IBGE – INFFORMA – Informação é tudo! https://infformadf.com.br Thu, 09 Jul 2026 14:31:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 Inscrições para processo seletivo do IBGE terminam nesta quinta-feira https://infformadf.com.br/inscricoes-para-processo-seletivo-do-ibge-terminam-nesta-quinta-feira/ https://infformadf.com.br/inscricoes-para-processo-seletivo-do-ibge-terminam-nesta-quinta-feira/#respond Thu, 09 Jul 2026 10:29:38 +0000 https://infformadf.com.br/?p=52935 Instituto oferece 8.238 vagas temporárias para o Censo Agropecuário com salários entre R$ 2,1 mil e R$ 4 mil, além de benefícios e cadastro de reserva

Da Redação

As inscrições para o processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para contratação de profissionais temporários do 2º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola terminam nesta quinta-feira (9), às 14h. O prazo foi prorrogado por meio de edital de retificação.

São oferecidas 8.238 vagas de nível médio distribuídas em cinco funções. As remunerações variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, conforme o cargo, com direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias e décimo terceiro proporcionais.

A seleção será feita por meio de prova objetiva, com aplicação prevista para o dia 27 de setembro. O exame terá 60 questões e exigirá nota mínima para aprovação. O edital prevê reserva de vagas para candidatos pretos e pardos (25%), pessoas com deficiência (5%), indígenas (3%) e quilombolas (2%).

Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses, com possibilidade de prorrogação até o limite de 48 meses. O processo também formará cadastro de reserva para eventuais convocações futuras.

 

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Vigilância Sanitária lança guia sobre classificação de atividades na saúde https://infformadf.com.br/vigilancia-sanitaria-lanca-guia-sobre-classificacao-de-atividades-na-saude/ https://infformadf.com.br/vigilancia-sanitaria-lanca-guia-sobre-classificacao-de-atividades-na-saude/#respond Thu, 14 May 2026 17:13:29 +0000 https://infformadf.com.br/?p=51385 Material orienta empresas sobre regras para funcionamento e licenciamento sanitário

Brasília, 14 de maio de 2026 – A Vigilância Sanitária do Distrito Federal disponibilizou um guia de bolso com orientações sobre a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnae) aplicada ao setor de saúde. O material tem como objetivo facilitar o entendimento das exigências legais para abertura e funcionamento de empresas da área.

O código Cnae é utilizado para identificar a atividade principal e as atividades secundárias de uma empresa, sendo indispensável para emissão do CNPJ, definição do regime tributário, emissão de notas fiscais e cálculo de impostos.

Segundo a gerente de Serviços de Saúde da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Ana Paula Prudente, o guia funciona como ferramenta de apoio para simplificar o processo de licenciamento sanitário e garantir que os estabelecimentos atuem dentro da legalidade desde o início das atividades.

A classificação é gerenciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e auxilia na fiscalização sanitária, além de proporcionar maior segurança jurídica aos empreendedores.

De acordo com a Vigilância Sanitária, o cumprimento das normas garante que os estabelecimentos possuam estrutura adequada para os serviços oferecidos. Em atividades hospitalares, por exemplo, é obrigatória a existência de internação, enquanto unidades de pronto atendimento devem contar com leitos de observação.

O guia também destaca que a escolha correta da Cnae ajuda clínicas e empresas a evitarem sanções administrativas, como multas e interdições. O documento cita casos de clínicas de estética que realizam procedimentos invasivos e precisam declarar corretamente esse tipo de atividade no processo de licenciamento.

Ana Paula Prudente ressaltou que a adequação às normas da Vigilância Sanitária assegura infraestrutura apropriada e supervisão técnica qualificada, contribuindo para a segurança dos pacientes e a qualidade dos serviços prestados.

O Guia de bolso Cnae para Serviços de Saúde está disponível digitalmente no site da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Empreendedores também podem esclarecer dúvidas junto à Gerência de Serviços de Saúde por telefone ou e-mail.

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Empregos, renda e novos investimentos impulsionam economia do Distrito Federal https://infformadf.com.br/empregos-renda-e-novos-investimentos-impulsionam-economia-do-distrito-federal/ https://infformadf.com.br/empregos-renda-e-novos-investimentos-impulsionam-economia-do-distrito-federal/#respond Tue, 28 Oct 2025 12:14:42 +0000 https://infformadf.com.br/?p=46324 Segundo pesquisa do IBGE, setor foi o que mais cresceu na capital federal, com alta de 8,4% e salários acima da média nacional; entidades e empresários apontam o apoio do GDF como um dos responsáveis pelo aumento

O Distrito Federal alcançou, em 2023, o maior número de unidades industriais com cinco ou mais empregados desde o início da série histórica da Pesquisa Industrial Anual — Empresa (PIA-Empresa), do IBGE, iniciada em 2007. Embora represente uma fatia relativamente pequena do Produto Interno Bruto (PIB) do DF — 3,9% em 2022 —, a indústria foi o setor com maior crescimento em volume naquele ano, com alta de 8,4%, superando inclusive os serviços, que cresceram 3,7%. Os dados de 2023 são os mais recentes levantados pelo IBGE.

