HRG – INFFORMA – Informação é tudo! https://infformadf.com.br Mon, 16 Feb 2026 18:33:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 Nova ala de nefrologia amplia hemodiálise no HRT https://infformadf.com.br/nova-ala-de-nefrologia-amplia-hemodialise-no-hrt/ https://infformadf.com.br/nova-ala-de-nefrologia-amplia-hemodialise-no-hrt/#respond Mon, 16 Feb 2026 18:30:14 +0000 https://infformadf.com.br/?p=49246 Reforma moderniza estrutura, aumenta vagas e fortalece assistência a pacientes renais

Brasília, 16 de fevereiro de 2026 — A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, vistoriou nesta segunda-feira (16) a nova ala de nefrologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), recentemente reformada e já em operação. Durante a visita, a gestora acompanhou a modernização dos espaços e a ampliação da capacidade de atendimento em hemodiálise na rede pública.

Segundo Celina Leão, a reestruturação envolve tanto a renovação tecnológica quanto melhorias físicas nas unidades. “Toda a área de nefrologia foi reorganizada. Substituímos máquinas em todos os hospitais e avançamos agora na requalificação dos setores. Já entregamos as unidades do Gama e de Taguatinga, e Sobradinho será o próximo”, afirmou.

A iniciativa integra a estratégia do Governo do Distrito Federal (GDF) para reforçar o cuidado aos pacientes com doença renal. Com intervenções no HRT e no Hospital Regional do Gama (HRG), a capacidade hospitalar conjunta passou de 70 para 180 vagas de hemodiálise, representando crescimento de 157%.

O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, informou que a pasta prepara um novo edital de credenciamento para ampliar a oferta por meio de clínicas particulares. “Revisamos critérios para tornar o processo mais atrativo. A publicação deve ocorrer nos próximos dias, com previsão de acréscimo de cerca de 700 vagas”, explicou.

Modernização e expansão no HRT

No HRT, o setor de nefrologia passou por reforma completa. As obras incluíram novos pontos de hemodiálise, pintura, adequações elétricas e substituição integral do sistema de osmose reversa — tecnologia essencial para a purificação da água utilizada no procedimento.

Considerado o “coração” da hemodiálise, o sistema de osmose elimina impurezas e assegura padrões rigorosos de segurança. A expectativa da Secretaria de Saúde é estender o equipamento modernizado a toda a rede.

Com investimento de R$ 4,7 milhões, foram adquiridas 75 novas máquinas de hemodiálise, sendo 29 destinadas ao HRT. A capacidade da unidade saltou de 50 para 140 vagas.

A médica Iara Campos de Carvalho ressalta que as novas máquinas trarão mais conforto para pacientes e servidores

A nefrologista Iara Campos de Carvalho, gerente de serviços de internação da Secretaria de Saúde, destacou os ganhos técnicos. “Implantamos uma osmose de duplo passo, mais moderna e segura. Também renovamos a tubulação e revitalizamos o ambiente, ampliando conforto para pacientes e equipes”, afirmou.

De acordo com Juracy Lacerda, as melhorias impactam diretamente o fluxo hospitalar. “A nova estrutura permite transferir pacientes da UTI para a nefrologia com assistência adequada, liberando leitos e aumentando a eficiência da rede”, disse.

Em 2025, o HRT realizou 6.538 atendimentos em hemodiálise, consolidando-se como o maior centro de nefrologia do Centro-Oeste e principal serviço do DF. Inaugurado em 1974, o hospital é referência em diversas especialidades e foi a primeira unidade da rede a implantar um Banco de Leite Humano, em 1978.

Reforço estrutural no HRG

No HRG, o novo setor de nefrologia começou a receber pacientes na última semana, após investimento aproximado de R$ 3 milhões. A reestruturação contemplou a troca do sistema de osmose de duplo passo, aquisição de 16 máquinas de hemodiálise, monitores multiparamétricos, poltronas específicas, rede de gases medicinais e ajustes elétricos, hidráulicos e de climatização.

Com a modernização, a capacidade hospitalar dobrou, passando de 20 para 40 vagas. A unidade também passou a oferecer suporte dialítico no box de emergência e ampliou o atendimento em leitos de UTI com suporte para hemodiálise.

Celina Leão ressaltou que a expansão segue planejamento para toda a rede. “O objetivo é garantir 100% dos leitos de UTI com suporte dialítico, reduzindo transferências e assegurando mais eficiência no cuidado aos pacientes críticos”, destacou.

O reforço estrutural contribui para a continuidade do tratamento após a alta da UTI, melhora o giro de leitos e amplia o acesso a terapias renais substitutivas na rede pública.

