.

África

Em nota divulgada hoje, a organização informou que o número de casos de covid-19 na África quase duplicou em uma semana, mas salientou que “há sinais de esperança”, já que o número de hospitalizações se mantém baixo.

A OMS adiantou que a investigação está sendo intensificada para determinar se a variante Ômicron é responsável pelo número de casos na África. Houve mais 107 mil casos na última semana, quase o dobro dos 55 mil da semana anterior.

“Cinco países representaram 86% dos casos da última semana, com a África Austral registrando a maior subida, de 140%, principalmente motivada pelo aumento na África do Sul”, acrescenta o comunicado.

A OMS destaca, no entanto, que o aumento de casos não parece ter uma correspondência com o número de hospitalizações, o que permite antever que apesar de muito contagiosa, a variante Ômicron não é mais perigosa que as anteriores.

“Os dados que estamos recebendo da África do Sul indicam que a Ômicron pode causar uma doença menos severa”, já que o número de hospitalizações está em 6,3%, “o que é muito baixo comparado com o mesmo período, quando o país enfrentava o pico da variante. Delta, em julho”, diz a organização.

O continente africano representa 46% dos quase mil casos de Ômicron registrados por 57 países em várias regiões do mundo, dez deles africanos.

]]>
https://infformadf.com.br/oms-diz-que-protecao-de-vacinas-contra-covid-19-e-de-seis-meses/feed/ 0
OMS diz que é cedo para estabelecer se Ômicron tem maior gravidade https://infformadf.com.br/oms-diz-que-e-cedo-para-estabelecer-se-omicron-tem-maior-gravidade/ https://infformadf.com.br/oms-diz-que-e-cedo-para-estabelecer-se-omicron-tem-maior-gravidade/#respond Thu, 09 Dec 2021 08:18:32 +0000 https://infformadf.com.br/?p=13993 Variante já foi detectada em 57 países

A variante Ômicron já foi detectada em 57 países, no entanto mais de 99% dos casos de covid-19 continuam a ser causados pela Delta. Embora a nova cepa do coronavírus esteja se disseminando rapidamente pela África do Sul, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que ainda é cedo para tirar conclusões sobre a sua transmissibilidade ou o impacto no combate à pandemia em nível global.

Na África do Sul, onde a Ômicron foi registrada pela primeira vez, a incidência continua a aumentar, tendo sido notificados 62.021 novos casos entre 29 de novembro e 5 de dezembro – um aumento de 111% em relação à semana anterior, de acordo com o último relatório epidemiológico da OMS. Até agora, segundo o mesmo documento, já foram detectados casos da variante em 57 países.

“Considerando, no entanto, a circulação predominante da variante Delta em muitos países, particularmente na Europa e nos Estados Unidos, é muito cedo para tirar qualquer conclusão sobre o impacto que a Ômicron terá na epidemiologia global de covid-19”, esclarecem os especialistas no relatório divulgado nessa quarta-feira (8), antes de entrevista coletiova da OMS.

O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças estima que essa variante mais recente se torne dominante na Europa nos próximos meses. Porém, os especialistas consideram que é necessária mais informação para verificar se a Ômicron é mais infeciosa do que as outras estirpes ou se as vacinas poderão ser menos eficazes.

“Embora pareça haver provas de que a variante Ómicron pode ter uma vantagem de crescimento sobre outras em circulação, não se sabe se isso significa que tem maior transmissibilidade”, acrescenta o relatório.

Impacto

Na entrevista coletiva de ontem, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, pediu o compartilhamento de informação das autoridades nacionais com a comunidade internacional relativas à Ômicron, para melhor acompanhamento, lembrando que os dados que existem e a informação que se conhece são preliminares e que é muito cedo para conclusões sólidas em relação à variante.

“Dados preliminares da África do Sul sugerem um risco de reinfeção mais elevado com a Ômicron, mas são necessários mais dados para tirar conclusões sólidas. Existem também elementos que fazem pensar que a Ômicron provoca sintomas menos graves do que a Delta, mas também aqui é ainda demasiado cedo para haver certeza”, afirmou.