Ao todo, foram contabilizados 1.408 estabelecimentos industriais, que, juntos, geraram R$ 10,7 bilhões em receita líquida de vendas. Desse total, R$ 3 bilhões vieram da indústria de alimentos, enquanto o setor de minerais não metálicos representou 27,9% do Valor de Transformação Industrial (VTI), consolidando-se como uma das principais frentes produtivas locais. Os dados demonstram um avanço estratégico e sustentável, amparado por políticas públicas, incentivos econômicos, formação de mão de obra qualificada e melhorias no ambiente de negócios.

Pesquisa do IBGE contabilizou mais de 1,4 mil empresas no DF em 2023 | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

 

“O setor produtivo é extremamente importante para a economia de qualquer estado. É ele que gera riqueza, que gera oportunidade. A partir do momento em que você dá condições para ele crescer, a consequência é a contratação de novas pessoas. O que a indústria mais precisa hoje é de gente qualificada para que possa assumir qualquer vaga de emprego que vem surgindo, e nós estamos lançando um pacote de quase 50 mil qualificações profissionais para finalizar até o final do ano, dando oportunidade para quem queira aprender uma nova profissão”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes.

Segundo o gestor, além de essencial para os trabalhadores, a qualificação tem potencial de melhorar os resultados das empresas. “Quando os empresários contratam alguém já qualificado, já preparado, é muito mais barato, pois ele não tem que qualificar na própria empresa. É um trabalho de formiguinha que cada um vai fazendo um pouquinho, e no final todo mundo sai ganhando”, destaca Thales Mendes.

Até agosto, mais de 110 mil pessoas haviam sido qualificadas nos programas Renova-DF e QualificaDF | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

 

Entre os projetos de qualificação profissional da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) estão o QualificaDF e o QualificaDF Móvel, que promovem cursos profissionalizantes gratuitos nas áreas de agronegócio, comércio, serviços, saúde e informática; e o Renova-DF, cujo intuito é promover a formação profissional da população, ao mesmo tempo que propicia a reforma de espaços públicos. O programa oferece auxílio de um salário mínimo para os participantes, além de vale-transporte e seguro contra acidentes pessoais. Até agosto, mais de 110 mil pessoas haviam sido qualificadas nos dois programas.

Foi graças ao Renova-DF que Jéssica Lopes, 28 anos, conseguiu entrar no mercado de trabalho. “Eu vim de Uberlândia, tinha acabado de perder minha avó, peguei meu marido, meu menino, deixei dois filhos pra trás e vim para o DF em 2021. Fiquei em abrigo, meu marido ficou na rua e eu falava: ‘Meu sonho é entrar no Renova’. E assim eu fiz. Me ligaram e falaram que eu tinha sido chamada pelo Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. A partir desse momento, foi uma experiência maravilhosa”, lembra a jovem que, hoje, mudou de emprego e trabalha em uma padaria. “Eu estava em uma situação ruim, devendo quatro meses de aluguel, apertada, passando fome. Depois do Renova foi uma coisa muito mágica”.

Jéssica Lopes sonhava em entrar no Renova-DF e hoje trabalha em uma padaria: “Eu estava em uma situação ruim, devendo quatro meses de aluguel, apertada, passando fome. Depois do Renova, foi uma coisa muito mágica” | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

 

O programa é elogiado pelo presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Jamal Jorge Bittar. “É um sucesso. Gera treinamento e renda para as pessoas que precisam, o que eu chamo de situação extraordinária”, avalia. Para Bittar, o apoio do Governo do Distrito Federal, por meio dessa e de outras iniciativas, tem sido decisivo para o crescimento do setor: “É um crescimento bem notável. Hoje, nós temos uma situação de empregabilidade muito interessante. A arrecadação também vai bem, o que é sinal de uma atividade econômica intensa. O GDF tem sido um grande parceiro da indústria e, acredito, que de todo setor produtivo”, avalia.

Estímulo

55 mil

Número de empregos diretos e indiretos gerados pelo Emprega DF

O avanço do setor é resultado direto dessa ação coordenada entre governo e setor produtivo. Além dos projetos citados, a Sedet lidera um conjunto de políticas estruturantes voltadas ao fortalecimento industrial, como o Programa Emprega DF, que oferece incentivos fiscais a empresas que geram empregos e investem no Distrito Federal. Atualmente, 40 empresas participam do programa, somando R$ 16 bilhões em faturamento anual, 11 mil empregos diretos, mais de 44 mil empregos indiretos e investimentos privados que ultrapassam R$ 650 milhões.