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Novos anestesistas reforçam atendimento na rede de saúde do Distrito Federal https://infformadf.com.br/novos-anestesistas-reforcam-atendimento-na-rede-de-saude-do-distrito-federal/ https://infformadf.com.br/novos-anestesistas-reforcam-atendimento-na-rede-de-saude-do-distrito-federal/#respond Tue, 25 Jun 2024 14:20:14 +0000 https://infformadf.com.br/?p=34192

Contratação de 150 anestesistas pela SES-DF agiliza cirurgias e reduz tempo de espera

Brasília, 25 de junho de 2024 – Os 150 anestesistas recentemente contratados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) já estão atuando em diversas unidades da rede pública de saúde. Na manhã desta segunda-feira (24), Francisca Maria Santos de Souza, de 51 anos, aguardava para entrar na sala de cirurgia do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib).

Diagnosticada com câncer de mama em fevereiro, a moradora do Riacho Fundo comemorou a contratação dos novos profissionais. “Por causa dessa disponibilidade, todo o processo foi mais rápido do que eu esperava. Da biópsia ao encaminhamento à operação, foram menos de quatro meses”, relata.

Francisca Maria Santos de Souza retirou um câncer de mama: “Mais rápido do que pensei” | Foto: Alexandre Álvares/Agência Saúde

Geovana Alves, de 20 anos, que acompanhava a mãe, também elogiou a agilidade do atendimento. “Quando ela me deu a notícia, pensei que seria algo em torno de um ano, talvez até mais tempo. A gente torceu muito para o procedimento sair o quanto antes. Com certeza esse investimento ajuda a atender cada vez mais pessoas.”

A SES-DF destinou R$ 20 milhões para a contratação dos anestesistas, após baixa adesão nas nomeações da especialidade. Com a modalidade de credenciamento, os pagamentos serão realizados por número de anestesias efetuadas, ou seja, por produção. Nos próximos 12 meses, cerca de 26 mil procedimentos deverão ser realizados, reduzindo a lista de espera.

“É desafiador, mas temos um grande apoio e uma equipe empenhada”, conta o anestesista contratado Felipe Marcondes Fidalgo | Foto: Alexandre Álvares/Agência Saúde

Para Felipe Marcondes Fidalgo, um dos médicos anestesistas contratados, essa iniciativa representa uma grande melhoria no atendimento à população. “Estamos falando de um serviço essencial. Está sendo desafiador, mas temos um apoio grande, com muita gente empenhada em reduzir o tempo para os pacientes”, afirma.

No Hmib, a previsão inicial é abrir duas salas de cirurgias eletivas pela manhã e duas à tarde, aumentando para cerca de dez operações diárias, um acréscimo de 200 cirurgias mensais. Atualmente, o hospital realiza cerca de 250 procedimentos mensais entre eletivos e de urgência.

Andréia Regina Araújo, diretora de Atenção à Saúde do Hmib, destaca que a iniciativa não apenas reduz a espera, mas também impacta a qualificação dos profissionais. “Como o Hmib é um hospital de ensino, o aumento de cirurgias eletivas reflete na formação dos nossos residentes. São mais oportunidades de mudar a vida de alguém e de aprendizado”, ressalta.

João Gois da Silva foi um dos usuários a realizar uma cirurgia atendido pelos novos anestesistas | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF

No Hospital Regional do Gama (HRG), anestesistas também iniciaram os trabalhos nas salas de cirurgia. João Gois da Silva, de 69 anos, adormeceu para uma prostatectomia radical. Com dores abdominais e dificuldade para urinar desde dezembro de 2023, ele foi encaminhado ao urologista e agora tem esperanças de melhorar sua qualidade de vida.

Wagner Nunes Corsi, anestesista há 40 anos, acompanhou João na cirurgia. “Dentro da sala, nossa responsabilidade é cuidar do paciente. Estamos sempre atentos à dor e à recuperação da pessoa”, explica.

Outro anestesista contratado, Vitor Hugo das Chagas Souza Silva, destacou a importância de seu trabalho. “Evitamos consequências à pessoa, damos conforto e mantemos a homeostase [equilíbrio interno no organismo] durante todo o procedimento”, detalha.

No HRG, dois anestesistas contratados irão atuar nas cirurgias eletivas, aumentando a capacidade do centro cirúrgico para cerca de 12 operações diárias, frente aos atuais 500 procedimentos mensais entre eletivos e emergenciais.