O diretor-geral da OMS admitiu que a Ômicron “pode ter grande impacto no desenvolvimento da pandemia”, mas insistiu que é cedo para conclusões definitivas sobre a eficácia das vacinas atuais contra a covid-19 em relação à nova variante, assim como sobre os tratamentos, a transmissibilidade e outros fatores.

“Temos de perceber bem se a variante Ômicron pode substituir a Delta e, por isso, pedimos aos países que aumentem a vigilância, os testes e a sequenciação genética”, insistiu.

De acordo com o documento, nos últimos 60 dias, dos 900 mil casos analisados pela rede global de laboratórios Gisaid (umas das redes de análise do SARS-CoV-2 com que trabalha a OMS), mais de 99% continuam a ser causados pela variante Delta e apenas 713 (0,1 por cento) pela Ômicron. No entanto, em uma semana, os casos de Ômicron detectados pela rede Gisaid passaram de 14 para os atuais 713.

Além disso, a Ómicron já supera os casos de outras variantes detectadas anteriormente, como a Alfa ou a Gama.

Internações

Na África do Sul, foi registrado aumento de 82% nas internações por covid-19 durante a semana até 4 de dezembro, mas ainda não se determinou quantos desses casos foram causados pela Ômicron. Os especialistas estimam que entre 60% e 80% da população sul-africana já foram infectada pela nova cepa do coronavírus, estando vacinados apenas cerca de 35%.

Os dados ainda não são suficientes para concluir se essa estirpe poderá provocar doença mais grave, mas dos 212 casos confirmados em 6 de dezembro na União Europeia, todos foram classificados como assintomáticos ou leves.

A OMS considera que “mesmo que a gravidade seja igual ou potencialmente menor do que a da Delta, prevê-se que as internações aumentem se mais pessoas forem infectadas”.

“É preciso ter mais informação para compreender totalmente o quadro clínico das pessoas infectadas com a Ômicron”, adianta o relatório.

Na semana passada, a OMS informou que dados preliminares sugeriam que as mutações da Ômicron podem reduzir a capacidade de proteção imunitária em pessoas recuperadas ou vacinadas contra uma reinfeção. No entanto, ainda não há informação suficiente para essa conclusão.

A farmacêutica Pfizer divulgou resultados preliminares de um estudo que sugere que duas doses de sua vacina contra a covid-19 são eficientes para neutralizar a variante, mas que são necessárias três doses para uma inoculação eficaz.

A Deborah Cromer, investigadora do Insitituto Kirby da Universidade de Nova Gales do Sul, afirmou ao The Guardian que há “dados preliminares que indicam quebra na imunidade contra a Ômicron”, de acordo com análises do sangue de pessoas que recuperaram da covid-19 ou que já foram vacinadas.

“Todos os estudos mostram menos imunidade contra a Ômicron do que contra a estirpe original do coronavírus, no entanto, as quedas registadas variam muito”, disse. “Os resultados que obtivemos, até agora, da imunidade das pessoas contra a nova cepa variam de metade a um quadragésimo da imunidade presente contra a estirpe original”.

Por isso, os especialistas acreditam que é necessário um reforço na imunidade para garantir mais proteção contra a variante.

O secretário-geral da OMS reafirmou também, ontem, a necessidade de acelerar a vacinação contra a covid-19 da população de maior risco.

“Se os países esperarem seus hospitais começarem a ficar cheios, será demasiado tarde, temos de agir já”.

A variante Ômicron, classificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde, foi detectada na África Austral e desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em 24 de novembro, foram notificadas infeções em vários países de todos os continentes.

]]>
https://infformadf.com.br/oms-diz-que-e-cedo-para-estabelecer-se-omicron-tem-maior-gravidade/feed/ 0
OMS considera que vacinação obrigatória deve ser último recurso https://infformadf.com.br/oms-considera-que-vacinacao-obrigatoria-deve-ser-ultimo-recurso/ https://infformadf.com.br/oms-considera-que-vacinacao-obrigatoria-deve-ser-ultimo-recurso/#respond Tue, 07 Dec 2021 15:27:29 +0000 https://infformadf.com.br/?p=13939 Diretor da OMS, Hans Kluge (Foto Alexander Astafyev/Reuters)

Apelo foi feito pelo diretor da organização para a Europa

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa lançou nesta terça-feira (7) um apelo para que vacinação obrigatória seja adotada apenas como último recurso.