A atração de grandes marcas como Amazon, Mercado Livre, Coca-Cola e ArcelorMittal, aliada à expansão do Aeroporto Internacional de Brasília, também reforça o papel do DF como polo logístico e industrial. Esses fatores, somados a um ambiente favorável ao empreendedorismo, com ações de desburocratização e melhoria da infraestrutura nas áreas industriais, colocam Brasília entre as cinco capitais mais atrativas para empreender, segundo os rankings do Centro de Liderança Pública (CLP) e da Endeavor.

No primeiro trimestre de 2025, havia 67 mil pessoas ocupadas na indústria geral do DF, o que representa 4,2% da força de trabalho da capital federal | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

 

O reflexo dessas políticas pode ser observado diretamente nos indicadores de emprego e renda. De acordo com o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), no primeiro trimestre de 2025, havia 67 mil pessoas ocupadas na indústria geral do DF, o que representa 4,2% da força de trabalho da capital federal — um crescimento expressivo de 28,6% em relação ao trimestre anterior. O rendimento médio real no setor foi de R$ 3.761, superior à média nacional de R$ 3.315 e também maior que os salários médios registrados em outras unidades da Federação do Centro-Oeste.

No mercado de trabalho formal, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2023, a mais completa e recente do Ministério do Trabalho e Emprego, o setor industrial empregava 46.587 pessoas, o equivalente a 4,9% dos trabalhadores formais do DF, com um salário médio de R$ 4.206,74. Entre os segmentos industriais que mais empregam destacam-se a fabricação de alimentos (14.680 trabalhadores), a produção de minerais não metálicos (3.332 trabalhadores) e a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (3.032 trabalhadores). No topo da lista das maiores remunerações médias estão os setores de eletricidade e gás (R$ 15.133,28), atividades de gestão de resíduos e descontaminação (R$ 6.776,11) e produtos farmacêuticos (R$ 5.467,31).

Construção civil

“O que a indústria mais precisa hoje é de gente qualificada para que possa assumir qualquer vaga de emprego que vem surgindo, e nós estamos lançando um pacote de quase 50 mil qualificações profissionais para finalizar até o final do ano”

Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda

Quanto à participação no PIB, os dados de 2022 mostram que a indústria do DF gerou R$ 11,65 bilhões em valor adicionado, sendo R$ 5,9 bilhões provenientes da construção civil — que representa 51,3% do setor industrial — e R$ 3,67 bilhões da indústria de transformação, que cresceu 5,7% naquele ano. Os segmentos mais relevantes foram alimentos e bebidas, produtos de minerais não metálicos, produtos farmacêuticos e produtos de metal, destacando-se pela produção de bens de consumo não duráveis.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Adalberto Valadão Júnior, algumas legislações destravadas pelo GDF nos últimos anos foram fundamentais para o crescimento do setor. “Posso citar a lei de parcelamento do solo, que trouxe novos negócios para o nosso setor e abriu portas para que esse negócio de parcelamento fosse melhor desenvolvido aqui no Distrito Federal. Outra coisa importante, pedido do nosso setor, foi a redução do ITBI [Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis] de 3% para 1%, o que alavancou vendas no mercado imobiliário e trouxe justiça fiscal. Tivemos também a aprovação do Ppcub [Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília], que traz não só segurança para o patrimônio histórico da nossa capital, mas também desenvolvimento sustentável, o que permite que a cidade se desenvolva de forma responsável”, elenca.

“Fora isso, tivemos várias outras ações, uma quantidade de obras muito grande, o que desenvolve não só a infraestrutura da cidade, mas gera negócios para as empresas do mercado imobiliário, para as empresas de construção civil, para as empresas que fazem obras de infraestrutura. Tudo isso traz benefício para quem é mais importante no final do dia, que é a população do Distrito Federal”, acrescenta Valadão Júnior.

Bruno Goretti: “Brasília é uma cidade de empreendedores. Nós viemos empreender, e nada mais justo do que trazer uma tecnologia nova e sustentável para um local como esse” | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

 

Um melhor ambiente de negócios propiciado por todas essas ações foi o que levou a BubbleDeck — empresa de construção que usa tecnologia dinamarquesa para substituir parte do concreto — a instalar-se na capital federal. “Brasília é uma cidade de empreendedores. Nós viemos empreender, e nada mais justo do que trazer uma tecnologia nova e sustentável para um local como esse”, aponta o diretor, Bruno Goretti. “Além disso, existe um trabalho importante feito pelo próprio Governo do Distrito Federal, que incentiva e facilita a instalação de indústrias novas aqui em Brasília”. 

Tudo isso, na ponta, transforma-se em benefícios à população, como um novo emprego para José da Cruz Martins, que atua como encarregado de produção na BubbleDeck. “Esse emprego teve um impacto muito significante na minha vida. Pude dar estabilidade para a minha família”, conta. Na empresa, também recebeu um treinamento que, segundo ele, o deixou mais capacitado: “Pretendo me capacitar mais ainda. Estou gostando e muito satisfeito. A qualidade de vida mudou com a família, meus filhos e a esposa. Tive mais um pouco de dinheiro para poder ajudá-los também”.

