EMBRAPA CERRADOS – INFFORMA – Informação é tudo! https://infformadf.com.br Fri, 06 Jun 2025 15:54:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 Estudantes do DF e Entorno visitam Embrapa Cerrados para aprender sobre o bioma e a importância da ciência na agricultura https://infformadf.com.br/estudantes-do-df-e-entorno-visitam-embrapa-cerrados-para-aprender-sobre-o-bioma-e-a-importancia-da-ciencia-na-agricultura/ https://infformadf.com.br/estudantes-do-df-e-entorno-visitam-embrapa-cerrados-para-aprender-sobre-o-bioma-e-a-importancia-da-ciencia-na-agricultura/#respond Fri, 06 Jun 2025 15:54:45 +0000 https://infformadf.com.br/?p=42169 As duas visitas começaram no auditório, com exibição de vídeos sobre o Cerrado e a atuação da Embrapa Cerrados

Nesta semana, estudantes do ensino médio do Distrito Federal e Entorno trocaram a sala de aula por uma experiência prática no campo. Eles participaram de visitas educativas à Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), com o objetivo de conhecer de perto o bioma Cerrado e o trabalho desenvolvido pela unidade. Na terça-feira (3), foi a vez dos alunos do Colégio Estadual Divina Olímpio Miranda, da Cidade Ocidental (GO). Já na quarta (4), a visita foi realizada por estudantes do Instituto Educacional Santo Elias, de Sobradinho (DF).

Durante os dois dias de programação, os alunos aprenderam sobre o Cerrado — suas características, formas de restauração, vegetação, sementes e frutos. Também conheceram ações voltadas à qualidade da água, tanto para consumo humano quanto para uso na irrigação. Na quarta-feira, o grupo visitou ainda alguns laboratórios da unidade. Recebidos por Fábio Faleiro, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, os estudantes ouviram sobre a evolução da agricultura brasileira. Ele destacou o papel fundamental da ciência e tecnologia para transformar o Brasil de importador de alimentos, nos anos 1970, em um dos maiores exportadores do mundo atualmente. “É possível produzir com responsabilidade e preservar o meio ambiente”, afirmou.

As duas visitas começaram no auditório, com exibição de vídeos sobre o Cerrado e a atuação da Embrapa Cerrados. O pesquisador Felipe Ribeiro foi o responsável por conduzir a introdução e contextualizar os alunos. Na área externa da unidade, os grupos foram divididos para participar das estações temáticas.

Na primeira estação, o tema foi a importância da água na agricultura. A técnica de laboratório Daphne Muniz explicou como funciona o trabalho no laboratório de química de água e ecotoxicologia, apresentando amostras e demonstrando, na prática, que aparência não é sinônimo de qualidade. “Este equipamento é um condutivímetro, que mede a quantidade de sais dissolvidos na água. Mesmo parecendo limpa, ela pode não ser adequada para o consumo”, explicou.

Na sequência, os alunos conheceram mais sobre a vegetação do Cerrado, com direito a tocar em sementes, frutos e plantas típicas. A atividade foi conduzida pelas pesquisadoras Fabiana Aquino, Marina Vilela e Araci Alonso. Já nos laboratórios — parte da programação de quarta-feira —, os estudantes foram recebidos por Aline Rabello, supervisora da área, que explicou o trabalho técnico e científico desenvolvido ali. Também visitaram a sala analítica, o laboratório de química analítica de solos e o de microbiologia, onde foram recepcionados pelos técnicos Francisco Delvico e Clodoaldo de Souza.

Gabriel Calaça, um dos participantes, ficou impressionado com o que viu. “Essa foi uma saída de campo muito diferente. Conhecemos mais sobre os solos, as plantas. Gostei muito dos laboratórios, especialmente da parte sobre bactérias que fixam nitrogênio. Achei isso fantástico. Espero voltar mais vezes”, relatou. Já Mariana Marques destacou a estação que apresentou plantas e frutos do Cerrado: “Achei os profissionais muito didáticos e preparados”.

João Antônio Gomes, aluno da escola Divina Olímpio, resumiu bem o sentimento dos colegas: “Faz muita diferença ver nos livros e estar aqui, podendo tocar e vivenciar”. Para o professor de História Carloman Porto, que acompanhou o grupo, a visita tem um valor que vai além do conteúdo curricular. “Os jovens compreendem melhor quando estão no local. Além disso, é uma oportunidade de conhecerem diferentes áreas de atuação profissional e, quem sabe, se inspirarem para o futuro”, avaliou. A atividade fez parte de um projeto escolar voltado para o meio ambiente.

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Instituições assinam novo Acordo de Cooperação Técnica para o Programa Produtor de Água no Pipiripau https://infformadf.com.br/instituicoes-assinam-novo-acordo-de-cooperacao-tecnica-para-o-programa-produtor-de-agua-no-pipiripau/ https://infformadf.com.br/instituicoes-assinam-novo-acordo-de-cooperacao-tecnica-para-o-programa-produtor-de-agua-no-pipiripau/#respond Wed, 08 Nov 2023 18:13:19 +0000 https://infformadf.com.br/?p=27632 Instituições se unem para dar continuidade ao Programa Produtor de Água no Pipiripau

Da Redação

Brasília, 08 de novembro de 2023 – Catorze instituições assinaram o novo Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para continuidade do Programa Produtor de Água no Pipiripau. Implementado em julho de 2012, o projeto orienta, incentiva e apoia os produtores rurais na promoção da sustentabilidade hídrica da bacia, por meio de práticas que favoreçam a penetração da água no solo, aumentando a recarga do fluxo de base e a disponibilidade de água na época de seca.

