China – INFFORMA – Informação é tudo! https://infformadf.com.br Tue, 16 Jun 2026 13:17:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 Nova corrida espacial: disputa agora é entre China e EUA https://infformadf.com.br/nova-corrida-espacial-disputa-agora-e-entre-china-e-eua/ https://infformadf.com.br/nova-corrida-espacial-disputa-agora-e-entre-china-e-eua/#respond Tue, 16 Jun 2026 10:16:14 +0000 https://infformadf.com.br/?p=52221 Por João Canalle

A nova corrida espacial já está em andamento e, desta vez, a disputa acontece entre China e Estados Unidos. A missão chinesa Shenzhou 23 representa mais um passo no plano da China de levar astronautas à Lua até 2030.

A missão chamou atenção pelo tempo de deslocamento que levou apenas três horas para chegar à estação espacial chinesa Tiangong, período menor do que o registrado nas missões americanas. O feito demonstra o avanço tecnológico chinês e a estratégia adotada para ampliar sua presença no setor espacial.

Um dos tripulantes deve permanecer um ano no espaço para estudar os efeitos da microgravidade no corpo humano. O objetivo é preparar futuras missões tripuladas à Lua, especialmente diante dos desafios físicos enfrentados pelos astronautas.

Os principais problemas observados envolvem perda de densidade óssea, atrofia muscular, exposição à radiação, desgastes psicológicos e distúrbios do sono. O astronauta brasileiro Marcos Pontes relatou sequelas após sua missão espacial em 2006, incluindo estenose nos canais auditivos, vitiligo, alterações hormonais, perda de densidade óssea, sangramentos nos ouvidos, alergias e mudanças de peso.

A Lua voltou ao centro do interesse mundial porque existe a intenção de estabelecer uma presença humana permanente. Isso envolve pesquisas sobre extração de água do solo lunar, proteção contra radiação, adaptação à baixa gravidade, ausência de atmosfera e variações extremas de temperatura.

Além disso, o satélite deve funcionar como um laboratório para experiências envolvendo geração de energia, construção de habitats, utilização de recursos locais e possibilidades de cultivo. Os estudos podem fornecer informações importantes para futuras missões.

Vale ressaltar que os Estados Unidos também seguem com seus projetos. A missão Artemis II, realizada neste ano, passou pelo lado oculto da Lua. Os quatro astronautas a bordo se tornaram as pessoas a viajarem mais longe da Terra na história. Já a futura missão Artemis III deverá testar capacidades de encontro e acoplamento entre a nave Orion e os sistemas comerciais de pouso humano.

Ainda neste ano, os chineses pretendem lançar a sonda Chang’e 7 em direção ao polo sul da Lua para estudar possíveis áreas de instalação de uma futura base lunar. O projeto coloca o país em disputa direta com os americanos, que também pretendem levar astronautas de volta à superfície lunar com o programa Artemis.

Quando os Estados Unidos chegaram à Lua pela primeira vez, em 1969, a China ainda não possuía um programa espacial estruturado. Hoje o país disputa espaço em igualdade na nova corrida espacial.

(*) Prof. Dr. João Batista Garcia Canalle é astrônomo e coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG).

]]>
https://infformadf.com.br/nova-corrida-espacial-disputa-agora-e-entre-china-e-eua/feed/ 0
Delegação de empresários chineses avalia investimentos no Distrito Federal https://infformadf.com.br/delegacao-de-empresarios-chineses-avalia-investimentos-no-distrito-federal/ https://infformadf.com.br/delegacao-de-empresarios-chineses-avalia-investimentos-no-distrito-federal/#respond Sat, 28 Oct 2023 13:13:36 +0000 https://infformadf.com.br/?p=27236 Grupo foi recebido nesta sexta-feira, no Palácio do Buriti, pelo secretário de Relações Internacionais, Paco Britto

O secretário de Relações Internacionais, Paco Britto, recebeu, na tarde desta sexta-feira (27), delegação da província chinesa de Hunan. O encontro foi promovido pela Associação da Amizade de Hunan, representado pelo presidente da entidade, Sui Zhongcheng, juntamente com outros membros. O presidente de Operações Nacionais da Sany, Alex Xiao, também participou da reunião, que ocorreu no Palácio do Buriti.