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Roosevelt busca apoio de Celina para evitar fechamento da agência da Caixa no Sudoeste https://infformadf.com.br/roosevelt-busca-apoio-de-celina-para-evitar-fechamento-da-agencia-da-caixa-no-sudoeste/ https://infformadf.com.br/roosevelt-busca-apoio-de-celina-para-evitar-fechamento-da-agencia-da-caixa-no-sudoeste/#respond Wed, 15 Oct 2025 18:10:35 +0000 https://infformadf.com.br/?p=45937 Parlamentar denuncia impacto em idosos e pessoas com mobilidade reduzida, e cobra sensibilidade social da instituição federal

Da Redação

O deputado distrital Roosevelt Vilela (PL), conhecido por sua defesa de pautas como segurança pública e família, manifestou-se contra o anúncio de fechamento da agência da Caixa Econômica Federal no Sudoeste, em Brasília, previsto para os próximos dias. Em entrevista ao jornalista Toni Duarte, Roosevelt alertou para os impactos na população local, especialmente idosos e pessoas com limitações de mobilidade, e solicitou intervenção da governadora em exercício, Celina Leão (PP), para unir esforços junto à instituição federal.

Roosevelt destacou que a região do Sudoeste concentra um número significativo de idosos que enfrentam dificuldades com tecnologias digitais, como aplicativos e caixas eletrônicos. “A população da região nos procurou solicitando apoio para interceder junto à governadora Celina Leão e ao governo federal, especificamente à Caixa Econômica Federal, a fim de garantir a manutenção da única agência da Caixa na região”, afirmou o deputado, que já esteve em contato com a vice-governadora.

Celina se comprometeu a estabelecer comunicação com a presidência da Caixa e responsáveis pela decisão, segundo Roosevelt.

O parlamentar enfatizou o caráter social da Caixa, uma instituição federal com histórico de inclusão financeira, e criticou a priorização do lucro em detrimento das necessidades da população. “Temos um significativo número de idosos e pessoas com limitações de mobilidade que enfrentam desafios no uso de tecnologia, e elas estão pedindo que a agência permaneça em funcionamento. Esperamos que a Caixa Econômica mostre sensibilidade, uma vez que se trata de uma instituição financeira com uma função social, não apenas voltada para o lucro”, declarou.

A região do Sudoeste, com cerca de 80 mil habitantes segundo dados do IBGE de 2022, depende da agência para serviços como saques de benefícios sociais, aposentadorias e empréstimos consignados. O fechamento, motivado por redução de custos operacionais conforme comunicado da Caixa, pode sobrecarregar unidades vizinhas em áreas centrais, agravando deslocamentos para usuários vulneráveis. Roosevelt reforçou que a manutenção da agência é essencial para atender às demandas locais.

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Desaprovação ao Governo Lula cresce, segundo pesquisa Ipec no Jornal Nacional https://infformadf.com.br/desaprovacao-ao-governo-lula-cresce-segundo-pesquisa-ipec-no-jornal-nacional/ https://infformadf.com.br/desaprovacao-ao-governo-lula-cresce-segundo-pesquisa-ipec-no-jornal-nacional/#respond Fri, 14 Mar 2025 10:02:04 +0000 https://infformadf.com.br/?p=40158 Levantamento aponta alta de 7 pontos na avaliação negativa, com 41% classificando gestão como ruim ou péssima em março de 2025

Da Redação

A pesquisa Ipec, divulgada pelo Jornal Nacional nesta quinta-feira, 13 de março de 2025, registra um aumento significativo na desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento mostra que 41% dos brasileiros consideram a gestão ruim ou péssima, um crescimento de 7 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2024. Já a avaliação positiva, que considera o governo ótimo ou bom, caiu de 34% para 27%, uma redução também de 7 pontos.

O estudo indica que 30% dos entrevistados classificam a administração como regular, mantendo-se estável em comparação ao último levantamento. A pesquisa foi conduzida entre os dias 7 e 11 de março, com 2 mil pessoas ouvidas em 131 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Além da avaliação geral, o Ipec mediu a aprovação à forma como Lula governa: 55% desaprovam, um avanço de 9 pontos desde dezembro, enquanto 40% aprovam, uma queda de 7 pontos. Outros 4% não souberam ou não responderam. Os dados refletem um cenário de crescente insatisfação com o governo, que enfrenta desafios econômicos e políticos em seu terceiro mandato, iniciado em 2023.