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Após quadro grave de covid, servidora de hospital do DF volta ao trabalho 1 ano depois https://infformadf.com.br/apos-quadro-grave-de-covid-servidora-de-hospital-do-df-volta-ao-trabalho-1-ano-depois/ https://infformadf.com.br/apos-quadro-grave-de-covid-servidora-de-hospital-do-df-volta-ao-trabalho-1-ano-depois/#respond Sun, 06 Mar 2022 14:18:55 +0000 https://infformadf.com.br/?p=15830 Ivone mostra, no celular, uma foto de quando estava internada: “Tenho muita gratidão por todos que cruzaram o meu caminho e me ajudaram de alguma forma”| Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde

Conheça a história de Ivone Alves, auxiliar de enfermagem que comoveu os colegas do Hospital Regional do Gama; sua longa reabilitação foi feita na unidade de saúde

Quem trabalha no Hospital Regional do Gama (HRG) provavelmente conhece ou, pelo menos, ouviu falar de Ivone Alves. Há 13 anos, ela atua como auxiliar de enfermagem da Secretaria de Saúde. Enquanto anda pelos corredores do HRG, é cumprimentada por médicos, enfermeiros, seguranças e auxiliares de limpeza. “Eu já era conhecida, mesmo antes da covid”, comenta a servidora.

O diagnóstico veio logo após o carnaval do ano passado. Na Quarta-Feira de Cinzas, Ivone chegou a trabalhar, mas fez exames e recebeu atestado médico de sete dias. Dois dias depois, retornou como paciente, com saturação em 75%, e foi internada. No sábado, estava intubada. No dia seguinte, foi transferida para o Hospital de Campanha da Polícia Militar.

“O médico do hospital de campanha me disse que, todos os dias, chegava pensando ‘hoje a Ivone vai’” – Ivone Alves, auxiliar de enfermagem da Secretaria de Saúde

“Eu lembro de bater o ponto e, depois, de acordar na UTI”, relata a servidora. Sem comorbidades e já com a primeira dose da vacina, a auxiliar de enfermagem precisou de suporte ventilatório para respirar. “O médico do hospital de campanha me disse que, todos os dias, chegava pensando ‘hoje a Ivone vai’”, relata.

Enquanto isso, no HRG, havia uma grande comoção. Os colegas criaram grupos em aplicativos para compartilhar informações sobre o estado de saúde de Ivone e pedir orações. Guilherme Avelar, médico responsável pela intubação dela no HRG, recorda que tinha medo de olhar o prontuário da colega. “Eu tinha um lembrete no celular com o nome das pessoas que precisava conferir as fichas. O caso dela era difícil, pensei que ela não voltaria”, relembra.

Após quase um mês no hospital de campanha, Ivone retornou para a enfermaria do HRG. Então, se formou uma grande rede de solidariedade dos companheiros de trabalho. “As meninas fizeram escala para ficar comigo, me dar banho, fazer curativos.” Por causa do longo tempo de internação, Ivone ficou com feridas na pele. Além disso, os rins pararam e foi preciso fazer diálise.

Ivone com o médico Guilherme Avelar, responsável pela intubação dela no HRG: “O caso dela era difícil, pensei que ela não voltaria”, recorda ele

Recuperação

A servidora ficou acamada por meses. Teve alta ainda sem caminhar. “Eu não conseguia sequer me sentar. No dia que consegui ficar de pé, todos se emocionaram”, conta Ivone. Aos poucos, ela foi dando os primeiros passos pela casa, pela rua, até conseguir dar a volta no quarteirão onde mora. O irmão, que é fisioterapeuta, ajudou com a recuperação, mas a longa reabilitação foi feita no HRG. “Tenho muita gratidão por todos que cruzaram o meu caminho e me ajudaram de alguma forma”, destaca Ivone.

“Eu tenho que enfrentar a vida. Se eu passei por tudo isso e voltei, eu vou viver” – Ivone Alves

“Todos achavam que eu não sobreviveria ou ficaria com sequelas graves”, relembra. Contrariando as expectativas, Ivone teve apenas queda de cabelo e, atualmente, tem algumas falhas de memória e cansa com frequência. “Mas isso não é nada comparado à minha vida”, comemora.

Depois de recuperar os rins, tratar e fechar as feridas e voltar a caminhar, o próximo desafio: retornar ao trabalho. Durante toda a recuperação, Ivone teve acompanhamento psicológico e, nesse momento, foi a hora de a psicóloga intervir. “Ela me fez perceber que nada me impedia de voltar a trabalhar, só o meu medo”, conta. Por isso, Ivone traçou uma estratégia. Iria ao serviço por dois dias, para ver como se sentia. Se não ficasse bem, pediria afastamento.

Ivone voltou a bater o ponto no HRG em 2 de fevereiro. Chorando, foi recepcionada por todos que, de perto ou de longe, acompanharam toda a sua batalha. “Foi uma festa. Fui muito bem acolhida e isso foi muito importante para mim”, afirma. Assim, passaram-se os dois dias, a primeira semana, 15 dias. “Decidi que não ia ter afastamento. Só vou parar de trabalhar quando me aposentar mesmo”, comenta, rindo. “Eu tenho que enfrentar a vida. Se eu passei por tudo isso e voltei, eu vou viver”, fala, com emoção.

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