Hans Kluge disse que primeiro é importante sensibilizar a população para a importância de receber a vacina. Só depois de esgotadas todas as alternativas, será aceitável forçar a vacina aos europeus, acrescentou.

“A obrigatoriedade em relação à vacina é um último recurso absoluto e aplicável apenas quando todas as opções viáveis para melhorar as taxas de vacinação tiverem sido esgotadas”, afirmou.

Quanto à variante Ômicron, Kluge informou que, até ontem, havia 432 casos confirmados da nova variante em território europeu, incluindo 21 países.

Crianças

Em entrevista coletiva online, o diretor da OMS pediu, diante da evolução da pandemia de covid-19, melhor proteção das crianças de 5 a 14, atualmente a faixa etária mais afetada.

Ele fez ainda um apelo para “estabilizar” a crise pandêmica, defendendo a necessidade de promover a vacinação e aplicar medidas como o uso de máscaras, a ventilação de espaços fechados e a testagem. Manifestou-se “cauteloso” e “preocupado” com a variante Ômicron.

]]>
https://infformadf.com.br/oms-considera-que-vacinacao-obrigatoria-deve-ser-ultimo-recurso/feed/ 0
Diretora da OMS diz que mundo está entrando em quarta onda de covid-19 https://infformadf.com.br/diretora-da-oms-diz-que-mundo-esta-entrando-em-quarta-onda-de-covid-19/ https://infformadf.com.br/diretora-da-oms-diz-que-mundo-esta-entrando-em-quarta-onda-de-covid-19/#respond Tue, 23 Nov 2021 09:00:07 +0000 https://infformadf.com.br/?p=13476 Vírus continua evoluindo com variantes mais transmissíveis, afirma

O mundo está entrando em uma quarta onda da pandemia do novo coronavírus. A avaliação é da diretora-geral adjunta de acesso a medicamentos e produtos farmacêuticos da Organização Mundial da Saúde (OMS), a brasileira Mariângela Simão. Ela abordou a situação da pandemia em conferência na abertura no Congresso Brasileiro de Epidemiologia.

“Estamos vendo a ressurgência de casos de covid-19 na Europa. Tivemos nas últimas 24 horas mais de 440 mil novos casos confirmados. E isso que há subnotificação em vários continentes. O mundo está entrando em uma quarta onda, mas as regiões têm tido um comportamento diferente em relação à pandemia”, declarou Mariângela Simão.

Segundo ela, o vírus continua evoluindo com variantes mais transmissíveis. Mas em razão da vacinação houve uma dissociação entre casos e mortes, pelo fato da vacinação ter reduzido os óbitos decorrentes da covid-19. Ela lembrou que a imunização reduz as hospitalizações mas não interrompe a transmissão.

A diretora avaliou que os novos picos na Europa se devem à abertura e flexibilização das medidas de distanciamento no verão, além do uso inconsistente de medidas de prevenção em países e regiões.

“O aumento da cobertura vacinal não influencia na higiene pessoal, mas tem associação com diminuição do uso de máscaras e distanciamento social. Além disso, há desinformação, mensagens contraditórias que são responsáveis por matar pessoas”, pontuou a diretora-geral adjunta da OMS.

Um problema grave, acrescentou, é a desigualdade no acesso às vacinas no mundo. “Foram aplicadas mais de 7,5 bilhões de doses. Em países de baixa renda, há menos de 5% das pessoas com pelo menos uma dose. Um dos fatores foi o fato de os produtores terem feito acordos bilaterais com países de alta renda e não estarem privilegiando vacinas para países de baixa renda”, analisou.

Outro obstáculo é a concentração em poucos países que dominam tecnologias utilizadas para a produção de vacinas, como o emprego do RNA mensageiro, como no caso do imunizante da Pfizer-BioNTech.