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Brasil registra maior inflação em 22 anos no governo Lula e número pode ser ainda maior https://infformadf.com.br/brasil-registra-maior-inflacao-em-22-anos-no-governo-lula-e-numero-pode-ser-ainda-maior/ https://infformadf.com.br/brasil-registra-maior-inflacao-em-22-anos-no-governo-lula-e-numero-pode-ser-ainda-maior/#respond Wed, 12 Mar 2025 14:58:29 +0000 https://infformadf.com.br/?p=40110 Índice de 1,31% em fevereiro de 2025, maior desde 2003, gera debates sobre dados econômicos oficiais

Da Redação

O Brasil alcançou, nesta quarta-feira (12), a maior inflação dos últimos 22 anos, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrando alta de 1,31% em fevereiro. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o índice é o mais elevado para o mês desde 2003, quando chegou a 1,57%. A marca também supera qualquer variação mensal desde março de 2022, período em que o IPCA atingiu 1,62%.

O aumento foi impulsionado principalmente pela elevação no preço da energia elétrica residencial, que impactou diretamente o custo de vida das famílias. Produtos alimentícios subiram 0,75%, enquanto os não alimentícios avançaram 1,72%, segundo o IBGE. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação chegou a 5,06%, a maior desde setembro de 2023, conforme apontam os registros oficiais.

A divulgação dos números ocorre em meio a críticas de que o IBGE estaria subestimando os indicadores econômicos durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Setores da oposição e analistas independentes questionam a metodologia do instituto, sugerindo que os dados reais poderiam ser ainda mais altos. O governo, por sua vez, não se pronunciou oficialmente sobre as acusações até o fechamento desta matéria.

O cenário econômico reacende discussões sobre o desempenho da gestão Lula, iniciada em 2023, que enfrenta desafios como o controle da inflação e a manutenção do poder de compra da população. O Banco Central, responsável pela política monetária, ainda não informou se haverá ajustes na taxa Selic em resposta ao resultado de fevereiro.

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Novo Censo rebaixa populações e FPM de 863 cidades de todo o País https://infformadf.com.br/novo-censo-rebaixa-populacoes-e-fpm-de-863-cidades-de-todo-o-pais/ https://infformadf.com.br/novo-censo-rebaixa-populacoes-e-fpm-de-863-cidades-de-todo-o-pais/#respond Sun, 08 Jan 2023 13:32:09 +0000 https://infformadf.com.br/?p=22661 Por outro lado, 331 municípios viram o número de habitantes aumentado, o que vai trazer mais dinheiro para elas. Cidades que tiveram população atualizada pela prévia do levantamento já vão sentir impactos no primeiro repasse de 2023

A prévia do Censo Demográfico de 2022 do IBGE causou a diminuição do coeficiente de 863 cidades no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Com isso, esses municípios passam a receber menos recursos do fundo já a partir da próxima terça-feira (10), quando as prefeituras de todo o país partilham a primeira parcela do ano.

O impacto vem após decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de considerar a recontagem populacional do IBGE atualizada até 25 de dezembro. Isso fez com que esses municípios fossem rebaixados de faixa de habitantes – critério usado para distribuição dos repasses do FPM –, o que vai diminuir os recursos recebidos via transferências do governo federal.

O município mineiro de Manhuaçu viu cair 92.074 para 88.787 o número de habitantes, na comparação entre a estimativa do IBGE em 2021 e a prévia do Censo. A prefeita Maria Imaculada discorda dos novos números.

“Nós prefeitos estamos muito preocupados, porque nós planejamos nosso orçamento de 2023 dentro daquela previsão que a gente recebia. Manhuaçu tinha 92 mil habitantes e voltou para 88,7 mil. Isso significa muita coisa. Daria mais de R$ 4,5 mi de prejuízo no ano. Se a gente não reverter essa situação, vai impactar na saúde, educação e no funcionalismo”.

Segundo a gestora, os prefeitos mineiros se articulam para pedir à Justiça uma liminar que reverta a decisão. “Acredito que a gente vai conseguir reverter isso, porque todo o nosso planejamento está previsto dentro do que a gente previa de arrecadação, uma vez que o Censo nem encerrou totalmente. Não sei por que o TCU antecipou tudo isso”.

Por outro lado, o coeficiente de 331 cidades aumentou o suficiente para que elas pulassem de faixa de habitantes, cujo impacto será o aumento da receita advinda do FPM.

Como a primeira parcela do FPM de 2023 será 4,2% inferior à do mesmo período do ano passado, o impacto sobre os municípios que caíram de faixa será ainda maior. Ou seja, soma-se o rebaixamento de faixa populacional, o que naturalmente diminuiria os recursos recebidos, à queda do FPM como um todo.

“Uma vez que a prévia do Censo definiu que eles têm uma população menor do que a anteriormente apurada, esses municípios já vão, agora, nesse primeiro decêndio, sofrer uma redução no seu FPM”, explica o especialista em orçamento público Cesar Lima.

No caso dos municípios que pularam de faixa de habitantes, a melhoria do coeficiente acaba por amenizar a oscilação para baixo do fundo. Ao todo, o primeiro decêndio de janeiro deste ano do FPM vai distribuir quase R$ 5,2 bilhões às prefeituras, contra os mais de R$ 5,4 bilhões da mesma época em 2022.

