H3N2 – INFFORMA – Informação é tudo! https://infformadf.com.br Wed, 29 Dec 2021 14:45:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 É Covid-19 ou H3N2? Especialistas falam sobre diferenças entre as doenças https://infformadf.com.br/e-covid-19-ou-h3n2-especialistas-falam-sobre-diferencas-entre-as-doencas/ https://infformadf.com.br/e-covid-19-ou-h3n2-especialistas-falam-sobre-diferencas-entre-as-doencas/#respond Wed, 29 Dec 2021 14:45:41 +0000 https://infformadf.com.br/?p=14423 No Brasil, os estados que mais sofrem com a presença do H3N2 são Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rondônia e Rio Grande do Norte

Pelo menos 17 estados e o Distrito Federal já registram a presença da variante da gripe H3N2. As unidades da federação mais afetadas são Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rondônia e Rio Grande do Norte. Quem também sofre com a doença é a população que vive em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina, Sergipe e Ceará.

Em junho de 2021, o portal Brasil61.com trouxe à tona as diferenças entre gripe, resfriado e Covid-19. Como o Brasil passa por um cenário pandêmico provocado pelo coronavírus, sintomas como espirro e tosse já acendem um alerta, pois podem ser comuns a todas essas doenças.

Na ocasião, o portal ouviu a infectologista Ana Helena Germoglio, que destacou a importância de saber diferenciar cada enfermidade. Nesta terça-feira (28), ela voltou a explicar cada situação, com mais detalhes sobre o H3N2.

“O H3N2 não estava contemplado nessa última vacina que foi oferecida. Provavelmente, ele veio importado de algum turista, porque foi, inicialmente, descoberto na Austrália. Então, o fato de ele não estar contemplado na vacina faz com que os indivíduos do Brasil não tivessem imunidade contra ele”, explica.

“Na vigência de doença de transmissão respiratória, como Covid-19 e Influenza, é importante que as pessoas tomem as três doses de vacina, pois sabemos que para a Ômicron precisamos das três doses. E que, ao menor sinal de doenças respiratórias, até mesmo com desenvolvimento de febre, a pessoa deve procurar o seu isolamento”, complementa a especialista.

Nestes casos, a importância do teste de detecção da Covid-19 se dá ainda para prevenir a disseminação do vírus, pois mesmo pessoas assintomáticas podem transmitir a doença. Além disso, a infectologista Helena Motta explica que os sintomas do H3N2 são semelhantes aos da Covid-19, o que dificulta um diagnóstico preciso sem exames direcionados.

“Os sintomas da Covid-19 são muito parecidos com os da Influenza H3N2. Geralmente se inicia com dor no corpo, pode haver dor de garganta, dor de cabeça. Não tem como diferenciar só pelos sintomas. Teria que fazer realmente um exame para sabermos qual o responsável pela síndrome”, destaca.

Sintomas e diferenças das doenças

Com o número crescente de casos de H3N2, a dúvida ressurge: será resfriado, Covid-19 ou H3N2? O Instituto Butantã publicou no último dia 24 informações sobre como diferenciar as doenças:

  • Sintomas da gripe sazonal – os sintomas mais comuns da gripe sazonal são febre súbita, tosse (geralmente seca), dores musculares e articulações, dor de cabeça, mal-estar, dor de garganta e coriza.
  • Sintomas do H3N2 – costumam ser os mesmos da gripe sazonal, porém com o potencial de causar casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em idosos e imunocomprometidos.
  • Sintomas da Covid-19 – Inicialmente, a Organização Mundial da Saúde divulgava os principais sintomas como sendo a febre, cansaço, tosse seca, perda do paladar ou do olfato. Após o surgimento das variantes, os sintomas clássicos sofreram mudanças, como aparecimento de coriza, espirros e dores pelo corpo.

“A simples presença de secreção, como catarro, não é sinal de preocupação para nenhuma dessas doenças. Seja Covid-19, resfriado ou Influenza. Isso porque a secreção é um meio de defesa da mucosa nasal e mucosa do trato respiratório”, ressalta Ana Helena Germoglio.

Fonte: Brasil 61

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H3N2: nova mutação do vírus Influenza causa surtos de gripe pelo Brasil https://infformadf.com.br/h3n2-nova-mutacao-do-virus-influenza-causa-surtos-de-gripe-pelo-brasil/ https://infformadf.com.br/h3n2-nova-mutacao-do-virus-influenza-causa-surtos-de-gripe-pelo-brasil/#respond Thu, 23 Dec 2021 10:40:38 +0000 https://infformadf.com.br/?p=14288 Também conhecida como “Darwin”, nova variante foi identificada primeiramente na Austrália

O vírus da gripe Influenza A H3N2 tem se espalhado rapidamente pelo Brasil e deixado vários estados em situação de alerta por conta do aumento no número de casos e mortes.