Mariângela Simão considera que o futuro da pandemia depende de uma série de fatores. O primeiro é a imunidade populacional, resultante da vacinação e da imunização natural. O segundo é o acesso a medicamentos. O terceiro é como irão se comportar as variantes de preocupação e do quão transmissíveis elas serão.

O quarto é a adoção de medidas sociais de saúde pública e a aderência da população a essas políticas. “Onde medidas de saúde pública são usadas de forma inconsistente os surtos continuarão a ocorrer em populações suscetíveis”, projetou.

A diretora da OMS defendeu que além das medidas de prevenção é preciso assegurar a equidade no acesso a vacinas, terapias e testagens. “É vacinas, mas não somente vacinas”, resumiu.

Américas e Brasil

Ao avaliar a situação das Américas e do Brasil, Mariângela Simão afirmou que as Américas vêm tendo um comportamento de transmissão comunitária continuada, com ondas repetidas.

Quanto ao Brasil, ela avaliou que o programa de vacinação está andando bem. Mas, a partir da situação na Europa, se mostrou receosa com o futuro da pandemia no Brasil pelas discussões em curso sobre o carnaval.

“Me preocupa quando vejo no Brasil a discussão sobre o Carnaval. É uma condição extremamente propícia para aumento da transmissão comunitária. Precisamos planejar as ações para 2022”, alertou.

Congresso

O Congresso Brasileiro de Epidemiologia teve início nesta segunda-feira (22) e irá até a sexta-feira (26). O evento é uma promoção da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e contará com diversas palestras, debates e apresentações de trabalhos científicos. Mais informações em https://zandaeventos.com.br/epi/index.php.

Edição: Aline Leal

]]>
https://infformadf.com.br/diretora-da-oms-diz-que-mundo-esta-entrando-em-quarta-onda-de-covid-19/feed/ 0
Fiocruz é selecionada pela OMS para produzir vacina contra Covid-19 https://infformadf.com.br/fiocruz-e-selecionada-pela-oms-para-produzir-vacina-contra-covid-19/ https://infformadf.com.br/fiocruz-e-selecionada-pela-oms-para-produzir-vacina-contra-covid-19/#respond Thu, 23 Sep 2021 16:09:24 +0000 https://infformadf.com.br/?p=11783 (foto Raquel Portugal)

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) foi escolhido como centro para produção de vacinas na América Latina. Objetivo da iniciativa é ampliar acesso aos imunizantes na região

A Organização Mundial da Saúde (OMS) selecionou, nesta terça-feira (21), o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fiocruz para ser um dos centros de produção de vacinas na América Latina. A tecnologia utilizada no imunizante contra a Covid-19 será a de RNA mensageiro, cujo estudo já vem sendo desenvolvido e está na fase pré-clínica.

A Fiocruz informou que a vacina de mRNA é baseada na tecnologia de RNA auto-replicativo e expressa não somente a proteína Spike, chamada proteína “S”, mas também a proteína “N” do coronavírus, o que resulta em uma melhor resposta imunológica. “Essa tecnologia demanda menos necessidades produtivas, atingindo uma escala em termos de doses superior à de outras vacinas de mRNA. Isto permite que o seu custo seja inferior ao de outras vacinas semelhantes, possibilitando a ampliação ao seu acesso”, informou a Fundação por nota.

O diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, afirma que essa é mais uma importante conquista para o Instituto. “Essa é uma vacina que está sendo desenvolvida internamente e contará com apoio de especialistas, indicados pela a OMS e pela OPAS [Organização Pan-Americana de Saúde]. Assim, vamos poder continuar apoiando o acesso mais equitativo às vacinas no âmbito mundial”. Ele também enfatizou que ter o domínio sobre a plataforma de última tecnologia, como é a do RNA mensageiro, vai permitir elaborar imunizantes para outras doenças futuramente.

A OMS lançou chamada mundial em de abril de 2021 para ampliar a capacidade de produção e o acesso às vacinas contra a Covid-19 nas Américas. Além da Fiocruz, uma instituição de imunobiologia argentina também foi escolhida pelo comitê de especialistas da OPAS. Mais de 30 instituições científicas latino-americanas participaram da seleção.