Vale lembrar que 4.348 municípios não mudaram de coeficiente, porque mesmo perdendo ou ganhando habitantes permaneceram na mesma faixa populacional.

Entenda

No dia 28 de dezembro, o IBGE enviou ao TCU a prévia da população calculada com base nos resultados do Censo Demográfico 2022 coletados até o dia 25 de dezembro. É com base na população de cada cidade que o TCU calcula e publica anualmente os coeficientes de participação de cada município. O último Censo ocorreu em 2010, mas o IBGE repassava ao TCU uma estimativa atualizada da população de cada cidade, ano a ano.

Esses coeficientes variam entre 0,6 e 4. Os municípios que têm coeficiente 0,6, por exemplo, são aqueles cuja população vai até 10.188 habitantes. Aqueles que têm coeficiente 0,8, por sua vez, têm entre 10.189 e 13.584 moradores e, assim por diante. Confira na tabela abaixo.

FPM Interior – Tabela para o cálculo de coeficientes – 2023

Faixa de habitantes Coeficiente
Até 10.188 0,6
De 10.189 a 13.584 0,8
De 13.585 a 16.980 1,0
De 16.981 a 23.772 1,2
De 23.773 a 30.564 1,4
De 30.565 a 37.356 1,6
De 37.357 a 44.148 1,8
De 44.149 a 50.940 2,0
De 50.941 a 61.128 2,2
De 61.129 a 71.316 2,4
De 71.317 a 81.504 2,6
De 81.505 a 91.692 2,8
De 91.693 a 101.880 3,0
De 101.881 a 115.464 3,2
De 115.465 a 129.048 3,4
De 129.049 a 142.632 3,6
De 142.633 a 156.216 3,8
Acima de 156.216 4,0

* Tabela estabelecida pelo Decreto Lei 1.881/1.981. Municípios classificados como de “interior” são todos aqueles que não são capitais.

Ou seja, quanto maior o coeficiente, maior é a fatia do município na hora de repartir o bolo da arrecadação. A cidade que registra aumento populacional a ponto de fazê-la pular de faixa e, portanto, de coeficiente, beneficia-se. É o caso de Planaltina de Goiás (GO). O município que fica no Entorno do Distrito Federal não pulou só uma, como duas faixas populacionais, o que fez o coeficiente saltar de 3 para 3,4 após a prévia do Censo.

Segundo o IBGE, a cidade está com 117.852 habitantes. O prefeito local, delegado Cristiomário de Souza Medeiros, diz que a atualização tende a trazer a melhoria dos serviços prestados à população.

“Isso melhora nossa situação. A gente vai ganhar um pouco mais de recursos, porque era complicado a gente ter uma população tão alta e estar recebendo mais ou menos pela metade dela. Talvez a gente consiga melhorar mais ainda os serviços prestados à comunidade com esse recurso adicional que vêm a partir dessa nova projeção”.

A boa notícia pode ficar ainda melhor, na opinião do gestor. Isso porque ele estima que a cidade tenha mais habitantes do que a prévia do Censo contabilizou.

“Estamos dando suporte ao IBGE na tentativa de aumentar mais isso, porque o Censo não foi concluído ainda. Acredito que a gente tenha, pelo menos, 150 mil pessoas. A gente tem 40,6 mil ligações de água. Se a gente trabalhar com uma média de três por residência, a gente já chegaria a 120 mil. E temos as áreas irregulares, área rural, que deve ter pelo menos 15 mil pessoas, além dos povoados”.

O oposto ocorre com o município que perde habitantes, caso de 863 cidades. A cidade que registra perda populacional a ponto de fazê-la cair de faixa e, portanto, de coeficiente, passa a receber menos. De acordo com a CNM, o rebaixamento dessas cidades vai trazer um impacto negativo de R$ 3 bi para os cofres delas ao longo do ano.

A realização do Censo – atrasado desde 2020 – era um pleito de entidades representativas dos municípios e de prefeitos que alegavam que suas cidades já deveriam estar ganhando mais por terem subido de faixa.

A decisão do TCU de atualizar os coeficientes das cidades de acordo com a prévia populacional divulgada pelo IBGE gerou uma série de reclamações de prefeitos de cidades que foram rebaixadas. Eles alegam que o tribunal deveria esperar o término do levantamento de forma oficial – o que deve ocorrer no primeiro trimestre deste ano – antes de fazer alterações imediatas nos coeficientes, impactando os repasses desde o primeiro dia do ano.

Além disso, os gestores afirmam que a população calculada pelo IBGE para suas cidades está incompleta ou errada. É o caso de Independência, que fica na região de  Crateús, no sertão do Ceará. De acordo com o Censo prévio, o município tem 24.047 habitantes, número diferente do que a administração local alega.