A delegação chinesa foi recebida pelo secretário Paco Britto no Palácio do Buriti e ficaram bem impressionados com a qualidade de vida e a segurança que o DF oferece | Fotos: Lívio di Araújo/Ascom Serinter

Interessados em conhecer o que o DF oferece para investimentos, o grupo chinês ouviu do secretário os pontos positivos que fazem do Distrito Federal uma “capital de oportunidades”.

“Posso afirmar que o DF tem as melhores oportunidades para investidores nacionais e internacionais. Apesar de pequeno, somos bastante desenvolvidos na agricultura, tecnologia e no comércio”, disse o secretário.

Paco Britto destacou o fato de a capital oferecer incentivos a terras com a geração de emprego e renda – por meio da Terracap -, um banco – BRB -, incentivos fiscais competitivos com os demais estados brasileiros, além de destacar a qualidade de vida, renda per capta dos brasilienses e localização da capital, com facilidade para escoar produção. “Somos um hub no coração da América do Sul”, frisou.

Sui Zhongcheng agradeceu por terem sido recebidos no Palácio do Buriti e enfatizou que o objetivo da visita é “procurar oportunidades de comércio e cooperação com Brasília. O que ouvimos aqui aumentou o nosso interesse”, adiantou.

“Tenho percebido o entusiasmo do senhor com o desenvolvimento econômico e atração de capital estrangeiro para o DF e chama muito a nossa atenção o que o GDF tem a oferecer”, completou.

O represente da Sany – empresa chinesa que figura entre as mais importantes do mundo – também demonstrou interesse em investimento no DF, principalmente na área de geração de energia fotovoltaica e com a construção de uma fábrica de caminhões.

“Estamos estudando várias possibilidades de investimentos no Brasil e, diante de tudo que foi apresentado, a qualidade de vida e a segurança que o DF oferecem são fatores que chamaram muito a nossa atenção”, destacou Alex Xiao. “Vamos considerar isso seriamente”, concluiu.

 

]]>
https://infformadf.com.br/delegacao-de-empresarios-chineses-avalia-investimentos-no-distrito-federal/feed/ 0
Artigo | China em ritmo de “prosperidade comum” https://infformadf.com.br/artigo-china-em-ritmo-de-prosperidade-comum/ https://infformadf.com.br/artigo-china-em-ritmo-de-prosperidade-comum/#respond Mon, 07 Mar 2022 03:37:52 +0000 https://infformadf.com.br/?p=15851 POR PAULO KRAMER

Regimes autocráticos unipartidários são a mais completa tradução do patrimonialismo, sob cuja égide os governantes traçam, apagam e retraçam ao seu bel-prazer os limites entre o público e o privado, arvorando-se em titulates últimos de todas as riquezas produzidas pela sociedade. Em obediência a essa lógica política, tais ditaduras nunca hesitam em reprimir os agentes econômicos privados, restringir seus direitos de propriedade e os mercados onde operam quando o enriquecimento de cidadãos particulares parece subtraí-los ao controle do Estado-partido. Por isso mesmo, como destacam Max Weber (1864/1920) e outros pensadores liberais, a propriedade privada dos meios de produção e a livre concorrência econômica são indispensáveis tanto para o progresso material e a inovação tecnológica quanto para a preservação dos direitos civis e das liberdades políticas em face do agigantamento da burocracia governamental.

E, como o bom desempenho da economia e do emprego configura a principal fonte de legitimidade dos regimes que recusam a rotatividade do poder entre partidos competitivos mediante eleições periódicas, livres e limpas, sempre que o crescimento do PIB desacelera, os ditadores se veem obrigados a recorrer à propaganda nacionalista, ao populismo e à repressão pura e simples a fim de sufocar o descontentamento social e suas consequências políticas desestabilizadoras.