Tecnologia para América Latina e Caribe

Finalizado os estudos e testes da vacina contra a Covid-19, ela passará pelo processo de análise da OMS, que determinará se está dentro dos padrões internacionais de qualidade, segurança e eficácia. Em seguida, o imunizante será oferecido aos estados-membros e territórios da América Latina e Caribe que fazem parte da OPAS.

A Fiocruz esclareceu que o projeto da vacina contou com recursos do Ministério da Saúde e de emendas parlamentares. O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos – Bio-Manguinhos já dispõe de aparato e instalações suficientes para a produção do imunizante, não sendo necessária a construção de uma nova fábrica.

Covid no Brasil

O País registrou 876 mortes nas últimas 24h e 36.473 novos casos confirmados, segundo último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde. O número de recuperados é de 20.295.538.

Taxa de Letalidade por Estado

  • Rio de Janeiro – 5,12%
  • São Paulo – 3,41%
  • Amazonas – 3,22%
  • Pernambuco – 3,18%
  • Maranhão – 2,86%
  • Pará – 2,82%
  • Goiás – 2,74%
  • Ceará – 2,61%
  • Alagoas – 2,60%
  • Paraná – 2,58%
  • Minas Gerais – 2,56%
  • Mato Grosso do Sul – 2,56%
  • Mato Grosso – 2,55%
  • Rondônia – 2,46%
  • Rio Grande do Sul – 2,42%
  • Piauí – 2,19%
  • Bahia – 2,18%
  • Sergipe – 2,16%
  • Espírito Santo – 2,16%
  • Distrito Federal – 2,11%
  • Paraíba – 2,11%
  • Acre – 2,09%
  • Rio Grande do Norte -1,99%
  • Tocantins – 1,68%
  • Santa Catarina – 1,62%
  • Amapá – 1,61%
  • Roraima – 1,58%
  • Brasil –  2,78%

Fonte: Brasil 61

]]>
https://infformadf.com.br/fiocruz-e-selecionada-pela-oms-para-produzir-vacina-contra-covid-19/feed/ 0
OMS pede colaboração para investigar origens do novo coronavírus https://infformadf.com.br/oms-pede-colaboracao-para-investigar-origens-do-novo-coronavirus/ https://infformadf.com.br/oms-pede-colaboracao-para-investigar-origens-do-novo-coronavirus/#respond Fri, 23 Jul 2021 13:37:34 +0000 https://infformadf.com.br/?p=10538

China rejeitou plano de prosseguir com as investigações

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu hoje (23) que todos os países trabalhem juntos para investigar as origens do coronavírus que causa a covid-19, um dia depois de a China rejeitar planos para mais checagens a laboratórios e mercados em seu território.

Os primeiros casos de covid-19 em humanos foram registrados na cidade de Wuhan, região central da China, em dezembro de 2019. A China várias vezes rechaçou teorias de que o vírus vazou de um laboratórios.

Este mês, a OMS propôs que as investigações na China prosseguissem, mas o vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde do país, Zeng Yixin, disse na quinta-feira que não aceitaria a proposta como ela foi apresentada.

Ao ser questionado sobre a rejeição da China, o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, disse durante uma reunião da ONU, em Genebra, que o objetivo não era encontrar culpados. “Isto não é sobre política, não é sobre encontrar culpados.”

“É basicamente um requisito que todos temos de tentar entender: como o patógeno entrou na população humana. Nesse sentido, os países têm a responsabilidade de trabalhar juntos e trabalhar com a OMS em espírito de parceria.”

Uma equipe liderada pela OMS passou quatro semanas em Wuhan e nos arredores com cientistas chineses e disse em um relatório conjunto, em março, que o vírus havia provavelmente sido transmitido de morcegos para humanos por meio de outro animal, mas que mais pesquisas eram necessárias.

]]>
https://infformadf.com.br/oms-pede-colaboracao-para-investigar-origens-do-novo-coronavirus/feed/ 0