“Nós trabalhamos pelo agente comunitário de saúde com uma população de 29.700 habitantes. É um Censo muito mal feito, que deve ser revisto pelo IBGE. Tanto é que nós prefeitos aqui da região já estamos combinando de, juntos, buscarmos o apoio dos deputados para fazer esse Censo pelo agente de saúde”, afirma o prefeito Valdi Coutinho. O gestor afirma que já conversou com algumas pessoas do município que disseram não terem sido recenseadas.

Independência, no entanto, é um dos municípios que mesmo com a diminuição da população não cairá de faixa habitacional, pois ainda estará no intervalo compreendido entre 23.773 e 30.564 pessoas.

Disputa

Na decisão normativa que deu origem ao imbróglio, o TCU deu um prazo de 30 dias, que acaba em 27 de janeiro, para os prefeitos que se sentiram prejudicados contestarem os novos dados populacionais. Isso pode ser feito em uma das secretarias do TCU nos estados ou na sede do tribunal, em Brasília.

Cesar Lima acredita que a polêmica envolvendo municípios e IBGE está longe de acabar. “É um dado do Censo sim, contudo o próprio IBGE ainda não consolidou esses dados, ainda não finalizou esse Censo. Então, isso daí pode dar margem para os recursos dos municípios e aqueles que perderam valores do FPM”, afirma.

A CNM tem orientado os municípios a protestarem junto ao TCU com base na Lei Complementar 165/2019. Segundo essa lei, um município que, pelas estimativas do IBGE devesse perder coeficiente por redução da população, teria o coeficiente congelado até a atualização com base em um novo Censo. A CNM entende que a atualização só vale quando o Censo for concluído e não a partir dos dados da prévia do levantamento.

Alessandro Aurélio Caldeira, secretário de Macroavaliação Governamental do TCU, destacou que, “segundo entendimento do próprio IBGE, os dados que deram suporte aos cálculos dos coeficientes do FPM de 2023, oriundos do censo, são a melhor informação se comparada com os dados populacionais apurados por estimativa, por apresentarem maior grau de acuidade”.

Fonte: Brasil 61

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IBGE prevê safra recorde de 288,1 milhões de toneladas em 2023 https://infformadf.com.br/ibge-preve-safra-recorde-de-2881-milhoes-de-toneladas-em-2023/ https://infformadf.com.br/ibge-preve-safra-recorde-de-2881-milhoes-de-toneladas-em-2023/#respond Wed, 09 Nov 2022 08:22:44 +0000 https://infformadf.com.br/?p=21794 O volume recorde deverá ser puxado pela maior produção prevista para a soja (19,1%), milho 1ª safra (16,8%), algodão herbáceo em caroço (2%), sorgo (5,7%) e para o feijão 1ª safra (4,9%)

O Brasil deve ter uma safra recorde de grãos, cereais, leguminosas e oleaginosas em 2023. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima uma produção de 288,1 milhões de toneladas, ou seja, 9,6% (25,4 milhões de toneladas) a mais do que a safra prevista para este ano (262,8 milhões).

O volume recorde deverá ser puxado pela maior produção prevista para a soja (19,1%), milho 1ª safra (16,8%), algodão herbáceo em caroço (2%), sorgo (5,7%) e para o feijão 1ª safra (4,9%). A soja e o milho 1ª safra também devem ter aumento na área colhida, de 1,2% e 0,9%, respectivamente.

Segundo Carlos Barradas, gerente do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), pesquisa que faz a projeção das safras, o crescimento esperado para a soja se deve à recuperação de produções afetadas no verão de 2022 no Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

Ao mesmo tempo, são estimadas quedas na produção para o arroz (-3,5%), milho 2ª safra (-0,2%), feijão 2ª safra (-9,5%), feijão 3ª safra (-3,7%) e trigo (-12,1%).

Safra de 2022

A pesquisa – feita em outubro deste ano – também estima que 2022 deve fechar com crescimento de 3,8% em relação ao ano passado (ou 9,6 milhões de toneladas a mais). A estimativa é 0,3% maior do que o levantamento de setembro.

O ano de 2022 deve fechar com crescimentos de 15,2% para o algodão herbáceo em caroço, de 22,6% para o trigo e de 25,7% para o milho. Houve perdas, no entanto, de 11,5% para a soja e de 8,1% para o arroz em casca.

 

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Coleta do Censo 2022 é prorrogada até dezembro https://infformadf.com.br/coleta-do-censo-2022-e-prorrogada-ate-dezembro/ https://infformadf.com.br/coleta-do-censo-2022-e-prorrogada-ate-dezembro/#respond Tue, 04 Oct 2022 13:04:29 +0000 https://infformadf.com.br/?p=21216 Previsão inicial era encerrar em 31 de outubro

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) decidiu prorrogar, até o início de dezembro, o prazo de coleta de informações para o Censo 2022. A previsão inicial era encerrar os trabalhos até 31 de outubro deste ano.