Somente no Rio de Janeiro, já são 5 mortes causadas pelo subtipo H3N2 e mais de 20.000 casos confirmados em decorrência da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocada pela Influenza, desde o início de novembro até 15 de dezembro, segundo a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura do Rio.

“Na realidade, o vírus Influenza já existe a milhares de anos. Ele foi responsável pela gripe espanhola, pela gripe aviária, pela gripe dos suínos. E agora está aparecendo uma nova variante [H3N2] que está provocando esse surto no Rio de Janeiro, e com certeza vai atingir o Brasil todo”, avalia o Dr. Carlos Machado, médico preventista.

Segundo o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe da Fiocruz, a variante H3N2 circula entre a população desde 1960, mas esse ano ela sofreu uma nova mutação na Austrália, que logo se espalhou pelo mundo e chegou ao Brasil. Também é conhecida como variante Darwin, em referência à cidade em que ela foi sequenciada.

No nordeste do país, o estado de Alagoas confirmou 21 casos e três mortes pelo vírus, mas ainda não foi identificado o subtipo que causou os óbitos. Já na Bahia, houve duas mortes pelo subtipo H3N2 e a Secretaria de Saúde do estado alerta para possível surto na capital Salvador. Em Pernambuco, o governo confirmou, no começo dessa semana, que já são 42 casos e uma morte por influenza A H3N2.

No Espírito Santo, segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), ao menos 74 pessoas ficaram doentes e duas morreram após infecção pelo vírus da influenza H3N2. No começo da semana, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná registrou a primeira morte relacionada à nova variante, além de 20 casos já confirmados.

Os estados de São Paulo, Pará, Amazonas, Rondônia e Goiás estão em alerta por conta da alta no número de casos, apesar de ainda não terem registrado óbitos relacionados ao subtipo H3N2.

Quais os sintomas da Influenza H3N2?

Assim como ocorre com o coronavírus, o vírus H3N2 é facilmente transmitido de pessoa para pessoa, através de gotículas expelidas pela tosse, espirro ou fala. Segundo o Dr. Carlos Machado, os sintomas são semelhantes ao de uma síndrome gripal. “Os sintomas provocados são semelhantes a um quadro infeccioso viral. Então os mais comuns são febre, tosse seca, dor no corpo. Em crianças, pode dar dor de barriga e diarreia”, esclarece.

O médico também afirma que os sintomas podem ser parecidos com os de Covid-19. Mas, no caso da influenza, eles são mais intensos nas primeiras 48 horas, enquanto que na Covid, eles aparecem a partir do 5º ou 6º dia. Mesmo assim, se houver dúvidas, é preciso fazer o teste para ter o diagnóstico preciso.

A assistente administrativa Aline Gomes, de 25 anos, mora na Zona Portuária da capital Rio de Janeiro e contraiu o vírus no começo de dezembro. “Tive muita dor no corpo, febre, dor de cabeça, meu nariz ficou congestionado e muita coriza. Durou, mais ou menos, uns cinco dias, sendo que nos três primeiros dias foi muito forte, mas depois foi amenizando. A tosse ainda tá um pouco comigo”, conta. Ela acrescenta que, além dos remédios e muita água, o repouso foi essencial para sua recuperação.

As prevenções para não contrair o vírus da Influenza são as mesmas que já estamos acostumados desde o começo da pandemia de Covid-19: usar máscaras, higienizar as mãos com frequência e evitar aglomerações.

Surto inesperado

Para o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe da Fiocruz, há dois principais motivos, de acordo com o que se sabe até agora, para o surto acontecer nessa época: o isolamento social provocado pela pandemia e a baixa adesão à vacina da gripe.

“A partir do final de março de 2020, nós aderimos às medidas de prevenção contra a Covid-19 e isso se estendeu pelo ano todo, até a gente começar a flexibilizar e relaxar cada vez mais esse ano. Ou seja, voltar a se expor mais. Isso traz como consequência o fato de que a gente não teve nem a imunidade natural, por estarmos em isolamento, e nem a proteção da vacina”, ressalta.

Como resultado disso, os surtos de gripe, historicamente mais comuns no outono e inverno, começaram, esse ano, no final da primavera e pode se estender pelo verão, intensificados pela nova mutação H3N2 oriunda da Austrália.

Vacinação contra a gripe

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2021, foram aplicadas cerca de 67 milhões de doses e distribuídas 80 milhões para todos os estados e Distrito Federal, dentro da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza. Contudo, o pesquisador destaca que a nova cepa H3N2 não é compatível com as cepas presentes na vacina da gripe.