Essas observações de caráter geral, destiladas a partir das amargas experiências históricas do século passado, ajudam a compreender o que está se passando na China de Xi-Jinping, que, desde sua chegada ao vértice do poder, uma década atrás, concentrou em suas mãos o poder partidário e governamental, punindo 1,5 milhão de quadros em sucessivas ondas de ataques anticorrupção. Em 2018, ele emplacou emenda constitucional eliminando o limite de dois mandatos de cinco anos para sua recondução a secretário-geral do Partido Comunista e presidente da república. E, em novembro último, resolução do pleno do Comitê Central do Partido Comunista Chinês colocou o “pensamento de Xi-Jinping” em posição de paridade com os legados ideológicos de Mao Tsé-tung e de Deng Xiaoping.

Ryan Hass, analista da Brookings Institution ( ** ), inscreve no marco da nova campanha oficial de „retificação‟ batizada de “Prosperidade Comum” recentes decisões como: o bloqueio do acesso de gigantes tecnológicos privados à bolsa de valores de Nova York (exemplos: o Ant Group, da holding Alibaba, controlada pelo legendário magnata do comércio digital Jack Ma; e o aplicativo Didi, equivalente ao Uber) — sob o pretexto de violar a privacidade dos consumidores chineses!… —, as proibições do lucrativo e difundido ramo de cursos particulares de „reforço escolar‟ e da propriedade estrangeira de escolas privadas, a atitude ostentatória das primeiras gerações de bilionários e milionários chineses — consumidores de quase metade dos bens de luxo vendidos no mundo —, a censura à sexualidade ambígua de estrelas do show business e até mesmo a limitação do número de horas semanais que crianças e adolescentes podem brincar com seus videogames.

Enfim, é o fortalecimento do controle do Estado-partido sobre a economia e a sociedade, mas, nas palavras de Xi para o comitê de assuntos financeiros e econômicos do Partido, em agosto, a campanha se destina a promover o equilíbrio entre “crescimento e estabilidade”.

Vale assinalar que “prosperidade comum” é uma expressão que frequenta há muito tempo o léxico do comunismo chinês. Já na primeira etapa do regime maoísta, em dezembro de 1953, manchete do Diário do Povo, órgão partidário, exaltava a “prosperidade comum” como a grande finalidade da campanha contra os remanescentes do capitalismo, que a liderança chinesa então identificava como regime odioso fadado a beneficiar um pequeno punhado de ricos em detrimento da esmagadora maioria pobre. Desde o final dos anos 1970, com a morte de Mao e a consolidação de Deng, o termo passou a designar as políticas que estimulavam o enriquecimento inicial de alguns agricultores na certeza de que, com o tempo, o „bolo‟ assim ampliado viria a ser equanimemente dividido entre o conjunto da população. Sem dúvida, o crescimento econômico resultante dessa estratégia promoveu, em poucas décadas, a maciça erradicação da pobreza extrema e o surgimento de numerosa classe média; mesmo assim, cerca de 600 milhões de trabalhadores chineses ainda vivem com o equivalente a 154 dólares por mês, ou menos.

Agora, a novíssima versão da iniciativa de “prosperidade comum” procura conciliar as ênfases de seus avatares anteriores, prometendo redistribuir riqueza, reduzir desigualdades e nivelar as oportunidades de ascensão social. O regime sinaliza que este será o caminho mediante o qual o país preencherá as prioridades do ambicioso programa Made in China 2025, que visa torná-lo o mais competitivo do mundo em áreas como manufatura de última geração, tecnologias ambientalmente amistosas, chips (semicondutores) e veículos elétricos.

É natural, porém, que a ofensiva de Xi esteja provocado desconfiança entre os investidores ocidentais. Somente a retirada das ações de empresas de tecnologia dos pregões americanos deve eliminar mais de 1 trilhão de dólares do valor de mercado das mesmas! Isso no momento em que a desaceleração do PIB (4,9% no terceiro trimestre deste ano contra 7,9% no segundo) agrava o problema do desemprego — especialmente entre os jovens de 16 a 24 anos (14,2%). Para aplacar esses temores, jornalistas e economistas ligados ao partido e ao governo procuram justificar a campanha como um necessário ajuste que vai garantir o crescimento a longo prazo, eliminando distorções momentâneas, sem o risco de uma estratégia de soma-zero que rouba dos ricos para auxiliar os pobres. Xi, em pessoa, discursando em evento sobre o comércio global de serviços, realizado no início de setembro, comprometeu-se a cooperar com os demais países na promoção da abertura e de soluções ganha/ganha.