O coordenador de apoio ao sistema de gerenciamento de recursos hídricos do DF, Wendel Lopes, classifica o novo acordo como um marco. “Estamos muito felizes, pois ele é essencial para a continuidade do projeto. Ao todo, já foram investidos mais de R$ 30 milhões em serviços ambientais na bacia. É um projeto reconhecido nacional e internacionalmente”, comemorou Lopes.

Participaram da assinatura as seguintes instituições: Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Agência Nacional de Águas (ANA), Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Departamento de Estradas e Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Embrapa Cerrados, Instituto Brasília Ambiental, Rede Pede Planta, Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF (Seagri-DF), Secretario de Meio Ambiente e Proteção Animal do DF (Sema-DF), Programa Brasil da TNC e Universidade de Brasília (UnB).

Após a assinatura do acordo de cooperação, as autoridades destacaram a importância desse projeto que, além de promover o papel do produtor rural no aumento da quantidade e qualidade de água no DF, é um exemplo de trabalho coletivo, transversal, que envolve 14 instituições em torno do bem mais precioso da humanidade: a água.

“Não é apenas um ACT, essa assinatura mostra o exercício da transversalidade. Não é fácil fazer um acordo ouvindo a parte jurídica de 14 órgãos e tendo um diálogo fino com a União”, pontuou o secretário de meio ambiente, Antonio Gutemberg.

Segundo o diretor de regulação e meio ambiente da Caesb, Haroldo Toti, o Pipiripau é uma experiência bastante exitosa e deve ser replicada em outras bacias. “É um grande prazer participar desse projeto, pois isso equivale a criar água. Temos um exemplo notável com o Pipiripau e estamos prontos para repetir isso, com a ajuda de todos os nossos parceiros, na Bacia do Descoberto. Já iniciamos o chamamento público para isso, em áreas desprotegidas”, destacou Toti.

O presidente da Emater, Cleison Medas Duval, explicou o papel desempenhado junto aos produtores, compreendendo os desafios em termos de produção, questões sociais e ambientais. “Trabalhamos em três dimensões essenciais: economia, social e ambiental, considerando também as dificuldades enfrentadas pelas famílias e em colaboração com várias instituições para alcançar nossos objetivos. Sabemos que a pressão urbana é grande, mas devemos cuidar do que temos hoje, e os agricultores são fundamentais nesse processo. Este é um projeto importante, e cada parceiro desempenha um papel crucial na busca por soluções para a escassez de água em nossa região”, reforçou Duval.

Para o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, não é possível falar de água sem falar de Cerrado “e a gente está à disposição para qualquer projeto que seja para reflorestamento ou para preservação do Cerrado”.

O secretário de Agricultura, Fernando Antonio Rodriguez, lembrou que há muita água no DF, mas que é preciso usá-la de maneira eficiente. “O maior desafio é justamente buscar soluções para garantir água para os produtores rurais, envolvendo-os neste processo de preservação, manutenção e uso racional dos recursos hídricos. Isso vai muito além do plantio de árvores e reflorestamento. Envolve, principalmente, a conscientização sobre o ciclo hidrológico e a compreensão sobre os processos de captação de água da chuva, tanto no solo quanto nas camadas subterrâneas”, lembrou Rodriguez.

Segundo o professor da UnB, Ricardo Gaspar, a cooperação viabiliza a oportunidade de colocar estudantes e profissionais universitários para atuar nesse tipo de projeto. “Nossos estudantes atuam nessas áreas, realizando monitoramento geológico e propondo estratégias para aprimorar a recuperação desses espaços com o objetivo de elevar tanto a qualidade ambiental quanto a qualidade social”, afirmou.

O diretor-presidente da ANA, Maurício Abijaodi Lopes Vasconcellos, acredita que o programa produtor de água não promove apenas o aumento quantitativo e qualitativo da água, mas a conscientização sobre a importância desse recurso vital. “Este programa tem um impacto social significativo, reduzindo enchentes e melhorando o saneamento rural. Ao implementá-lo, especialmente nas nascentes, berço das águas do país, enfatizamos a preservação dessas fontes naturais, a restauração das áreas de mata ciliar e a proteção permanente desses ecossistemas vitais. A próxima etapa importante é quantificar esses benefícios para buscar novas parcerias com órgãos governamentais, setor privado e sociedade civil para fortalecer o programa. Este é o momento propício para planejar nosso futuro e definir metas”, enfatizou.

Para finalizar o evento, o diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, lembrou que a participação ativa da população é crucial. “Muitas vezes, a sociedade deseja contribuir, mas precisa ser informada e motivada”, contou. Ribeiro destacou, ainda, a importância da colaboração entre diversos setores. “A água é um recurso valioso, e todos nós desempenhamos um papel importante na sua valorização. Quero parabenizar não apenas os envolvidos nesse trabalho, mas também a sociedade por sua disposição em ajudar a melhorar o aproveitamento desse recurso tão precioso. É um privilégio estar ao lado de parceiros e colegas que compartilham da mesma visão”, concluiu.

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