“A vacina da gripe é composta por três vírus: uma cepa da Influenza A, que é H1N1; uma cepa da Influenza A, que é H3N2; e uma cepa do vírus da Influenza B. A escolha de qual cepa vai entrar na vacina é feita de acordo com o que aconteceu na temporada passada. No nosso hemisfério, é por volta de setembro que se bate o martelo para saber qual será a composição da vacina para o ano seguinte. Então, naquela época, essa variante do H3N2 não era a dominante, e não tinha indícios de que ela passaria a ser dominante agora”, explica.

Gomes acrescenta que esse não é um caso isolado, que é “da natureza da biologia” que o vírus da gripe mude de forma acelerada e que, mesmo que a vacina disponível não tenha uma proteção específica contra a nova cepa, é importante se vacinar para prevenir infecções causadas pelas demais cepas.

O Instituto Butantan, maior produtor de vacinas para a gripe do Hemisfério Sul, confirmou que já iniciou a preparação dos bancos virais para atualizar o imunizante contra a nova variante, e que as vacinas devem estar disponíveis para os brasileiros no começo de 2022.

Fonte: Brasil 61

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Saúde vacina 18.378 pessoas contra o influenza em 5 dias no DF https://infformadf.com.br/saude-vacina-18-378-pessoas-contra-o-influenza-em-5-dias-no-df/ https://infformadf.com.br/saude-vacina-18-378-pessoas-contra-o-influenza-em-5-dias-no-df/#respond Sat, 17 Apr 2021 14:17:05 +0000 https://infformadf.com.br/?p=8337 Primeiro grupo tem até dez de maio para ser imunizado e conta com 100 unidades básicas de saúde disponíveis

A 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza começou no Distrito Federal na última segunda-feira (12) e já vacinou 18.378 pessoas que fazem parte do primeiro grupo prioritário. Este ano, a vacinação foi dividida por etapas e ocorre em 100 unidades básicas de saúde. A maior parte será em pontos em que não há aplicação da vacina contra a covid-19.

O primeiro grupo é estimado em 391.783 integrantes, sendo composto por crianças a partir de seis meses de vida até seis anos (5 anos, onze meses e 29 dias); gestantes, puérperas; povos indígenas e trabalhadores de saúde. A meta é vacinar 90% do público-alvo. Até o momento, o grupo das puérperas é o que apresenta a maior cobertura vacinal, com 5,4% do da população-alvo vacinada. Este grupo é estimado em 5.230 pessoas, sendo que 230 já receberam a vacina.

Os dados compreendem o período de 12 a 15 de abril. O grupo de gestantes e trabalhadores de saúde aparece com a segunda maior cobertura, com 4,7% do público de 31.817 pessoas e 129.627 imunizados, respectivamente. Das 225.109 crianças entre seis meses e seis anos, a cobertura vacinal está em 4,5%.

Arte: Agência Saúde

Apesar de ainda não fazerem parte da primeira etapa da vacinação, já foram vacinadas 200 pessoas com 60 anos ou mais. Diferente da vacinação contra a covid-19, quem tem 60 anos ou mais e está em qualquer outro grupo da vacinação – profissionais de saúde, por exemplo – aparece no sistema de notificação da vacinação dentro da faixa etária pela qual corresponde. A vacinação dos idosos será iniciada no dia 11 de maio.

A vacina

A vacina é contraindicada para crianças menores de 6 meses de idade e pessoas com história de anafilaxia a doses anteriores apresentam contraindicação a doses subsequentes

A vacina garante proteção contra os vírus influenza A H1N1 e H3N2, e influenza B. O Distrito Federal recebeu, na última semana, 113,6 mil doses para iniciar a primeira fase, o que corresponde a 29% do total dos grupos da 1° etapa. O quantitativo restante será enviado pelo Ministério da Saúde ao longo da campanha, de forma semanal.

A vacina é contraindicada para crianças menores de 6 meses de idade e pessoas com história de anafilaxia a doses anteriores apresentam contraindicação a doses subsequentes. Contudo, na maioria dos casos, as vacinas contra influenza têm um perfil de segurança excelente e são bem toleradas.

A influenza é uma infecção respiratória aguda, causada pelos vírus A, B, C e D. O vírus A está associado a epidemias e pandemias, tem comportamento sazonal e apresenta aumento no número de casos entre as estações climáticas mais frias. O Ministério da Saúde mantém a vigilância da influenza no Brasil por meio da vigilância sentinela de Síndrome Gripal (SG) e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pacientes hospitalizados.

Essas áreas têm como objetivo principal identificar os vírus respiratórios circulantes, permitir o monitoramento da demanda de atendimento dos casos hospitalizados e óbitos. Por isso, é importante todos os anos participar da campanha.

*Com informações da Secretaria de Saúde

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