Mas é claro que os donos do dinheiro no mundo prestam mais atenção à realidade dos números do que ao palavrório oficial, e o histórico dos últimos tempos de fato inspira preocupação. Depois da suspensão da estreia mundial do Ant Group no mercado de capitais e da abertura de investigações dos reguladores chineses sobre supostas práticas monopolistas do Alibaba — respectivamente em novembro e dezembro de 2020 —, este último foi multado em 2,8 bilhões de dólares por abuso de seu domínio de mercado. Em abril de 2021, restrições semelhantes foram impostas a outras 13 empresas, inclusive á Tencent (comércio eletrônica) e à Meituan (entrega de refeições em domicílio). Ainda neste final de ano, o mercado aguarda a punição que os reguladores da segurança cibernética aplicarão ao Didi. No último trimestre, a Tencent reportou faturamento “inferior ao esperado”. O Alibaba está prevendo corte de um terço em suas previsões de vendas para 2022. E a Meituan divulgou seu maior prejuízo em três anos, depois de uma multa recorde dos reguladores antitruste.

A escalada populista do regime de Pequim ocorre paralelamente a uma intensificação de declarações e gestos chauvinistas. No final de novembro, num tipo de ação que já virou rotina, esquadrilha da força aérea do Exército de Libertação Popular composta por caças e dois bombardeiros nucleares “H-6” penetrou no espaço aéreo de Taiwan, em resposta à visita de solidariedade de um grupo de congressistas dos Estados Unidos a Taipé. Comunicado do ELP justificou essa incursão pela necessidade de “lidar com a presente situação no Estreito de Taiwan”, acrescentando que a ilha “é parte do território chinês” e que “defender a soberania nacional e a integridade territorial é nossa sagrada missão militar”.

Paulo Kramer, Cientista Político, pesquisador da Fundação da Liberdade Econômica.

_______________________________________________

( ** ) HASS, Ryan, “Assessing China‟s „common prosperity‟ campaign”, www . brookings . edu
(visitado em 5 de dezembro de 2021).

]]>
https://infformadf.com.br/artigo-china-em-ritmo-de-prosperidade-comum/feed/ 0
OMS pede colaboração para investigar origens do novo coronavírus https://infformadf.com.br/oms-pede-colaboracao-para-investigar-origens-do-novo-coronavirus/ https://infformadf.com.br/oms-pede-colaboracao-para-investigar-origens-do-novo-coronavirus/#respond Fri, 23 Jul 2021 13:37:34 +0000 https://infformadf.com.br/?p=10538

China rejeitou plano de prosseguir com as investigações

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu hoje (23) que todos os países trabalhem juntos para investigar as origens do coronavírus que causa a covid-19, um dia depois de a China rejeitar planos para mais checagens a laboratórios e mercados em seu território.

Os primeiros casos de covid-19 em humanos foram registrados na cidade de Wuhan, região central da China, em dezembro de 2019. A China várias vezes rechaçou teorias de que o vírus vazou de um laboratórios.

Este mês, a OMS propôs que as investigações na China prosseguissem, mas o vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde do país, Zeng Yixin, disse na quinta-feira que não aceitaria a proposta como ela foi apresentada.

Ao ser questionado sobre a rejeição da China, o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, disse durante uma reunião da ONU, em Genebra, que o objetivo não era encontrar culpados. “Isto não é sobre política, não é sobre encontrar culpados.”

“É basicamente um requisito que todos temos de tentar entender: como o patógeno entrou na população humana. Nesse sentido, os países têm a responsabilidade de trabalhar juntos e trabalhar com a OMS em espírito de parceria.”

Uma equipe liderada pela OMS passou quatro semanas em Wuhan e nos arredores com cientistas chineses e disse em um relatório conjunto, em março, que o vírus havia provavelmente sido transmitido de morcegos para humanos por meio de outro animal, mas que mais pesquisas eram necessárias.

]]>
https://infformadf.com.br/oms-pede-colaboracao-para-investigar-origens-do-novo-coronavirus/feed/ 0