O instituto manteve, no entanto, a previsão de divulgar os dados do censo até o fim de dezembro.

Segundo o diretor de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, apenas cerca de metade da população estimada do Brasil foi recenseada de 1º de agosto até agora, por isso decidiu-se prorrogar o prazo dos trabalhos.

“A grande dificuldade que se encontrou foi de recrutamento de recenseadores, portanto o IBGE está tomando decisões importantes para aumentar a possibilidade de recrutamento e concluir, com isso, a operação do Censo Demográfico 2022”, disse Azeredo, em vídeo divulgado ontem (4) no site do IBGE.

No vídeo, o diretor de Pesquisas também pediu ajuda aos prefeitos do país para garantir o sucesso das operações do censo.

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Desemprego cai para 8,9% em trimestre encerrado em agosto, diz IBGE https://infformadf.com.br/desemprego-cai-para-89-em-trimestre-encerrado-em-agosto-diz-ibge/ https://infformadf.com.br/desemprego-cai-para-89-em-trimestre-encerrado-em-agosto-diz-ibge/#respond Fri, 30 Sep 2022 10:33:38 +0000 https://infformadf.com.br/?p=21110 Número de trabalhadores desocupados atingiu 9,7 milhões

O desemprego no Brasil caiu para 8,9% com a queda de 0,9 ponto percentual registrada no trimestre encerrado em agosto, em comparação com o período anterior, terminado em maio.

O percentual é ainda o menor patamar desde o trimestre encerrado em julho de 2015, quando atingiu 8,7%. O contingente de pessoas ocupadas ficou em 99 milhões, batendo novamente o recorde na série histórica, iniciada em 2012. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, foram divulgados hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O percentual de pessoas ocupadas em idade de trabalhar, que representa o nível de ocupação, foi estimado em 57,1%. O resultado significa avanço em relação ao trimestre anterior. Naquele período o nível de ocupação ficou em 56,4%. Ficou também acima do mesmo período do ano passado, quando registrou 53,4%.

Para a coordenadora da Pnad, Adriana Beringuy, o mercado de trabalho mostra recuperação. “O mercado de trabalho segue a tendência demonstrada no mês passado, continuando o fluxo que ocorre ao longo do ano, de recuperação”,observou.

De acordo com a pesquisa, três atividades contribuíram para o recuo do desemprego em agosto com aumento da ocupação. O setor de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas teve alta de 3% em relação ao trimestre anterior, adicionando 566 mil pessoas ao mercado de trabalho.

O crescimento de 2,9% em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais representou mais 488 mil pessoas empregadas, enquanto a alta de 4,1% no grupo Outros serviços significou a entrada de 211 mil pessoas.

Evolução

O número de trabalhadores desocupados atingiu 9,7 milhões de pessoas e caiu ao menor nível desde novembro de 2015. Segundo a pesquisa, o resultado corresponde a uma queda de 8,8% ou menos 937 mil vagas formais na comparação trimestral e queda e 30,1%, (menos 4,2 milhões de trabalhadores), na comparação com o mesmo período do ano passado.

O contingente de empregados sem carteira assinada no setor privado chegou a 13,2 milhões de pessoas. O número é o maior da série histórica, iniciada em 2012. Na comparação com o trimestre passado, houve alta de 2,8% no trimestre ou mais 355 mil trabalhadores sem carteira assinada. Na comparação anual, houve alta de 16% na informalidade – 1,8 milhão de pessoas.

Já o total de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, sem contar os trabalhadores domésticos, subiu 1,1% e atingiu 36 milhões.

O número de trabalhadores por conta própria ficou em 25,9 milhões de pessoas e manteve a estabilidade se comparado ao trimestre anterior. No setor público alta foi de 4,1% e contingente chegou a 12,1 milhões.

A pesquisa indicou ainda que há 4,3 milhões de pessoas (3,8%) que o instituto classifica como desalentada – que gostariam de trabalhar e estariam disponíveis, porém não procuram vagas por achar que não encontrariam. O resultado neste quesito manteve a estabilidade.

Rendimento médio

Após dois anos sem crescimento, pelo segundo mês seguido, o rendimento real habitual registrou alta. Em agosto, o salário médio do trabalhador brasileiro alcançou R$ 2.713. O valor representa um avanço de 3,1% em relação ao trimestre anterior, apesar de mostrar estabilidade na comparação anual.

“Esse crescimento está associado, principalmente, à retração da inflação. Mas a expansão da ocupação com carteira assinada e de empregadores também são fatores que colaboram”, completou a coordenadora.

Pesquisa

A Pnad Contínua é o principal instrumento para monitorar a força de trabalho brasileira. De acordo com o IBGE, a amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. “Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE”, informou.

Por causa da pandemia de covid-19, o IBGE desenvolveu a coleta de informações da pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. A volta da coleta de forma presencial ocorreu em julho de 2021.

“É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante” avisou.

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